Poemas de Mãe para Filhos
FELIZ DIA DAS MÃES
Minha mãe era vaidosa, gostava de estar arrumadinha.
Toda trabalhada no ouro...
Mas, eu sempre via nela um ar de tristeza mesmo quando sorria.
O tempo passou, eu fiquei crescido e nunca perdi esse olhar.
E o tempo trouxe consigo o mal que não queria ver
Mesmo o enxergando...
Às vezes em que eu ia lá era agraciado com aquele mesmo sorriso que transitava em seu olhar tristonho.
Hoje, voltando aqui, a saudade me corrói a alma.
Não, agora eu não quero mais nada.
Apenas cinco minutinhos!
Tempo suficiente para eu poder te abraçar melhor.
Te pedir perdão pelo rosto carrancudo.
Sentir teu cheiro e agasalhar teu sorriso triste.
Série minicontos
PÁTRIA MÃE GENTIL
À luz das lentes formais, mães e crianças sobre os lixões dos abutres, disputam com urubus sua sobrevivencia. À espreita daquela cena, os olhos da Rolleiflex fatura...
Mãe, tempo livre é coisa rara,
O tempo não para,
E quando faz uma pausa,
É para ritmar.
Mãe, que encantas em cada gesto teu,
Que cantas a vida em cada verso que Deus te deu.
Onde estou, tu estás,
Onde tu estás, estou eu.
Teu amor não se iguala,
Cada gesto, tão vivido,
No ritmo do teu coração,
Bate mais forte e infinito.
Mãe, o tempo não para,
Faz uma pausa e dá ritmo,
Para que teu filho siga cantando,
Cada verso, tão bonito.
Onde tu estás, estou eu,
Onde estou, tu estás comigo.
Mãe, eu te amo!
Amanaci quando canta
é a Mãe chamando a filha,
Amanaci sempre anuncia
quando a 'chuva se aproxima'
Amanaci é a 'Mãe da chuva'
que rega a terra e as águas
para na colheita o lavrador
encontrar a festança,
E para a chuva levar embora
toda a dor e o quê perturba,
Só sei que na próxima
chuva quero ser somente sua.
Aiacó, Mãe da noite,
minha divina confessora,
me acalanta e consola,
Para que mantenha
a alma plena e amorosa
de fé e de poesia
para que tudo em mim
se ergue com o raiar do dia.
Mãe-do-mato,
Caamanha minha,
Nasci e sou a sua
selvagem menina,
Me ensina por onde
andar na trilha da vida.
Sou filha do mar
espalhada nas ondas,
Mãe de muitas pérolas
e poesia de amor,
A sua madrepérola,
a inspiração e pendor.
Coqueiral do Sul
Seguindo as intuições
dadas pela Mãe Peregrina
dirijo os meus passos
até a gruta e as orações.
Cocal do Sul, minha poesia,
feita de artesanato
e de aroma de alambique,
Cidade amorosa
de gente que não desiste.
Seguindo os sinais
das imigrações tu me
deste lavouras de amor,
encantos e de emoções.
Cocal do Sul, minha poesia
do coqueiral na beira
do teu Rio principal de amo
por aquilo fostes, és e serás
e das águas do Rio Tigre
a potência dele sempre deterás.
Abertas estão as
Asas do condor
Sobre o continente,
Carta de pedido
De perdão da Mãe
Pela libertação
Do rebelde filho.
De pé pelo povo
Mesmo após
O susto ocorrido,
Ele não deixa
Quem quer que
Seja fazê-lo rendido,
Da Pachamama
Ele é o protegido.
Abya Yala, terra
Que não se abala,
O Império não nos
Curva e não cala;
Eis a poesia que
Não é a cura
Que você busca,
Cheia de si ela
É amor em via
De retribuição,
E total integração.
