Poema para Professor

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O tempo é o nosso Mestre. Ele nos ensina a verdadeira essência da vida. Nos ensina que a paciência é uma das virtudes que deve ser cultivada ao longo da nossa caminhada. Manter-se firme e paciente em relação aos nossos propósitos sem receio de fraquejar, é um dos pontos principais para o nosso sucesso. Cultive a paciência, ela é a nossa arma para vencer os obstáculos e chegar ao nosso objetivo.

⁠Todas as artes existem para trazer paz, conforto, alegria e sonho para as pessoas. Ensinar a Humanidade os caminhos do amor é a missão da poesia.

Era melhor ter vestido os papéis que me ensinaram, mesmo que arranhassem minha pele. Melhor ter me aninhado na bolha protetora, na zona de conforto de um mundo redondo e raso, especialista em anestesiar dores e inflar egos da turma dos privilegiados.

Não posso ensinar nada, porque ainda vivo em construção, minhas certezas são andaimes e meu eu, uma casa inacabada.

Meus professores não tinham nomes gentis, foram a tristeza, o sofrimento e a incerteza. Nunca fui um bom aluno, por isso ainda tento decifrar suas lições.

Cair é lição cravada no chão, é a queda que ensina as asas, a colisão que desperta o voo.

Cada queda é mapa sangrado, ferida que ensina, cartografia secreta da superação.

A escuridão não tem o poder de apagar a sua luz, ela apenas te ensina a acendê-la por conta própria, com muito mais intensidade.

As noites ensinaram disciplina. Pela manhã, transformei cansaço em obra. Minha rotina é a minha vitória.

Na dúvida, aceitei o engano como professor, reajustei velas e segui adiante, o vento já conhece meu nome.

Cada perda foi lição que adotei, ensinar-me tornou-se tarefa de respeito, sou aluno e mestre do mesmo tempo.

Minha compaixão brota de ter sofrido, conhecer a dor ensinou a aliviar, dou mãos onde precisei delas

Foi no deserto que Deus me ensinou a enxergar flores, pequenas alegrias, esperanças discretas que brotam mesmo onde parece impossível.

A vida me ensinou que nem toda dor precisa ser vista, algumas apenas pedem o silêncio e a presença de Deus.

As quedas me ensinaram a cair de joelhos e orar. Cair de joelhos é aprender que o chão pode ser oração, é onde a humildade encontra força.

O tempo me ensinou que o silêncio é mais sábio que o orgulho. O silêncio guarda verdades que o orgulho apressa em disfarçar, ouvir é mais sábio que responder.

Quando o mundo desmorona, é a fé que se torna solo e ensina o coração a caminhar sobre ruínas.

Já venci guerras que ninguém soube que existiram. As batalhas invisíveis nos ensinaram a ter compaixão por aqueles que lutam calados.

As dores me ensinaram a falar mais baixo e sentir mais fundo. A dor afinou os sentidos, ouvir, tocar, sentir, tudo ficou mais verdadeiro e profundo.

Já abracei o medo e chamei de aprendizado. Abraçar o medo é transformá-lo em professor, com ele aprendemos onde pisar com cuidado.