Pérola
A pérola é material raro, duro, e de considerável cotação, no entanto, o espanto, é que «O valor incontestável da "Coisa" está na embalagem e não no conteúdo da valiosa peça esférica.»
APELOS
Queixume
O Sol que declina
Por traz da colina
Qual perola fina
Mudando de cor.
Seus raios que tingem
Os lábios da virgem
Sentindo vertigem
Falando de amor.
Seus raios ondulantes
Etéreo, constante
Deixando corante
De rastro no céu.
Enquanto se ver
No entardecer
Sentindo prazer
Rasgando este véu
À noite caindo
Estrelas surgindo
O céu colorindo
A água do mar.
A vaga alisando
Suave beijando
Em tudo deixando
Vontade de amar.
A cada queixume
Exala perfume
Causando ciúme
Suspiros de amores;
Enquanto se esquiva
Se sente cativa
Sem jeito se priva
Em gritos de dores.
E nesse momento
O meu pensamento
Vagueia no vento
Do meu coração.
Procura obter
Em tudo que ver,
E parte sem ter
Uma explicação.
Sem canto sem lira
A lua se mira
E ver quem suspira
Num banco de praça.
Quem busca obter
Em tudo prazer
Um dia se ver
Sorrindo sem graça.
Enquanto navegava, o alegre marinheiro botou se a pensar, desejava para si a linda pérola que descansava no fundo do mar.
Destemido, jogou se e começou a mergulhar.
Longe da segurança de seu barco, sozinho, com frio e quase sem ar, deu se conta de que, na verdade, o que queria era apenas navegar.
“A pérola é fruto da interação alquímica de três forças, uma química, outra física e uma terceira sutil, invisível e indescritível, catalisadora, produzida pelo sofrimento da ostra ao ter dentro de si um grão de areia (ou qualquer outro objeto estranho) que a incomoda, estressa e irrita. Para amenisar tal sofrimento a ostra libera uma substância (nácar), que pouco-a-pouco reveste completamente o grão de areia, e, graças a isso, ao tempo, e a contínua ação da água do mar, o que outrora fora um grão de areia transformar-se-á lenta e gradualmente em uma pérola, linda, perfeita e única. Assim é a ostra, assim é o grão de areia, assim é a vida.”
A perfeição é inútil, pois aos olhos dos imperfeitos, ela será sempre uma pérola cujo brilho não reluz o vazio destes quando a encontram.
[A CRITICIDADE É A PÉROLA DA OPERAÇÃO HISTORIOGRÁFICA, E A PRINCIPAL CONTRIBUIÇÃO DOS HISTORIADORES PARA A SOCIEDADE]
O que mais fizeram os historiadores ao longo de dois séculos de aprimoramento de sua ciência histórica foi adquirir capacidades de analisar criticamente os textos. Quando um historiador examina uma notícia de jornal, ele não a toma meramente como fonte de informações, mas sim como discurso a ser analisado, compreendido, problematizado. Fazemos isso ao ler criticamente um jornal do século XIX ou da primeira metade do século XX: identificamos o seu polo editor, o conjunto dos seus anunciantes, as suas diferentes faixas de leitores, a polifonia de textos que estão abrigados em um exemplar de um jornal diário. Ao analisar um texto jornalístico, avaliamos o seu vocabulário, bem como a escolha, nada neutra, de palavras. Deciframos o conjunto de interesses que o movem, indagamos sobre as pressões que o confrontam, identificamos as distorções e manipulações, avaliamos as informações seletivas que são oferecidas pelo texto, e os silêncios que gritam nas suas entrelinhas.
Jamais examinamos um texto jornalístico apenas em si mesmo, como se ele dissesse tudo apenas com as palavras que nele estão abrigadas. Investigamos a sua intertextualidade, comparamos o texto em análise com outros, antecipamos os seus efeitos (que também foram antecipados pelos autores do texto jornalístico). Embora um jornal de determinada época possa trazer informações a um historiador, são principalmente os discursos que nele se entrelaçam que se tornam o principal objeto de análise. Abordar com capacidade crítica os discursos (e as informações que por estes são disponibilizadas, e como são disponibilizadas) é a base da metodologia de análise de fontes da qual precisam se valer os historiadores, e que tem sido a sua grande conquista metodológica ao longo de séculos. Tudo isso corresponde ao que poderíamos sintetizar em uma palavra-chave: ‘criticidade’.
