Poemas de Pessimismo

Cerca de 404 poemas de Pessimismo

Talvez eu seja a pessoa mais chata não sei..
eu acho graça de coisas que quase ninguém acha
de coisas simples e inocentes ou de coisas complexas mesmo..
o fato é que eu sou uma pessoa carente,ingênua,pura,muito amiga..
gosto de falar de sentimentos,gosto de romantismo,gosto de novelas,livros,heróis..
não saio muito de casa e sou solitário
é...eu sou a pessoa mais chata do mundo

Inserida por Juanoliveira

Antigamente os amores impossíveis e as garotas que me ignoravam,desdenhavam e me atingiam com sua obscura indiferença,eu até sentia um certo prazer nisso..
por ser criança talvez e por ser ingênuo em achar que tudo era mágico e no fim das contas eu tivesse um final feliz
mas a gente vai crescendo e aprendendo da forma mais dura que não existe final feliz ,que a vida não é um conto de fadas,que eu não sou o príncipe e nem o principal da história,na verdade percebi que sou um mero coadjuvante
percebi que o desdém é tão real quanto o ar,e intenso..
descobri que sou nada nesse mundo,apenas um solitário andarilho em busca da glória
por isso que os amores impossíveis não em interessam mais.

Inserida por Juanoliveira

não existes redenção
não existe impunidade
existem interesses
existem os castigos

Inserida por vidasem

Aquela flor é linda, mas tem muitos espinhos;
Aqui há sombra fresca, mas não gosto de sentar no chão;
Aquele campo é bonito, mas tem muita lama;
Aquela fruta é boa, mas só da pra comer se subir no pé;
Aquele som da chuva é bom, mas não gosto de dia chuvoso;
Aqui, aquele, aquela coisa... que você não aproveitou, porque perdeu tempo olhando apenas para o lado que julga negativo;

Inserida por LeticiaSalgado

Azul Ciano.

Apreciava o som do silêncio,
não me diga onde
eu vou, eu sei que estou
morto por dentro,
vazio, eu invento
sentido em versos
inversos que um incerto
homem escreve calado.

O som do cabelo no rosto
deslisava a seu gosto
como a visão do olho
que via só você.

Entendia que podia
mudar o que queria,
insistia que veveria
sozinho, matara a si.

No carderno de versos,
confesso, é onde rezo,
não é pra deuses, aberto
o peito onde bate o sentimento
de que estar é inútil.

Inserida por WilliamPhilippe

⁠"Há poucas coisas que limitam mais o voo das pessoas que a distância a que chega seu olhar."

("Eu matei JK". Editora Pandectas)

Inserida por jose_da_lapa

Aos Fervorosos Dissimulados

Você não se cansa?
Tão mesquinho
Tão ridículo
Abominável!

Você!
Você que finge “ser bom”
Que se esconde em nuvens
E permite morrerem as crianças por problemas que nem entendem

Você!
Você que é hipócrita
Que dita tuas leis tolas
E prega sua terrível intolerância sobre o tão sublime

Você!
Você que se diz divino
Que finge ser o “bom samaritano”
E estraga o campo de flores com sua oratória

Você!
Você que nunca se provou
Que mata em seu nome
E também manda matar

Você!
Você putrefato!
Bastardo das ciências!
Cadáver do mundo!

Você!
Você cujo cheiro me causa ânsia
Me faz vomitar
E da nojo

Você!
Você não percebe que é o câncer
O tumor neste velho mundo
E a muito doente

Você!
Você que ainda insiste embriaga-lo
Com seu álcool mofado e velho
A fim de matá-lo, pensando fazer
o “bem”

Você!
Deixe-me agora
E deixe também meu mundo!
Ao menos uma vez faça o que fala, dizime-se pelo bem deste mundo.

