Poemas sobre abandono para expressar o vazio em versos
E se não houvesse amanhã?
Quando a ausência se faz presente, é o abandono que mata.
Carentes daquilo que não nos faz falta, teimamos em procurar cura no que nos machuca.
O olhar de fora, nem imagina as imensas grades que cercam o emocional dos que lutam pela fuga da realidade concebida em que vivem.
Com a empatia zerada, muitos Juízes sem toga, apontam erros e falhas dos outros, só por esses erros serem diferentes dos que eles praticam.
Em um mundo onde há tanto desperdício, não se morre de fome, mas de abandono.
O abandono emocional, é a raiz de uma sociedade doente, criando brutos sem afeição, e uma maioria extremamente sensível e vitimizada.
Com a ansiedade em nível máximo,
a compulsão alimentar, vícios em drogas, jogos e pornografia, são para eles, válvula de escape.
Com o intelecto sequestrado, buscam alívio naquilo que os matam.
Entretanto, há um remédio, a cura está na abstinência, só se para, quando para, é preciso parar, custe o que custar.
Ocupar a mente com coisas diferentes, ajuda a nos manter distantes daquilo que nos consome quando consumimos, e uma boa rede de apoio, faz milagres, pois a gente precisa de gente.
Viver é sempre muito complicado, pois de um jeito ou de outro sempre acaba em morte, precisamos experenciar bons momentos, neste breve intervalo de tempo que vivemos.
Então, não antecipe, morrendo antes do tempo, preocupe-se menos com o amanhã, faça o seu melhor hoje, desapegar do futuro, não é ser inconsequente, mas ter a certeza que certo mesmo é só o presente.
Tudo muda, mesmo parecendo o mesmo, e se não houver um amanhã?
Que foi feito hoje?
Sem ar me vejo
A vida se vai aos poucos
Meu abandono meu tormento
E minha alma sem sentimento
Por aqui tudo bagunçado
Me sinto sem saída
Minha mente norteada
Pondo um fim em meus dias
Por onde caminho não a mais chão
Não a mais sol
O que me restou foi a escuridão
Minhas forças? Por onde foi
Não sei, só sei que já se fui
E não percebi
Não a mais esperança
Não a mais felicidade
Não a mais vida
Em Momentos -
Em momentos de abandono
a dor nos turva o pensamento
sentimo-nos entre escombros
e padecemos mil tormentos ...
Em momentos de perigo
quando nada já nos salva
o impossivel é castigo
e nada, nada nos acalma ...
Em momentos de cansaço
quando a morte desejamos
recordamos o passado
lembrando tudo isto,
mas quando perdoamos
encontramos Fé em Cristo!
Em memória de Santa Ritta de Cássia.
No sagrado altar da minha paz deixo todas as mazelas,
supero qualquer rancor e abandono
o que não me permite crescer.
RESGATE
Quando foi o abandono
Que te fez perder o sono
Da tua vida seja dono
Clareando transparência
Não te percas da essência
Seja a melhor convivência
E não deixe que te achaquem
Combatendo o bom combate
É preciso esse resgate.
Abandono
Quando você abriu a porta e saiu
A casa ficou morta e ruiu
Desabrigado e com a vida rasa
Meu corpo também ficou sem casa
Na primeira curva da estrada
Voltou-se, sorriu, acenou com a mão
Ofertou-me sua face amargurada
Herança de tristeza e solidão
Na sua partida a noite chegava
Cobrindo tudo de luto e agonia
Ainda esperando se você voltava
Alma e corpo penando em muda sintonia
Não suportando a terrível dor
Minh'alma seguiu você bem de mansinho
Coisa sem alma, vaso sem flor
Meu corpo perdeu-se pelo caminho
... Onde
... Na escuridão do abandono
Onde em mim não a rastro de alguém,
... Só a covas e túmulos
Numa vida cheia... Vazia.
... Quem ver o momento faz cantoria,
Ver longe a luz do sol no horizonte,
... De um outro lado, onde o sol não e dia,
Onde a flores... Onde a esqueletos...
... A luz do cego, mente vácuo,
Nem sinto, nem peço, fico onde?
... Me esbarro, vivo onde me acho,
Onde estou ? Queima a ultima Vela.
Naturaleza
Chica, nesses teus 29 anos
Vencesse tanto desengano
Bebesse do abandono
Contraisse matrimônio
Fosse feita de terra
Germinasse meio a guerra
Subisse a mais alta serra
Possuída pela força materna
Controlasse sentimento
Vencesse o tempo
Dominasse o pensamento
Afogasse choro meio ao relento
Te acompanha o pequeno trovador
Bizourinho na boa palma na mão
Aponta e cheira cada flor
Flor desnuda desse sertão
Aprendendo andar meio ao calor
Ouvindo tu cantar, Drão
" Drão, o amor da gente é como grão uma semente de ilusão, tem que morrer "
No fim, é verdade, ninguém morre de amor.
A dor do abandono é incomparável, o eco da solidão é assustador, o buraco que se abre na alma deixa sem ar, as lágrimas são como rios, a voz fica embargada, choramos tanto que chegamos a tremer, parece que o apocalipse se faz dentro de nós, e que não existe nada que possa nos ajudar.
