Pedagogia da Autonomia
O reconfortante em terminar um dia onde tudo deu errado, e você desejaria não ter passado por tudo aquilo, é saber que mesmo assim, com tudo de ruim que aconteceu você venceu afinal, perceba o dia já acabou.
O mundo não para, as pessoas não mais descansam, a vida passa e não sabemos pra que viemos ao mundo se não para viver...
Viver é bem mais que nascer, crescer, trabalhar e morrer. Eu vivo no desejo de a cada dia descobrir meu real papel no Mundo.
Tempos passados e momentos futuros, não se comparam a aventura que é viver o presente inusitado. Tempo, é palavra de ordem, quando queremos significar momentos especiais de nossas vidas.
O campo da pedagogia tem autoridade e compromisso de oportunizar generosamente o caminho pelo qual o indivíduo pode conquistar a autonomia e seguir na vida adulta: livre, capaz de fazer as suas escolhas, reconhecendo-se através da identidade cultural, atendido nos desejos e necessidades.
Aprender a aprender não é aprender a nadar se afogando (esse não passa de um processo trágico), mas sim um aprender previamente estudado, aberto a novas possibilidades, isto é, dialógica e dialeticamente partindo do reconhecimento de quem se é, de onde se está e, consequentemente, de quem se deseja ser e de onde se quer chegar...
A PEDAGOGIA DA TRISTEZA
Quando a dor penetra a nossa alma e atravessa nossos ossos, tudo parece uma eternidade.
A brisa, que antes transportava suavidade, transforma-se num toque gélido e pesado.
O tempo nos arrasta feitos seres acorrentados em fatos e histórias tristes. São dias longos que exige de nós uma pausa. Perdemos a noção de tempo e espaço e não temos mais controle sobre coisa alguma, restando apenas tristeza em um olhar cansado e o desânimo nos braços de quem acreditava que a esperança e a fé triunfariam no final.
São dias difíceis em que o sol sufoca e a melancolia do frio se avizinha.
Contar os dias se torna uma tarefa muito mais difícil nos fazendo perceber que o tempo é relativo.
Aquele tão esperado sorriso, que agora teima em retornar, aos poucos se transforma em aprendizagem pedagógica, nos fazendo mais maduros, sensíveis e humanos.
Não é a esperança a última a morrer; e sim, a paciência.
"O perigo da pedagogia moderna consiste em julgar que basta apenas informar bem o educando para atingir o conhecimento, quando a verdadeira pedagogia consistiria em dar a este a capacidade de, por si mesmo, investigar as causas, as razões, os porquês das coisas."
Me formei em pedagogia, já havia feito magistério e hoje estou fazendo pós em Psicopedagogia com Ênfase em Educação Especial. Amo a minha profissão, mas ninguém me dá uma oportunidade de ser professora. Sabe porquê? Não tenho experiência comprovada na carteira. Enfim....essa mensagem, serve para você que não deu ainda uma oportunidade para aquela pessoa que não tem experiência e que precisa de apenas mostrar o seu amor com a profissão, que é ser professora.
A perda de tantos fiéis pela Igreja Católica se deve, antes, a uma pedagogia que prima pela descontinuidade, que não se inova, e que pouco permite aos membros se entenderem como parte ativa de um "corpo".
Na pedagogia da caneta azul,quem não faz nada é igual a quem faz pouco.E quem faz acima da média fica inferior a eles:o enigma.
"É preceito de sã pedagogia que o mestre ou educador, como representante do dever, incumbe envidar todos os esforços por se não mostrar a seus discípulos defeituoso modelo: se não tiver uma vida pura e ilibada, se todos os seus atos forem despidos daqueles predicados morais, únicos que podem atrair à sua pessoa a estima e o respeito; se como homem público e homem particular, como cidadão dum país livre, carecer daqueles quilates e primores que constituem o varão probo, vir probus; se como pai de família não for tido em conta de bom padrão de virtudes públicas e particulares, animando, em vez disso, a desordem no próprio lar, a incorreção, o desrespeito, o despudor e, muitas vezes, a dissolução, o desbragamento dos costumes e as mais flagrantes infrações da honestidade e do dever, como poderá ser mestre?"
Toda pedagogia é comprometida com o projeto de educação de acordo com os ideais de sociedade. E assim, reconfigura-se a histórica.
Esta crítica à ciência e à técnica modernas poderá ser o ponto de partida para uma pedagogia que pode transpor as redomas de vidro em que o físico pós-kantiano se aprisionou.