A criticidade é o produto mais refinado da História enquanto campo de saber. Dos historiadores mais ingênuos que aceitavam acriticamente as descrições depreciativas elaboradas pelos antigos senadores romanos sobre os Imperadores, seus rivais políticos imediatos, aos primeiros historicistas que situaram estas descrições nos seus contextos políticos, sociais e circunstanciais, há um primeiro salto relevante. Das análises historiográficas ingênuas, que não decifravam os discursos laudatórios das antigas crônicas régias, aos métodos sofisticados de análises de discursos, temos um longo desenvolvimento que é talvez a principal conquista dos historiadores. De fato, dos primórdios da crítica documental aos dias de hoje, nos quais os historiadores diversificaram extraordinariamente as suas técnicas voltadas para a leitura e análise de textos, temos um potencial crítico-interpretativo que se desenvolveu extraordinariamente. Analisar os discursos presentes nas fontes, diga-se de passagem, requer a mesma capacidade crítica que deve ser conclamada para analisar os discursos contemporâneos. Por esta razão, quando alguém aprende a criticar fontes históricas de períodos anteriores, desenvolve concomitantemente a capacidade de criticar textos de sua própria época. Tenho a convicção de que a transferência social desta capacidade crítica é o bem mais precioso que os historiadores podem legar à sociedade que os acolhe, e que ampara a sua existência através das universidades que os abrigam e dos interesses de diversos tipos de público pelos livros de História.
[trecho extraído de BARROS, José D'Assunção. "História e Historiografia: todas as relações possíveis" In A Historiografia como Fonte Histórica. Petrópolis: Editora Vozes, 2022, p.74].
Pérola Aos Porcos por Saik
Afinal pérola não foi feito pra porco
Eu erro também afinal não tô morto
O que pra todos é muito, pra mim ainda é pouco
O interior de alguns as vezes me parece tão oco
Incrível que tudo por conta de escolha
Bando de enrrustido que fica na encolha
Prefiro meu mundinho, meu universo, minha bolha
Do que dar um gole dessa garrafa que não vale nem a rolha
Talvez o problema seja eu que não sou desse planeta
Ou talvez eu que seja muito doido e esse mundo careta
Mas se voce está lendo isso e me entende, me prometa!
Quando a vida te trouxer a conta, seja luz e amor, deixe gorjeta
Pérolas
Olhos de pérola, que a mim vigiam
de uma maneira tão doce,
mãos que me acariciam,
como se de vidro eu fosse.
Tens comigo um carinho
diferente.
Se por perto não estás, saio
a tua procura, sinto a tua
ausência, sem ti, não sei viver.
Moça dos cabelos longos,
teus pézinhos descalços,são
um encanto.
És pequena na estatura, teus olhos
duas pérolas, te tornam vistosa,
tua boca carnuda, te faz linda uma
mulher desejada, madura.
Mas só a mim podes mimar, és tudo
que tenho na vida, anjo de criatura.
(Roldão Aires)
O amor é como uma pérola doce encontrada em um mar de água salgada; não o deixe enfraquecer, pois é frágil como um bebê.
Amor & Dor...
O amor e a dor são como moedas: têm dois lados. A pérola não existiria sem a presença de um corpo estranho (pedra) no seu organismo. è a dor provocada pela pedra que gera a pérola na ostra.
Saiba disto! Quando você abre a porta para o amor, a dor entra junto, porquanto, são inseparáveis. andam juntos sempre!
Pense nisso...
O amigo Valdemar Fontoura
O "P" DA QUESTÃO
(À cidade dos Palmares - PE)
Palmares, pequena Princesa
Pérola preciosa
Para palmarenses!
Precisas para progredir,
Pensadores persuasivos,
Progressistas perseverantes.
Porém,
Para penalizar-te
Por pobreza
Pestilência
Picuinha,
Pernósticos pomposos
Proporcionam
Perpetuamente,
Perrengamente
Pesadas
Penas
Para proletariado prostrado.
Pérfidos,
Pelintras,
Petulantes
Peçonhentos...
Pisam população
Pobre,
Pedinte...
Perdida!
A pérola do Poeta
A poesia é uma pérola gerada pelo transtorno que um sentimento nos causa depois de entrar com tudo em nossa vida. Ao mesmo tempo que nos engrandece por dentro nos perturba por fora, porque é de um valor inestimável, e não queremos que ninguém o tire de nós. Porque ele quem nos tornou valorizados na terra. De fato, é impressionante o que acontece quando um pequenino grão de areia consegue entrar dentro de uma pequena ostra. Ambos se tornam grandes aos olhos de Deus e dos humanos por causa do perfeito atrito entre os dois.
Homenagem à Santarém
Santarém, ó Santarém
Cidade de mil belezas,
Pérola de secreto encanto
Como iara que atrai com seu canto.
Tem curupira caipora e saci
Tem até boto que vira gente
Mas joia rara dessa terra
É a primeira que vem em mente
Suas praias ó Santarém
De açúcar tempero e cor
O marrom e o verde sempre em guerra
Fenomenal esplendor.
No pé da santarena
Vive o tal do carimbó
Saia rodada de beleza
Cultura tanta pra dar nó.
Em cada pedaço da minha terra
O que não falta é alegria
De morar em um paraíso
Que beira a fantasia.