Poema de Pablo Neruda Crepusculario
Os templos evangélicos da minha era mais parecem sanatórios onde uma multidão de seres descerebrados segue estranhamente um louco desvairado no centro do seu respeitável púlpito.
Algumas pessoas roubam o nosso tempo fazendo com que interajamos com seres que deveriam ser ignorados desde o princípio.
Não sei porque as pessoas querem a minha inteligência se elas já têm as delas. Essa é a maior e melhor forma de egoísmo que já presenciei.
Um intelectual não é regido por livros, pensamentos e emoções, mas sim de todas essas coisas juntas.
Quando duas pessoas tem um alvo em comum, formam uma genuína e inabalável amizade, mesmo que morem em planetas diferentes e habitem em continentes vastamente desconectados.
Muitas pessoas realizam críticas sobre as outras manifestando aquilo que no íntimo elas pensam delas mesmas.
Não se preocupe com as ofensas e os ataques alheios, pois essas criaturas nefastas colherão exatamente aquilo que plantaram, tal qual um obtuso agricultor que semeou sementes estranhas em um solo rico e fértil.
Os fofoqueiros só tem poder porque as criaturas de temperamento estúpido e apedeuta os fortalecem e os municiam constantemente.
Status, dinheiro e fama não poderão tornar feliz um homem de caráter duvidoso. A realização está nas coisas invisíveis e tipicamente simples, livres completamente das amarras do poder.
O que mais me intriga nos ignorantes é que eles exigem humildade dos outros sem ao menos saber o que isso significa.
Orar por um inimigo não só o deixa completamente desarmado, como também prova, em um grau absolutamente elevado, que somos infinitamente melhores do que ele.
O Brasil é uma nação intelectual atrasada que vive de esperanças sem fundamentos e de regras genuinamente irracionais.