Poemas de Chuva
nas sombras a chuva que caie
rebento que chora em tuas vaidades,
escolhas mortas por vontades,
desejos que se esvaíra por querer
ainda assim quero mero destino.
entre tantos caminhos o seu prazer...
dizendo entre linhas e curvas
terminam em tuas cavas
como sonhos que desaguam em sombras
que te fazem gemer
entre abito de línguas e linguajares
o sopro que delimita o desejo,
sendo intenso mais e mais seu querer
mais fundo faz mais
tudo que se embriaga nos dito amor.
Noite fria com céu nublado,
À espera da chuva cair.
Sinto a brisa do meu lado.
Sinto por aqui o clima bom ir.
Estou ao seu lado aguardando o temporal,
As nuvens sobrecarregadas de água.
O portão coberto pela ferrugem,
Com calma aprecio o café matinal.
As folhas das árvores voam com o tempo.
Sou apreciado pelos seus sentimentos.
E, a chuva está caindo do lado de fora.
O cheiro da grama se espalha pelo local.
Pode ser que não há mais temporal.
O tempo ruim foi embora e o sol está lá fora.
Poeta é sol
chuva fina
feito pássaro canta
versos e campinas
poeta é flor de cheiro
canta o verde
canta o mar
é prosa
rimas !
E Esse meu olhar triste me fez saber a preciosidade aonde já não mais se ver,
o alarde da chuva antes da tempestade,
a alvorada, que anuncia o sol que corta a madrugada.
as vitorias que trazem consigo o orgulho
as derrotas que traz pensamentos profundos,
seguido de um suspiro e um projeto de restauração é o primeiro passo apos receber o perdão.
no canto observando o olhar inconformado
do irmão mais novo que se sente menos amado
a silenciosa magoa que corroí alma a inesperada morte que traz junta a ela o trauma,
a essência desobediente
o erro que ensina apos o velório o olhar tenso da família,
o orgulho que cerca mas também prende
a alegoria do poeta com a tristeza que sente.
Tracos extintos. -Leonardo Kerigma
Via detalhadamente as gotas de chuva caindo e entrando em contato com o vidro rígido da janela. O som continuava a se repetir, atingindo o telhado. De repente, de uma maneira peculiar, sentia as lágrimas de solidão descendo pelo meu rosto; como se tivesse feito túmulo das mesma dentro de mim há tempos. Ela veio como monstro repleto de cicatrizes, parecia que estava pedindo desculpas por escorrer como a a chuva daquele fim de tarde. Viver fora desse mundo parecia melhor escolha. Talvez fosse estupidez pensar daquela forma - dizia eu. No entanto, quando me perdia nos livros, lembrava-me que escrever sempre me esclareceu está completa;e é exatamente o que sinto quando faço o mesmo. Embora, para mim, não significava está salva ao escrever. Mas verdadeiramente me fazia me sentir inteira.
Escrever simplesmente me eterniza!
E isso que traz de volta o ar que mundo me roubou. Isso me torna cada vez mais clara naquilo que me deixa livre. Meu refúgio ou até mesmo um pedido de socorro.
CASA ABANDONADA
Corre a chuva intensa lá fora,
Mas o telhado já cedeu,
Não há janela, nem porta,
É uma casa morta. Dentro dela tudo pereceu!
Quem diria que nessa casa,
Um dia a felicidade morou,
Hoje não resta quase nada,
É uma casa abandonada. Por ali tudo mudou!
Ninguém sabe, mas essa casa...
Já guardou um grande amor,
Os azulejos quebrados e as paredes mal pintadas,
Guardam segredos que o tempo não apagou!
Nessa casa havia tanta cumplicidade,
Companheirismo que o vento nao levou,
Ali também morava a felicidade,
Impulsionada pelo mais puro e belo amor!
Hoje vejo pedaços de madeira,
Soltos pela grama que ainda teima crescer,
Vidraças quebradas e tomadas pela poeira,
Pilares que se arrastam querendo ceder.
Como queria esquecer essa terra,
Não lembrar dessa casa e jamais voltar a este lugar,
No parapeito da janela, vejo você à minha espera,
Saudade de um tempo que jamais voltará!
Rodivaldo Brito Em 08.10.1982
Pássaro formoso que cai do céu a rodopiar,
Suas Penas tocam as gotas de chuva com leveza,
Gotas cristalinas que refletem seu passado,
Misturadas em gotas carmesins que refletem seu futuro trágico,
E o fazem pensar em seu atual estado,
Que mesmo sendo uma formosura no mundo,
Ainda foi alvejado ao invés de ser preservado.
Dia de chuva muitos reclamam!
Muitos se sentem obrigados a irem trabalhar e murmuram...
Poucos agradecem...