Inserida por Hyanjanegitz

⁠Confessionário da Mente

Terminado seu livro
Terminado um peso
O poeta decide descansar e sonhar
Mas a turbulência de seus pensamentos
Não o deixam fazê-lo
E então começa a pensar

Pensar em como tudo poderia ser melhor
Pensar em como o dia poderia ser melhor
E visualiza mais seus erros do que acertos
E decide cuspir para fora seus anseios e o que tem de pior
E decide levantar

E ele pega seu caderno azul
Junto de sua caneta azul
E vai á outro cômodo da casa
Escrever o que pensa
E ligando a luz da cozinha
Se encontra na cegueira da claridade
Então senta e solta a criatividade

Queria não ter me atrasado
Queria ter me esforçado
Queria não ter desperdiçado
Tempo & Dinheiro
Quão arruaceiro
Que desgraçado

Queria aprender mais
Queria procrastinar menos
Queria não ter
Meus meios tomados
Meio quebrados
Fazer o quê

Queria ser alguém útil
Queria ensinar
Queria não falar
O fútil, asneiras
Que besteiras

Queria amar & ser amado
Queria não ser chato
Queria não ser tão exagerado
Tão louco, estranho
Queria ter rimado

Queria tanta coisa na vida e no dia
Que nem sei se vale a pena
Ser normal e viver pra mim
Ou maluco beleza para o que faço

E talvez ser notado
Por ser diferente
Diferente de gente
Diferente de muito mais gente

Me sinto só
Me sinto um
E esqueço que vim do pó
Das estrelas além do meu mundo
Que dó

Esqueço que não sou o único
Esqueço que eu deveria agir
Ao invés de lamentar, e ajudar
Me dominar

E talvez eu tenha agido
Por desabafar, poetizar
Se é que sou profeta
Poesia é arte, não diário para desabafar

Mas uma dúvida ainda tenho
Impregnada na mente
Será esse poema arte
Ou baboseira adolescente?

Inserida por kaixtr

⁠Eu tenho achado tudo chato, tudo ruim
Será que o chato aqui sou eu?
Será que fiquei viciado em novidade
E agora o tédio me enlouqueceu?

Inserida por pensador

A pandemia matou a todos
Alguns, infelizmente, em vida
Outros, mais infelizmente ainda, em alma
-12/08/21

Inserida por opedrogomess

⁠Não importa qual caminho você tome, seu destino será sempre o mesmo no final. Você está morto desde o seu primeiro passo.

Lembre-se da mortalidade.

Inserida por poroutis

⁠Sofro, logo existo


Silogismo

1- Ansiamos obstinadamente por saber desde que nos damos por humano (''o que *não cessa* de *se escrever*'').

2- A coisa em si é inacessível (''o que *não cessa* de *não se escrever*'').

3- A verdade se apresenta apenas como possibilidade (''o que *cessa* de se *escrever*) e tudo isto nos causa angústia.


Esclarecendo

Me refiro a verdade da coisa e do real enquanto todo. A nossa relação com a verdade, real enquanto todo, é de angústia e ela marca seu impossível através da contingência, gerando pela lembrança sofrimento, pois o conjunto aberto nos causa incômodo, como prova, perguntar algo e ouvir uma resposta que não responde, além de termos uma necessidade não só orgânica, mas também em pathos pela verdade, por significados, sentidos e porquês. Uma das possíveis formas de elucidar que a verdade se apresenta a nós como possibilidade, mesmo ela sendo impossível, é o fato de tudo isto ser questionável, sendo assim, talvez a verdade nunca se apresenta, mas apenas a nós é representada enquanto impossível através de nossa linguagem insuficiente. Como a linguagem e a razão é o que nos define como humano, pois é o que nos diferencia, e sendo tudo isto seu grande marcador de realidade e desejo, podemos assim concluir por equivalência ou analogamente a regra da cadeia que sofremos, portanto, existimos.
Obs: Talvez este não seja o grande desejo da razão, principalmente no seu primórdio, talvez seja apenas meu objeto a, mas se atendo que é ela e a sua busca que nos define como humano, mesmo ela sendo um subproduto de uma complexa circuitaria neural ou detentora de uma substância pensante, ela é nós e nós somos ela em essência; só não nos damos conta de tudo isso porque o afeto não emerge a todo momento, até porque não desejamos, daí a fuga do tédio através do divertimento como retratou bem Pascal, mas este de fato é o nosso ser.