Se pudesse
ser o bálsamo
da Mãe que
chora pelo
heróico filho,
da amada
que sofre
calada e das
filhas que
sentem falta
assim eu seria,
mas como
não posso:
deixo esse
e outros
capítulos
registrados
em forma
de epopeia
revisitada
em tempos
extremos
e de plena
vigilância.
Triste é a
história do
General,
e descontente
o tom sepulcral
que exigem
que a gente
pare de gritar
para o mundo
que ele é
inocente.
Faz sete meses
e mais um
dia na roda
gigante da
tirania
que realiza
revistas
surpresas
para ver se
não houve fuga,
e envia
forçosamente
para o exílio
quem discorda
da Ditadura.
Nesta madrugada que
supera cinquenta dias,
sou a canção triste
do choro da tua gente:
da mãe, da irmã,
das filhas, das lideranças
e da mulher amada.
A tirania foi reconhecida,
ela nasceu inabilitada
e foi em exílio suspensa
embora ela não reconheça.
A verdade dolorida
é que sobre a sua prisão
não se sabe mais nada,
e assim sigo incomodada.
Mãe Aparecida,
Materna poesia,
Minha Senhora,
Castíssima Rosa,
Padroeira do Brasil,
Com o seu manto azul anil,
Zelai por nós,
Que o tempo não seja algoz,
Por nossas fronteiras,
Do nosso povo não te esqueças,
Por nossas águas,
Pelo verde das matas,
Por nossos ares,
Proteja os nossos lares,
A tua presença,
Vai muito além dos altares,
Ela está em todos os lugares.
Claríssima luz de Nosso Senhor,
Carinhosa Mãe do meu amor.
Carrego-te com todo candor,
Clariana oferenda assim eu sou.
Jardineira da devoção,
Cada vez que oro o ofício,
Bate forte o meu coração,
Numa clariana forte canção.
Carrego-te com doce louvor,
Carinhosa Filha do Senhor,
Claríssima luz em esplendor,
Clariana nasci, eu sou o que sou.
Orando no paraíso terrestre,
Persisto num mundo celeste,
Não desisto, persisto e insisto
Na oração eu encontro o sentido.
Caminhando pelo mundo sou peregrina,
Nada me prende, tenho o Deus da vida.
Caminhando pelo mundo sigo infinita
- semeando
A Palavra, a Verdade e a Vida.
MÃE...
Mãe, hoje faz apenas 35 dias
Que a senhora se foi, levando minha alegria
Eu já sabia que um dia, isso ia acontecer, só não sabia o quanto doía!
Tenho saudade até da saudade de quando te via
Da peta e do doce de leite que você fazia
Saudade de te ligar, de te abraçar
Saudade da sua casa, que sem a senhora, ficou fria
Sabia que a senhora não seria para sempre, mas...
Não sabia o quanto doía!
Sei que a senhora está com Deus
Pois é muito grande o bem que a senhora fazia
Mas o tempo passa, e a saudade aumenta
Tem dia que agente pensa que não aguenta
Saber, eu sabia, mas não o quanto doía!
Edvaldo José / Mensagens & Poesias
Para minha avó materna que amo muito.
Minha mãe está cuidando da senhora,
Com todo o amor e dedicação de uma filha.
Com a idade está infelizmente debilitada,
Surgem sempre alguma doença e feridas em seu corpo.
Que aos poucos, mesmo cuidando, vão se agravando,
deixando todos a sua volta preocupados.
Espero que não sofras, sua vida já foi de muita luta, perda e dor.
Foi uma guerreira e continua sendo.
É merecedora de paz, tranquilidade e muito amor.
Eu lhe darei um amor de neta infinito.
Agradeço sempre a Deus por ter te escolhido para ser
minha avó.
Sou muito grata por tudo que a senhora fez por mim,
Pela minha irmã e por meus pais.
E a data 17/04/2017 está chegando e 91 anos se aproximando.
Sei que em algum momento não estará mais entre nós,
Nem aguento imaginar essa possibilidade,
É uma realidade e sentirei saudades.