Agora tem aqueles que além de agradecer,
vendem guarda-chuvas
É tarde de mês de novembro
É tarde de ventania
É dia de chuva
A chuva é de vento
Não existe Mar à vista
Nenhum continente pra conquistar
Não há Mar pra eu andar sobre as águas
Não é tarde de conquista
Ela é só mais uma tarde de novembro
Eu nem me lembro quantas vezes vivi
Ou quantos meses eu vi este ano
Nesta tarde planejo
Molhar-me na chuva
Troveja
E eu vejo pela janela
O vento carregando aquela nuvem
Pra distante
E antes que chova
Novamente o Sol arde no Céu
Como há muito esse Céu não ardia
Malogrando meus planos
Num dia de tarde de mês de novembro
Era chuva de vento
E lentamente o meu banho de chuva
Outra vez se distancia
Numa tarde de Sol
de outro mês de novembro.
Edson Ricardo Paiva.
Veio a chuva intermitente
Lavar o campo e cidade
fazer brotar a semente
trazendo a prosperidade
Manhã assim tão bonita
onde a chuva faz melodia
nenhum coração se agita
e ganha da vida mais um dia !
Nem toda chuva é uma tempestade
Nem toda chuva tem raios
Assim como nem toda tempestade causa estrago.
Não importa quando vai chover
Não importa quanto vai chover
O que verdadeiramente importa
É saber que depois de tudo, o sol renasce
O importante é saber que tudo vai passar
E se estiver alguém a quem se agarrar
Valorize essa âncora, porque ele será
Quem irá te ajudar a superar toda e qualquer
Chuva ou tempestade
Independente de como ela vier e quais estragos ela for causar.
Você nunca estará sozinha
Basta fechar os olhos e ver
Quem está em sua mente e no seu coração
Dessa forma saberá onde estará sua âncora.
Chuva que cai...
Chuva que pinga...
Lava minha face de menina.
Em passos leves ginga,
Pequena linda bailarina.
Geilda Souza de Carvalho.
Pseudônimo: atelliercarvalho.
Pássaros alegres,
Cantam, sua alegria contagia
Será que chama a chuva?
Ora admiram a beleza do dia
A beleza da natureza, da vida.
Pouco valorizado pelo humano.
De visões distorcidas.
Não tem pára-brisas com sensor de chuva,
nem tão pouco volante com regulagem de altura.
Os faróis não ascende automático
e o retrovisor, tem que esticar o braço.
Não tem chave inteligente
e também não tem ar quente.
Não tem sensor de ré
e GPS ... nem sabe o que é.
Não tem central multimídia
e o som é um radinho de pilha.
Mas tem nela um grande coração
e leva consigo alegria e satisfação!
ALVORADA CHUVOSA
Fulge em nebuloso dia, o cerrado. O céu delira
As nuvens rugem, chora chuva rojando ao chão
Há torrentes de pujança, suprema é a renovação
De gota em gota, banham as folhas da sucupira
Bulcões pintam a paisagem na sua vastidão
O sol miúdo no horizonte quer arder em pira
O bem ti vi na carnaúba saúda com a sua lira
A alvorada, raiando a vida em doce gratidão
E o vento emborcando os galhos da paineira
Rolam no ar, andorinhas, gritam as maritacas
Clangorrando... - e avigora o sertão molhado
Novembro, é o mês das chuvaradas primeira
No tropel alinhado das barulhentas curicacas
Em cinza, em glória, o céu chuvoso no cerrado...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O TRABALHADOR E SUA POESIA
(27.11.2018).
Dia e noite...
Vem o sol e a chuva,
Anda-se na lida com coração,
Para na mesa pôr o pão.
Sim, é o trabalhador da vida!
Com sonhos e suas conquistas.
Sobrevivendo com sua luta incansável,
Transformando o suor em poesia.
E se?
Eu olho para fora e vejo a chuva cair trazendo aquele frio que te abraça e faz você relembrar das probabilidades e possibilidades, mas só que eu só posso pensar no que poderia ser.
E se eu tivesse tentando?
E se eu tivesse falado?
E se eu tivesse saído correndo aos seus braços?
E se ao invés de segurar meu orgulho eu tivesse pedido desculpas?
E se eu tivesse saído para jantar com ele e não ter ficado em casa com raiva?
E se ao invés de buscar lágrimas, eu tivesse contado o que estava acontecendo?
E se eu não tivesse me isolado ao invés de me abrir?
E se eu tivesse dito "fica aqui" ao invés de "vá embora"?
Eu sei que eu te amo e que eu nunca vou superar ter ti perdido, mas só que eu vou aprender a conviver com toda essa dor, vou suporta lá e tentarei me alegrar quando eu souber que você está feliz com outra pessoa.
Pela família que vão formar, pelas viagens juntos e por toda felicidade que eu não soube lhe dar.
Então eu retorno para minha realidade e descubro que o "E se..." Vai sempre ficar só em minha cabeça.
Então eu queria gritar, mas não posso! Tem algo que impede e me faz se engasgar com as palavras.
Porém eu digo ao vazio dentro de mim e aos pensamentos que apesar de tudo, do tempo, das circunstâncias, da dor e do medo. Eu vou inteiramente, sem dúvidas alguma e se dificuldade de falar que eu te amo...