Poemas de Mãe para Filhos
CRIANÇA
Sonhava em ser milionário, para dar a minha Mãe uma vida de rainha (Assim como a da Inglaterra).
Descobri que a realidade, é muito mais caro que o sonho.
(Nepom Ridna)
Todos querem ser Artistas.
A Arte é como uma Mãe.
Pois vá fazer arte! Para ver se você não apanha.
(Nepom Ridna)
Valores
Algum motivo tens para chorares filho?
Sim mãe, matei o meu passarinho.
Mataste- o tu, covardemente
Por teres mirado o teu estilingue a ele.
Não mãe, não mirei no meu pequeno passarinho
O meu ponto de mira era o Pedrinho
Que se diz meu amigo
Mas roubou o meu passarinho.
Eu sou a mãe natureza!
Sou perfeição, sou beleza,
Estou aqui e alhures.
Vou a todos os lugares,
Caibo em todos os olhares,
Basta que tu me procures.
Maria do Socorro Domingos
Pra você que não tem mais a sua mãe pertinho.
Pra você que sente falta do carinho.
Pra você que não ver mais aquele amorzinho.
Claramente ela mora no seu coraçãozinho.
As lagrimas podem escorregar pelo seu rosto com a lembrança.
O primeiro e verdadeiro amor de infância.
Se eu conheço todas as mães.
Ela ta lá no céu te olhando. Criança.
Amor de mãe só se esquece se não tiver problemas.
Mãe de verdade atrai o bem e o mal pra ensinar, e não simplesmente é ruim a não ser que queira.
Oh, mãe Natureza,
sua fúria representa
a dor que tu sentes,
por tanta ferida
que o homem te causou!
Que pena, ele não entende
que é preciso cuidar
do que Deus te deu
sem machucar
o que é seu.
“És minha mãe
E suplico-te...
Hajam tão vastos amores
Ora cintilantes
Ora poentes
Mas sem cessar
Acolha-me!
Porque já não há
Na pequenez do mundo
Amor tão grande
Quanto o meu!”
Em uma manjedoura
Um simples Deus menino.
Santa mãe descansa,
após dar à luz a esperança dos homens.
O pai embala o seu Natal vivo.
Santo Deus menino!
Céu cadente ao alcance das mãos.
Quando o verbo se fez poeta
a poesia virou sinônimo de Deus.
Til
No til não há pressa.
Também não há urgência.
É um sinal menor,
mas que carrega pão,
mãe,
irmão.
Sem ele, o mundo seria mais seco.
Seria são demais.
Seria não.
Til é curva que não encurva.
É nariz da língua,
sorriso discreto no rosto da letra.
Ninguém repara —
até que falta.
E quando falta,
tudo desafina.
Poderíamos viver sem ele?
Claro.
Como se vive sem o silêncio.
Mas é no til que a fala respira.
E a palavra se lembra de ser palavra.
Mãe é verbo
Mãe é verbo.
Na língua da eternidade,
o feminino de Deus é silêncio grávido,
é oração de nove luas,
é evangelho que se derrama em leite.
E o Verbo se fez carne.
Não apenas carne —
mas ventre,
e, na tessitura de sangue e espera,
aprendeu a amar antes de saber o nome do amor.
A Mãe —
quarta pessoa da Trindade,
ausente nos púlpitos,
presente em todos os partos.
É ela quem cria o Deus que vai chorar no mundo.
A teologia não sabe,
mas o coração conhece:
Deus ensaiou o milagre da vida
no corpo que aceitou perder-se
para que outro existisse.
Todos são filhos.
E, por isso, antes da cruz,
houve um útero.
Antes do sacrifício,
houve uma mulher dizendo “sim”
com o ventre e com a alma.
Não tenhas medo mãe!...
A Primavera vem,
Caminha então...
No caminho, que o teu jardim tem.
As flores do campo já perfumam,
Os passarinhos neidificam,
O sol brilha!
Pasta o cordeiro e a ovelha.
Por isso vive tua vida...
Porque o teu sol é eterno...
Tua luz é eterna...
Caminha nesse jardim,
Tão calmo...
Que não tem fim!...
Verei
Irei ver minha mãe!
Sim. Irei, aquele jardim!
Naquele dia, naquela hora.
E verei, os pombos brancos!
Que são tantos! Tantos!
Verei Camões e Amália...
Verei flores de Dália.
Verei as estrelas enfim.
Verei o que nunca, vi no Minho.
E então, verei o Senhor, sim.
Verei uma árvore verde,
Com as suas flores de verde pinho.
Verei, a Rosa de Saron. Eis, que será isso, cedo!
POEMAS SOBRE MARIA MÃE DE JESUS
MARIA
Se Maria, mãe de Jesus,
Entre nós estivesse!
E falar, vos podesse,
Oh gente sem luz,
Certamente vos diria:
O que vossa alma ouvir, não queria.
Eu não sou Deusa!
Adorai ao Deus do céu e da terra;
Ele é o Senhor;
Eu sou humana;
Ele é amor!