Vou sempre me lembrar de tudo que vivi ao seu lado.
Dos conselhos marcantes que me destes,
Das frases que mais usava, que eram engraçadas.
A propósito, ninguém se esquece de suas frases,
Tanto que, em seu aniversário de 90 anos,
Criei plaquinhas com as suas frases mais usadas,
Foi muito divertido e se tornaram um sucesso aquelas
plaquinhas.
Carregarei a senhora em meu coração e seus ensinamentos.
Enquanto tenho a oportunidade de tê-la ao meu lado,
Aproveito cada dia como se fosse o único, lhe dando carinho,
Para sentir-se amada e feliz enquanto está viva.
Todas as minhas palavras são um resumo,
Considero poucas aos pés dessa grande guerreira.
Eu fico imaginando: o que será da sua vida quando seu pai e sua mãe não estiverem mais aqui?
Você já parou pra pensar que o tempo passa, e eles estão envelhecendo enquanto você se perde nas correrias da vida?
Vejo tantos focados em namorados, trabalho, diversão, enquanto os pais ficam lá, sentados, esperando um simples "eu te amo".
Aí, um dia, quando o tempo levar quem sempre te amou de verdade, o arrependimento vai bater.
Você vai querer correr, mas não vai dar mais tempo. Vai abraçar o caixão, chorar, pedir perdão, mas o silêncio será a única resposta.
E aí, nesses cinco minutos diante da despedida, o que você vai dizer? "Desculpa, pai, por não ter estado aqui. Desculpa, mãe, por ter priorizado o que não importava."
Mas o tempo não volta, o abraço não esquenta mais, a presença vira saudade.
Então, não espera esse momento. Valorize agora. Abrace, ame, cuide. Porque depois, o choro não consola, o arrependimento não cura.
Acho que eu estava com mais ou menos três anos de idade. Certo dia, aproximei-me da minha mãe aos prantos.
- O que foi? – perguntou-me ela, preocupada.
- Pi-mi-ga, mamãe! – respondi, mostrando o vermelho que a cabeçuda tinha me deixado na perna.
- A mamãe vai bater na formiga! Ora, formiga boba! Machucando meu bebê!
- Não pi-ci-sa! Eu já arranquei as zoleia dela! – surpreendi minha mãe, trazendo nas mãos a cabeça da formiga, que eu confundira com suas orelhas!
Quando eu estava com seis anos de idade minha mãe colocou-me no sofá e disse que precisávamos conversar. Com as perninhas grossas balançando me sentei devagarzinho e desconfiada, até porque já esperava a bronca, e ela fez a mesma coisa, ajeitando uma barriga enorme.
- Então, filha! Sei que você quer uma irmã, mas olha só: você vai ter que dividir as suas roupas, seus brinquedos, suas maquiagens, enfim...Já com mais um irmãozinho você continuará sendo a princesa absoluta da casa!
Se fosse hoje, talvez eu fingiria um certo incômodo com a ideia antes de ser completamente convencida, mas tenho certeza que à época, a minha inocência pueril me fez levantar do sofá pulando e já aguardando, ansiosamente, mais um dos acertos de Deus em nossas vidas, o meu irmão Wemerson.
Coração generoso, inclusive para perdoar, extremamente gentil, leve, com uma capacidade enorme de enxergar a vida de uma forma bem mais simples, logo, bem mais inteligente e feliz por isso. E nós, tão diferentes, tão iguais no amor que sentimos um pelo outro.
Então, feliz aniversário, meu irmão! Saiba que te ano e admiro o homem que se tornou. O seu único defeito é espantar meus pretendentes quando diz que nem pavio eu tenho, mas realmente ser teu cunhado não é uma honra para qualquer um. Há mesmo que se merecer!
Seja feliz. É tudo que eu te peço! Feliz aniversário!
(Para meu irmão Wemerson)