Paixão e Saudade
Voar
Eu tinha asas, podia voar.
Eu tinha voz, podia cantar.
Um dia você se foi e levou minhas asas.
Eu perdi minha liberdade.
Já não podia mais cantar,
Já não podia mais voar.
Meu mundo escureceu sem você
O tempo passava,
Mas eu parada estava.
Eu não sabia o por quê,
Mas meu tempo não passava sem você.
Com o tempo me vi presa na escuridão,
Eu só queria poder segurar sua mão.
Sem você eu não tinha nada,
Não sentia nada,
Não via nada.
Com o tempo eu não me via mais sem você.
SAUDADE E PAIXÃO
Na solidão dos meus prantos
Escrevo versos, orações, poemas
Desabafos com sentimento
Com alma de quem ama ou amou.
Mansos e bravos entre rios e mares
O poeta escreve histórias
Muitas vezes dele próprio, com dor
Saudade e paixão
Segredos que só ele sabe e conta
Em poemas escritos e vividos de solidão
De amor, de perda, escritos na escuridão
E mesmo assim sente os lírios, as campainhas
As violetas, as rosas, as orquídeas
Que germinam na terra fértil e no areal sedoso
Fértil de esperança, de saudade, de amor
Onde as ondas do mar rebentam nas rochas.
Saudade é só uma forma
De sentir o amor pelo avesso
Paixão é quando apesar da palavra 'perigo' o desejo chega e entra...
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... também não. É um 'desadoro'... Uma batelada? Um exame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor não sei explicar."
Se esquecer fosse fácil, não existiria paixão, nem saudade, nem sofrimento. Mas, ainda assim, existiria o amor, pois, mesmo com a maior facilidade do mundo, é impossível esquecê-lo.
Não sei dizer...
só sei sentir... a dor... o amor...
o adeus... a saudade...
a paixão que alucina...
e o seu calor... e a uma louca fome de ti...
que não é saciada... sempre quero mais e mais...
ensandecida pelo teu cheiro e sabor...
o suor de teu corpo misturado ao meu...
tuas mãos fortes másculas traçando o perfil do meu corpo...
mapeando... tateando... demarcando territórios...
tu vens saciar-me... para deixar saudades quando somes...
e, no entanto tu me fazes tão mais mulher
tão bela... e desejável... e dá-me o prazer que nunca senti...
a "morte" a dois... o ápice dos prazeres... a perfeita entrega.
Não demores... sinto fome de ti... do teu corpo...
do aconchego dos teus fortes braços a envolver-me possessivamente...
e ao mesmo tempo tão ternamente que emociona-me...
Amo o roçar da tua barba por fazer... em meu corpo... delírio dos delírios!
E cada vez mais apaixono-me por ti... e necessito mais e mais de ti
e o espero cada vez mais ansiosa e com uma fome voraz...
que somente tu conseguistes despertar... e somente tu consegues amenizar e aplacar...
Amado e dono de mim...
Quero-te!
Como pode apenas uma palavra definir tanto.Dor,Medo,Paz,Sonho,Desilusão,Saudade,Paixão,Amor entre outras.
É amigo. É cúmplice. É companheiro. É amor. É paixão. É desejo. É saudade. É cura. É o calor no frio. É a diversão preferida. É o motivo dos sorrisos. É a mão que me leva. É o fechar dos olhos e a certeza do sonhar. É o abrir dos olhos e a certeza da realidade.É ELE!
Será que é amor ou ilusão, será que é mentira ou paixão... será que é saudade ou solidão... ou é mais uma vontade que vem do coração... ou é uma andorinha que vai e vem... ou pensamentos que vão pro além...
Odeio olhar para ao lado e não te ver,nunca senti isso antes e saudade? paixão ? amor de verdade ? não sei só sei que eu sinto e jamais te esquecerei...
Na distância que nos separa, a saudade é a canção,
O abraço ausente, eco de uma paixão.
Assistir animes, jogar lado a lado,
Entre bytes e pixels, nosso laço é soldado.
Até 4 da manhã, no silêncio da noite,
Conversamos sobre o futuro, sonhando a dois, açoite.
A distância machuca, mas nosso amor persiste,
Cada palavra trocada, a prova de que existe.
Há dias que escrevemos nossa história em forma de poesia, musica e paixão; em outros, saudade, tristeza, solidão.
Saudade dos tempos em que declarações eram feitas pelos olhos.
Que a paixão estava sentada na calçada da nossa casa.
Felicidade era o pé preto e o joelho ralado
Saudade imensa do tempo que não parecia passar, e estava tudo bem, porquê estava feliz.
Agora o tempo voa e parece que não vivemos. Nossa vida está enquadrada, numa tela. Essa tela engana, porque um sorriso ali acaba depois do click.
E a saudade rega o sentimento com as águas da solidão, semente cresce e colho o fruto doce da paixão.
O coração reclama à alma, a todo instante, querendo te ver, na brisa leve, o cheiro doce faz lembrar você.
Me pego em prantos, imaginando tal desatino do destino, destino esse que cruelmente você comigo não quer ver.
O martírio, que tenho vivido, é dia e noite desejar você.
O meu martírio é ver até o Sol, em plenitude, invejar seu brilho, brilho que me ilumina, calor que me aquece a tez.
Meu martírio, é adeus, te dizer mais uma vez...
CÁCERES DA SAUDADE
A saudade cárcereira
que instigou minha paixão
atiça os sonhos como feira
esse cubículo é uma asneira
apedrejando meu coração.
Cavalga sobre a vontade
arco e flecha, meu avexo
trepida o amanhecer
sem direito ao espairecer
do segredo e do confesso.
A saudade enclausurada
fisga-me em quatro paredes
no meu peito ela faz cáceres
do sonhos uma ampla rede
do meu futuro, grande cede.
Estou dentro, estou fora
desse mundo emparedado
viajando por todas as horas
esse quadro me apavora
pelo amor teleportado.
Antonio Montes
Chove lá fora
Vejo poças de ilusão
Lágrimas de chuva,
Folhas de paixão
Na face da saudade,
Escorrem pelo chão.
Faço esse verso de amor
Para desatar a saudade e frear a dor
Pois acelerar a paixão
É saudável ao corpo e também ao coração;
Quero te oferecer essa poesia
De bom grado, com amor nas entrelinhas
Mas se isso vier espantar você
Tente não me esquecer