Só o Senhor é Deus!
D'ele tudo emana!
Adorai-o, oh santos seus!...
AVÉ MARIA
Avé Maria!
Santa és...
P'ela graça, caminharam teus pés...
Para, que teu ser fosse, o que querer, não queria.
Tua fé te salvou.
Por ela, Deus te usou...
Para que meu, teu Salvador,
Fosse, Jesus o Senhor...
Diz oh Maria!
Jesus, é o meu Salvador.
Por isso, tenho Alegria.
Ele é o Senhor;
De todos o Salvador;
De Israel, Rei e Pastor!
Lenha
Minha mãe! Tenho medo!
Volta, da outra banda!
Pois, já não é cedo! Volta e anda!
Eis que não é cedo!...
Volta!... Deixa de apanhar lenha!...
Lá no outro lado, lá na outra banda.
Minha mãe ! vem!... Vem!... Vem!...
Para mim.... teu menino, que medo tem!
Faz o trovão! E eu tenho medo!
Muito mesmo! Ai, minha mãe!
Volta, pois, para que eu seja sempre ledo!
Volta e canta comigo...
Ao lume da lenha, dá-me a mão...
Canta uma canção, para teu filho, amigo!...
Respondendo
Tenho que lhe dizer que eu creio em Maria, pois a Bíblia fala dela. É a mãe do verbo Divino feito homem. Mas a verdade é que, em toda a Bíblia é apenas dito que o Salvador é Jesus Cristo. Ele é sem pecado, já que Maria tem pecado e foi salva por seu filho, que é o verbo "Deus". Maria está morta e Deus não quer que falemos com os mortos. Os Santos como Maria estão no céu e não devem ser invocados.Maria não apareceu em Fátima, mas os demónios imitam os mortos e imitaram Maria , para enganar as pessoas. Só há um Deus que deve ser adorado: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. A igreja do principio não adorava MARIA. É PECADO ADORAR MARIA SEGUNDO A BÍBLIA. ARREPENDA -SE DESSE PECADO E ACEITE JESUS CRISTO COMO SEU SALVADOR!
O Carneiro
Quando eu tinha 5 anos morava em Monchique. Estávamos na rua da casa. Eu meu pai, mãe e meus irmãos! De repente passaram pela rua um certo número das ovelhas de meu pai. Mas vinha um carneiro também. O carneiro avançou sobre mim às marradas, a mim. Eu me levantava, mas o carneiro me voltava a marrar. Aí eu caía e me levantava, mas o carneiro me marrava e eu caía. E isto só parou quando já não sei quem, alguém da familia me foi acudir! Aí eu ainda hoje penso no assunto!
O Véu de Lete
Antes do alvorecer, fui tudo.
Rei e réptil, mãe e mártir,
ferro e flor.
Fui punhal e promessa,
fui incêndio e oração.
Mas ao nascer, bebi do rio.
E esqueci.
O nome da lâmina que me cortou.
O rosto da alma que me amou.
Os juramentos murmurados entre dentes
na última noite de outra vida.
Tudo se perdeu.
Como areia entre os dedos do tempo.
E no silêncio do não saber,
floresceu o saber maior.
Não o saber das lembranças,
mas o saber do instinto,
da escolha que pulsa sem porquê,
do medo que avisa, da paixão que chama,
do erro que retorna como mestre.
Esquecer foi meu pacto.
Minha chance de ser novo
sem me ferir do antigo.
Pois se eu lembrasse…
ah, se eu lembrasse!
Perdoar seria impossível.
E amar, um risco repetido.
Cada gesto se tornaria prisão.
Cada encontro, um julgamento.
Mas neste esquecimento sagrado,
a alma dança.
Livre de correntes de glória ou culpa,
ela ousa errar de novo.
E ao errar, aprende —
não com a mente, mas com a essência.
No final, quando o corpo dormir
e o véu se erguer,
voltarei à margem do rio.
E saberei.
Mas por ora, bendito seja o esquecimento.
Ele é o ventre onde renasço.
É o chão fértil do esquecimento
que guarda a semente da eterna sabedoria.
Quando minha mente vagueia em direção ao passado,
É você, mãe, quem surge primeiro, um vívido retrato.
Lembro dos planos e sonhos que compartilhamos um dia,
Mas em 28/12/19, a vida nos surpreendeu com sua partida.
Naquela manhã de sábado, insone e cheia de dor,
Só eu sei a tempestade que vivi, o vazio e o horror.
A solidão era um oceano que me envolvia sem trégua,
E nos momentos de conquista, sua ausência era uma mágoa.
Oh, como eu ansiava por seu abraço caloroso e doce,
Ouvir seu orgulho, sua voz que me reconforta e aquece.
Hoje, ergo-me em honra aos nossos sonhos, à nossa história,
Vivo pela família que construímos, pela sua memória e glória.
O abraço de mãe, um bálsamo que cura,
Mesmo quando seu próprio coração sangra.
Ela acolhe, mesmo quando está sozinha,
Oferecendo amor que transcende o que ela tem.
