Paradoxo
O Paradoxo do Amor
O amor é um labirinto sem fim,
Onde buscamos o sentido do ser,
Em cada olhar, uma pergunta sem resposta,
Em cada toque, o mistério de viver.
É como o vento que não se vê,
Mas que toca e molda a nossa alma,
Não se define, mas se sente,
Em silêncio, sua essência nos acalma.
Ele é o fogo que arde sem queimar,
A luz que nos guia no escuro,
É o eterno paradoxo, a verdade velada,
Que encontra no efêmero seu mais puro.
O amor não é posse, mas entrega,
Não é finito, mas infinito,
É a consciência do outro dentro de nós,
É o encontro do finito com o infinito.
Talvez seja a pergunta sem resposta,
O eterno questionamento da existência,
Mas quem sabe, seja a própria resposta,
A chave para a nossa transcendência.
A vida é um paradoxo de encontros e desencontros.
Enquanto um reclama que não tem sapatos, passa diante dele alguém que não tem perna.
A realidade é um paradoxo. O paradoxo é uma possibilidade. A sua realidade é apenas uma possibilidade — somente sua. Faça-a valer a pena!
É um paradoxo: O egoísmo lhe arranca mais do que lhe dá. Prometendo poupar em seu benefício, lhe encarece, no mais da vida, todos os custos.
O paradoxo da dor, estar no fato de que a única pessoa que pode te fazer sorrir é justamente aquela que te faz chorar.
O paradoxo da musculação: seguir de falha em falha, até a plenitude. Não é sobre perfeição, mas sobre evolução.
É através da falha que se atinge a plenitude. Eis o paradoxo da hipertrofia muscular, assim como da vida.
É interessante o paradoxo do crescimento evangélico. Enquanto aumentamos em números, a influência na sociedade diminui. Isso prova que o Evangelho não está crescendo, mas o projeto pessoal de algumas lideranças. Pois, onde o Evangelho cresce a sociedade é impactada e transformada.
Os Paradoxos de Deus
O que é um paradoxo? Numa linguagem simples, um paradoxo é "o oposto do que o senso comum entende como verdade".
Quando lemos e estudamos as escrituras vamos nos deparar com alguns paradoxos; e a pergunta é: “Para que servem os paradoxos”?
1) Provocar perplexidade;
2) Ensinar que em algumas situações Deus age e pensa de modo diferente do que agimos e pensamos;
3) Motivar nosso pensamento reflexivo.
Vejamos alguns paradoxos de Deus que tem o objetivo de nós fazerem refletir:
- O chamado não tem idade – Gn 12.4, Ex 7.7;
- Tem situações que o maior serve o menor - Gn 25.23;
- O menor da menor família vira libertador – Jz 6.15;
- Os felizes são os que choram - Mt 5.4;
- Aquele que perde é que ganha - Mt 5.39-42;
- Os últimos serão os primeiros - Mt 20.16;
- O louco que é sábio - 1º Co 1.27;
- O pobre que é rico - 2º Co 8.9;
- O fraco que é forte - 2º Co 12.10.
Em Isaías 55.8-9 Deus diz assim: Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.
O paradoxo na bíblia tem o objetivo de nos ensinar que Deus pode mudar realidades aparentemente impossíveis que se apresentam em nossa caminhada de fé.
Se não entendermos isso, não vamos compreender alguns princípios e lições do Reino de Deus.
Ótima semana e pense nisso!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Quem é Deus?
A vida com Deus é um paradoxo onde a síntese acontece na fé e no amor! Deus é um completo e total paradoxo; e se não fosse assim não seria Deus. Pois aquilo que é medível, analisável e explicável não é Deus; Deus é o absurdo.
Então o que é Deus? Primeiro que, nenhum ser humano pode responder essa pergunta, pois Deus está além de tudo aquilo que conhecemos e viermos a conhecer em algum momento da nossa existência. Deus não é domesticável, teologizável ou filosofável. A única coisa que um ser humano caído pode declarar sobre Deus, sobre esse mistério, é que Deus é a fonte do amor e da graça nesse mundo caído, amor manifestado e encarnado em Jesus Cristo.
O endereço de Deus nesse mundo caído é onde o amor se manifesta e se materializa; portanto não é uma doutrina, não é um dogma, não é uma confissão de fé e nem uma experiência religiosa denominacional ou particular.
Só existe uma revelação nesse absurdo que é Deus, o amor encarnado, materializado e expresso em atos de amor (João 13.34-35). O que passar disso é apenas especulações, devaneios de pseudos teólogos e filósofos.
Por isso, nesse mundo caído e perverso, as pessoas que conseguiram entender e praticar o amor creem não crendo; isso por causa dos absurdos e injustiças que continuam a acontecer contra outros humanos. São esses absurdos e injustiças humanas que nos fazem perguntar onde está Deus? A resposta é sempre no amor daqueles que ajudam, abraçam e tornam a vida de algumas pessoas melhores, é ai que Deus se manifesta, é ai que Deus está (Mateus 25-34-45).
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
O Problema do Mal
O paradoxo de Epicuro:
- Deus, enquanto onisciente e onipotente, tem conhecimento de todo o mal e poder para acabar com ele. Mas não o faz. Então não é onibenevolente.
- Deus, enquanto omnipotente e onibenevolente, então tem poder para extinguir o mal e quer fazê-lo, pois é bom. Mas não o faz, pois não sabe o quanto mal existe e onde o mal está. Então ele não é omnisciente.
- Deus, enquanto omnisciente e omnibenevolente, então sabe de todo o mal que existe e quer mudá-lo. Mas não o faz, pois não é capaz. Então ele não é omnipotente.
Uma resposta ao paradoxo de Epicuro usando a resolução de Agostinho de Hipona baseada na analogia com a sombra:
Assim como a sombra é a ausência ou privação de luz em uma determinada região, o mal é visto como a ausência ou privação do bem.
Agostinho argumentou que Deus é a fonte de todo o bem e, portanto, não pode ser a causa direta do mal, assim como a luz não é a causa direta da sombra.
Quando um objeto bloqueia a luz, cria-se uma sombra na região oposta, onde a luz não pode alcançar. Da mesma forma, quando os seres humanos se afastam do plano divino e fazem escolhas que se desviam do bem, o mal surge como uma consequência dessa privação.
Nessa analogia, o mal não é uma entidade ou substância real em si mesmo, assim como a sombra não possui uma existência independente da luz. Em vez disso, o mal é considerado como a falta ou a ausência do bem, assim como a sombra é a ausência de luz.
Agostinho também relacionou o livre-arbítrio humano ao problema do mal. Assim como os objetos podem bloquear a luz e criar sombras com sua presença física, os seres humanos têm a capacidade de escolher entre o bem e o mal através do livre-arbítrio. Essa escolha pode resultar em ações que causam sofrimento e privação de bem, assim como a sombra é resultado do bloqueio da luz.
Portanto, a Resolução Agostiniana sugere que o mal não é uma entidade independente, mas uma privação ou ausência do bem que surge quando os seres humanos se afastam do plano divino. Essa abordagem busca reconciliar a existência do mal com a crença em um Deus todo-poderoso e todo bondoso, apontando para a importância do livre-arbítrio e das escolhas humanas na manifestação do mal no mundo.
Pense nisso, cuidado com os predestinacionistas e ateus, e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Quanto à predestinação e o Livre-Arbítrio humano, não existe nenhum paradoxo. O que Deus predeterminou foi aquilo que Ele pré-conheceu na atemporalidade que faríamos livremente!