Poema sobre Cultura
Para que tenhamos grandes chances de que o nosso relacionamento amoroso com o outro dê certo, temos que, antes de tudo, aprendermos a ter uma saudável relação amorosa conosco mesmos.
Parece ter o ser humano um prazer mórbido em saber das desgraças dos demais e em destacar seus erros, sendo que a preocupação maior nem sempre é a de ajudar, mas de se sentir superior aos outros ou desviar a atenção de seis próprios defeitos e frustrações.
O mais curioso dentro da atual pandemia mundial são os novos hábitos ocidentais adquiridos, já praticados de forma tradicional pelos orientais a muitos anos. Como o uso de mascaras em publico diante de uma doença. Os sapatos deixados na entrada da casa. O cumprimento por reverencia sem qualquer contato físico. O uso de toalhas quentes esterilizadas durante as refeiçoes. Agora uma pergunta que não quer se calar, uma simples coincidência ou uma adequação da cultura oriental para o mundo inteiro,
nestes novos tempos.
A arte por liberdade tem sempre o papel fundamental de dialogar na contemporaneidade com o tudo aquilo que a sociedade publica e privada sabe, percebe, silencia, se acovarda e não diz.
A verdadeira arte é o exercício criativo de ir além, ultrapassando respeitosamente todos os limites.
Acredito piamente na vibração do amor universal que reverbera por toda nossa estada nesta dimensão. Procuro fazer o bem e o melhor para quem não conheço, e precisa. Assim como recebo generosamente o bom e o especial de quem nunca vi.
A boa arte e o bom trabalho é sempre bem reconhecido e atravessa fronteiras de onde é gerado. O artista é regional mas sua arte universal.
Se um mentiroso cai, todas as mentiras orquestradas por ele caem também mas se um verdadeiro cai, todas as suas verdades ditas por ele adormecem mas permanecem, para um próximo momento de verdade.
Meus maiores mestres em minha vida, me ensinaram pouca coisa mas de forma instigante e visionaria, semearam em meu espirito e em minha mente, uma avida curiosidade para que eu fosse buscar conceitos e ir aprender mais sobre o assunto. Parece me que os verdadeiros mestres não dão as respostas exatas mas ensinam o aprendiz, a busca-las e responde-las.
Infelizes e bastardos são os egoístas e vaidosos que são convidados, a entrarem na maçonaria. Por que jamais os verdadeiros princípios maçônicos, entraram neles.
Não se nasce patriota, torna se os nascidos em todos os lugares por amor ao lugar, que chama de seu.
Nossas flores e nossos medos, sustentam um único desejo. Que o dia amanheça e o mau sonho vá embora. Enfim retornaremos a sonhar colorido outra vez. Colorir a vida, curar as feridas, perdoar tudo e buscar integro o nosso feliz amanhã.
Problemas, todos nos temos problemas mas devemos buscar sermos a parte mais feliz na resolução dos problemas. Felicidade só é encontrada depois de inúmeras tentativas infrutíferas de sermos felizes, que não deram em nada. A escolha entre o sim que é sim e o não que é não, parece me muito importante para conquistarmos a sonhada maturidade. Somos senhores e escravos de nossas escolhas.
Entre tantas palavras e pensamentos trocados, ao longo de vários encontros nas noites cariocas, eu e o decano Arthur Poerner temos a mesma visão e convicção. Acreditamos na arte e na cultura como plataformas de resistência jovem e dinâmica neste "multimundo" de imagens, é por si a objetiva linguagem plena, a favor da verdadeira liberdade.