Poema da Fome
Quem jejua por penitência pode até alcançar mil graças, mas afronta aquele daria tudo pela possibilidade da escolha
“Enquanto a ambição, a avareza e o egoísmo reinarem entre os poderosos, jamais acabaremos com a fome e a miséria."
Hoje em dia, em Portugal, por causa da política, já não se prende ninguém, mas não se livra de passar fome.
O maior fracasso da humanidade é botar mais dinheiro na manutenção da Guerra do que no combate à Fome.
Muitos comem além do necessário e se assentam em tronos, desperdiçando tudo o que antes o próximo precisava para matar a fome.
Mesmo congelando o prazer pela degustação podemos aquiescer sentimentos ainda maiores no coração pela vontade de aprender como controlar nossos impulsos desenfreados da fome.
Como pode haver fome se há tantas plantações? Como pode pessoas morrerem de frio, se há tantas cobertas, há tantas casas desabitadas, a construção do paraíso só depende de nós... Podemos construir novos hospitais e mandar o governo corrupto pastar. Porque somos um povo unido e não precisamos deles para cuidar de nosso doentes e feridos... podemos construir nossos próprios carros movidos a ar com uma estrutura que se preocupa, não só com a beleza mais com a vida, e plantar arvores frutíferas para todas as crianças e trabalhadores braçais desfrutarem em seus momentos de liberdade...
O princípio das dores já começou: guerras, fome, terremotos, zinco e chikungúnya; picadas e chicotes da terra.
Temos duas opções para o futuro: talvez a questão da desigualdade social exploda de forma pacífica ou violenta, se não seremos escravizados pela minoria que concentra a renda.
E existe a opção da revolução das máquinas que pode facilitar a vida de todo mundo e trazer um equilíbrio social ou alargar ainda mais essa desigualdade.