Pequenos poemas de Religião

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Religião é o culto a entidades sobrenaturais; o budismo cultua o sobrenatural; portanto, não é ateísta!

A ciência e religião nunca caminham juntas, quanto mais sabemos sobre a natureza, menores se tornam as chances de qualquer divindade existir!

O ateísmo é a antirreligião organizada; se você defende a religião, então isso prova que não é um ateu de verdade, pois não faz nenhum sentido um suposto ateu defendendo "deus".

Talvez a maior heresia não seja o ateísmo, mas a religião. Nesse caso, deus e os ateus estão do mesmo lado.

Parece que odeio a religião, mas, na verdade, apenas amo a lógica. Não é minha culpa se as religiões não a possuem.

Se vivesse 10 mil anos, seria tempo suficiente para mudar de religião, sexualidade e ideologia política inúmeras vezes? Será que isso de fato traria mais clareza ou apenas mais confusão?

A religião a transforma culpa em virtude e depois cobra para aliviar a culpa que ela mesma inventou.

Eu amo a religião, mas duma forma invertida: amo refutá-la, pois essa é uma das formas mais eficientes de reduzir a entropia social.

Num cosmos de eterna evolução, a identidade se torna ilusão: sexualidade, religião e política não passam de formas de fanatismo, moldadas artificialmente.

Religião é o software mais antigo, travado e bugado, que impede a atualização para versões superiores, como a espiritualidade e o ateísmo.

⁠Amo a religião como narrativa mitológica: engraçada, caótica e impactante. Pena que ainda sirva como instrumento de poder e opressão.

Se religião de fato salvasse alguém, Jesus não teria terminado pendurado numa cruz. A cruz é a maior evidência de que fé e imunidade ao sofrimento não são sinônimos.

A religião tenta dar linguagem ao indizível, mas nem sempre reconhece o limite da linguagem.

Talvez a maior tensão da religião esteja entre preservar o mistério e administrá-lo.

Entre aquilo que sabemos e aquilo que tememos existe um território onde a religião frequentemente constrói seus deuses.

A religião pode transformar o medo do desconhecido em uma narrativa capaz de tornar o universo suportável.

Histórias extraordinárias sobre revelações divinas exigem provas reais — coisa que a religião nunca deu.

A ciência evolui porque assume o que não sabe; a religião estagna porque finge ter todas as respostas.

A religião sobrevive à base de dogmas porque dá respostas fáceis para desejos infantis de proteção.

A moral e a religião dogmática perderam qualquer conexão com a realidade da vida.