Porém, com o tempo a gente começa a aceitar. Começa a acreditar que tudo faz parte de um plano maior. Que aquela noite sangrenta, dolorosa, amarga e inesquecível, vai ficar pra sempre na nossa vida, mas irá nos engrandecer.
E aí, a gente vê... Que a vida segue. É só permitir.
— Sabino, Eduardo Sabino.
Eu me apaixono
só pra
sentir o sabor,
esse gosto de amor
mas não me abandono,
é só pra
experenciar o calor,
gosto de dar valor
No intervalo me pego em meu ego
faço-me paixão,
no que vale eu pego e me entrego
faço conexão.
Podem dizer que sou moda
eu sei que sou motivado,
se este meu modo incomoda
então não há nada de errado
pois vim para amolar,
afiar indagações,
a vida é meu lar
e ao fim somos ligações
com um pé no chão e o outro no cume
carrego a paixão no meu nome
Difícil resistir a tudo que você me faz sentir.
Difícil deglutir ao abandono
Difícil ficar aqui e saber que está aí
Difícil mesmo é saber que deseja o mesmo que eu, mas seu orgulho não te deixa evoluir
Poesia de Islene Souza
As pessoas vão embora,
Sempre vão,
Eu não consigo me manter em pé,
O sangue da dor do abandono escorre,
A história machuca,
Ninguém está na minha pele para sentir,
Eu só queria um abraço que não fosse embora,
Eu só queria que alguém enxergasse meu coração,
A razão é pouca.
Sou cão abandonado.
#DORMIR
Coisas mansas como o luar...
Águas de um lago adormecido...
Abandono de um jardim sem flores...
Lamento de uma vida...
Sem amores...
Antes da morte por vir...
Nascendo de vez para a vida...
Deixo os desejos sem rumo...
Me entrego, por completo...
Ao mundo...
No barco sem ninguém...
Anônimo e vazio...
Aonde irei ter?
Tudo passa...passa...
Sem perceber...
Com meus cansados olhos...
Do mesmo modo, a vida é sempre a mesma...
Quero a mim próprio embalar...
Não ver mais nada...
O sono que desce sobre mim...
É o sono de todas as desilusões...
E os anos vão passando...
Deixarei que morra em mim....
Vivendo na sombra de seu encanto...
Porque o melhor enfim...
É não ouvir e nem ver...
Tudo aquilo que um dia...
Deixei de ser para você...
No fim de tudo, dormir...
Para já não mais...
Poder sentir...
Sandro Paschoal Nogueira
Abandonar…
Por ser de abandono, ou desprezo, um acto;
Quer tal se dê, por pais, ou por filhinhos;
Ou mesmo até por donos de bichinhos;
É algo, que em nós ficará, por facto!
Por contra o tal, argumentos, não haver;
Coitado de quem o dito aplicar;
Seja a quem for, neste entre nós, andar;
Por dele, o tal retorno; ir receber!
Por isso tu que és progenitor;
Tal como tu, que filho ou dono és;
Atenta bem, o teu fazer, a alguém!
Pois seja a gente ou a bicho, irás impor;
Um cair tal, que por ser: do bem, o invés;
tem sofrer, merecido; por ninguém.
Com tranquilidade;
ABANDONO
Queima a garganta,
Em vincos de lágrimas mortas,
Chama que inflama, pétalas soltas,
Deste amor que me adoece.
As vestes vou queimar,
Soluçando lembranças,
Que outrora foi vida, feito pedra.
E hoje como cinzas, repousam no ar…
Sim é verdade
Estou tranquilo porque me abandono na vontade de Deus
que sabe o que é melhor para mim
No entanto, é tão grande o meu desejo
De ser seu amado
Que se depesse de mim
Estaria disposto a passar a vida inteira
Apanhar folhas caidas das arvores
Sozinho não consigo
Porque me firo
Em querer o que talvez não esteja destinado a mim
Se houvesse
Um equilibrio de necessidade e afecto
Entre tu e eu
Confesso que estariamos muito de parabéns
Enfim este seu silêncio magoa-me
Muito, feito o cravo apunhalado em meu peito
O que faço?
Sofrer em silêncio?
Esquece-la?
Não desistir lutar até ao fim?
O que faço
Se a única coisa que sei
É ama-la e sentir sua falta
Em minha vida por ser:
Minha vida
Minha fortaleza
Meu lar, meu mundo
A metade que falta em mim...
Para: AMV
O abandono é nossa
primeira morte,
a segunda é a indiferença;
Por fim, a derradeira
das mortes que é solidão;
Essa implacável, nos
levará definitivamente ao
calabouço da dor onde
poderemos optar pela morte
ou pela reluzente face de Deus,
onde compreenderemos o
verdadeiro
significado da eternidade.
João Bosco Tavares
- Relacionados
- Frases de abandono de amor (transforme a dor em lição)
- Frases de abandono que expressam essa solidão
- O que Mata um Jardim não é o Abandono
- Indiretas para pessoas que te abandonam (e não farão falta)
- Frases sobre abandono de animais para refletir e conscientizar
- Abandono
- Você me deixou: frases que traduzem esse abandono