Perda de um Amor
Em meio às sombras, me vejo perdida,
buscando razões que não vou encontrar.
O amor me atravessa, mas sempre sem vida,
deixando no peito a dor de esperar.
São sempre promessas levadas ao vento,
olhares que brilham e logo se vão.
Palavras que morrem no mesmo momento,
e eu só escuto o eco em vão.
Me olho no espelho e vejo a verdade,
as marcas do tempo que vêm me tomar.
Talvez eu não tenha beleza ou vontade,
talvez só não nasci pra alguém me amar.
Comparo-me a rostos de brilho tão forte,
a quem, sem esforço, conquista um olhar.
Talvez seja o tempo que dita minha sorte,
ou algo em mim que não sabe encantar.
Os laços se rompem, as vozes se calam,
o mesmo silêncio me faz sufocar.
São passos que somem, promessas que falham,
e um coração que só sabe esperar.
Reencontro do Amor Verdadeiro
Nove anos de saudade, um tempo sem fim, Onde a esperança se perdeu no tempo, assim, Mas o destino, em sua dança sutil, Trouxe de volta o amor, doce e gentil.
Minha metade eterna, que longe esteve, Retornou com um suspiro, um toque breve, E agora, juntos, formamos um inteiro, Pois é o amor verdadeiro, nosso nevoeiro.
O coração pulsa forte, em nova melodia, A chama reacendida, uma eterna sinfonia, Não há mais distância, só a pureza do sentir, Unidos pelo destino, um amor sem partir.
A saudade se transformou em alegria, O vazio preenchido, um novo dia, Formamos um só, numa dança serena, Pois somos um inteiro, na paz mais plena.
Para a vida seguir frente com felicidade e amor, é preciso ter um coração perdoador, deixar o fardo de mágoa e de dor, colocar em prática a oração do PAI NOSSO que o Senhor Jesus Cristo nos ensinou.
O amor é uma conquista, numa trilha a perder de vista, faz o bem somente, é uma linda e persistente caminhada de emoção crescente, galgando pacientemente cada degrau do coração e da mente.
A verdade cega é feita de razão e dor, sem coração, mas se tiver luz e amor, a vitória é do perdão.
"As mágoas do amor perduram porque não são veleidades; as mágoas do ódio perduram porque são veleidades permeadas de autojustificativas.
É a diferença entre a dor verdadeira e a postiça".
"Perdoar não é consentir com a maldade nem aceitá-la, mas ter compaixão dela por amor de quem a pratica. Parece-me que este é o motivo pelo qual Santo Agostinho diz mais ou menos o seguinte: numa Cidade em que os cidadãos se depravam por causa do estabelecimento de leis iníquas, os justos têm muito a sofrer e muitíssimo a perdoar.
Para o Bispo de Hipona, só merece propriamente o nome de "Cidade" o lugar onde as pessoas se reúnem por amor a bens comuns.
O aviltamento da política é, portanto, uma derrota fragorosa do amor".
A pessoa que guarda rancor não está aberta ao amor e nem disposta a perdoar, pois está muito ocupada alimentando vingança e ódio no coração negro.
Minha jornada começa pelo amor,
Mas caminha pelo vão da desilusão.
Perambula pelo perdão, percorrendo os vales do amor próprio.
E a marcha, finalmente é concluída na esperança.
A esperança do amor renovado.
De uma hora para outra um sentimento surgiu em mim.
Ele não bateu na porta, apenas entrou e se assentou no sofá.
No começo não me dei conta que ele estava lá, mas quando percebi sua presença, ele não quis mais sair...Eu não podia expulsa-lo dalí.
Não podia abrir a porta e mandar ele ir embora.
Até porque ele já tinha se espalhado pela casa toda...seu cheiro estava em todo canto.
E suas coisas estavam nos melhores cômodos da casa, ele me fazia bem, me fazia sentir sensações incríveis, principalmente a de não estar sozinha.
Mas pelo outro lado, ele me fazia mal, o seu cheiro trazia pensamentos esquisitos, inclusive o da culpa de estar acomodando ele.
Mas o que eu podia fazer?
Não tinha forças para empurrá-lo para fora.
Então decidi abrir a porta e deixar ele ir por conta própria.
Eu sabia que ia sofrer quando ia ver aquela cena de ele indo embora...
Mas eu sabia que era o certo a se fazer.
A casa era pequena para ele e o quarto que estava sobrando...
Estava ocupado pelo medo, inseguranças e indecisões....