Inserida por Oaj_Oluap

⁠" otimista na hora errada "

Anda menina
Vai, você consegue!
É só usar as pernas para fazer rodar
Nada vai te parar
nenhum carro vai te atropelar
É só pedalar e seguir este caminho

E quando eu mais acreditava
Ali na minha frente
Havia uma parede
E naquele momento eu deveria ter freado
Para não me machucar mais...

Inserida por isabella_bergamin

⁠O orgulho enterra os rancorosos.
A atitude exalta os humildes.
A honestidade gera simplicidade.
O pessimismo diminui a sociedade.

Inserida por RenatoFreitas

⁠Poema: "Adicto em Declínio"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

aflito, de alma estafada,
o véu que separa o coração da razão
não me permite enxergar qualquer valor
ao olhar através do espelho da alma.
os pesadelos ainda vivem e consomem até a sombra,
e não há mais forças para lutar,
pois por tanto tentei,
acreditando ter dado meu melhor,
portanto falhei
ao tentar ficar de pé.
tal como uma cobra, hoje rastejo, mas menos que ela que sou,
pois ela ainda tem algum valor que um adicto em declínio.

Inserida por diego_fernandes_5

⁠Poema: Desventura
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

O tempo que eu passei pensando sobre procurar um caminho,
apenas pensei, e nada fiz, continuei a arder em fogo andando em brasa,
e eu não sei como vou continuar,
pois nunca houve um plano B, algo a se fazer,
pois nunca pensei que ia querer ficar,
no fundo eu tenho medo, mas já é tarde demais para lutar,
as vozes não me deixam descansar.

Inserida por diego_fernandes_5

⁠Poema: Perdição
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

Engolido por frustração e medo, a energia negativa transborda, e
quanto mais penso sobre o mundo, aumenta exponencialmente a minha vontade de desistir.
As coisas dentro da minha cabeça não têm sido fáceis; já não suporto este peso que há tanto carrego,
e, fora da minha cabeça, a vida também não tem sido complacente.
Estou cada vez mais exausto e sem um pingo de esperança,
alcançando limites antes definidos como minhas derradeiras linhas vermelhas.
Está tudo tão diferente,
não me reconheço mais, não reconheço o que me cerca,

e não sei mais se é possível voltar a ser como era antes.
Não sei mais o que fazer, nem o que esperar, ou por que esperar.

Inserida por diego_fernandes_5

⁠Poema: "Da aceitação do futuro"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

esperando a vida me varrer,
e me jogar em qualquer lugar,
eu já não ligo mais se vou continuar tentando,
ou se vou desmanchar em consequências,
pois o tormento que há dentro da mente é bem mais forte,
e confortável é o abraço que o abismo oferece,
mas o espaço que há entre o ser e o agir nunca será apagado da história.
e as dores persistirão na chuva,
derrubando as folhas secas,
deslizando a terra exausta.
o reflexo em branco é o futuro que me espera.

Inserida por diego_fernandes_5

⁠Poema: "Real"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

sempre tão distante,
me empenhando em permanecer
no controle,
pois aqui dentro tudo pesa,
e o ar sempre sufoca,
o peito dói e a garganta machuca
toda vez que lembro não querer mais lembrar.
todo dia, um novo dia,
fantasiando o que poderia ser
tão real, ser real.
será que sou real?
eu nunca me senti real.

Inserida por diego_fernandes_5

⁠Poema: "Olvido"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel

dentro de meu peito o vazio toma conta do que faz arder,
nos meus ouvidos domina o silêncio de um quarto escuro
onde eu me cubro em lágrimas,
onde os horizontes são de concreto.
me faz lembrar que estou mais distante de um dia que já foi normal,
me faz pensar que todas as esperanças já se tornaram cinzas.
Sem razão e imerso em hedonismo autoflagelante,
como um rio desaguando no mar, e o mar no oceano,
sigo meu caminho rumo ao olvido.

Inserida por diego_fernandes_5