Paisagem poema
►Vila Rica
Rejuvenesça, linda, cresça
Sorria, sem sutileza, à vida
Veja, sem importunos, sem mentiras
Paisagens, avenidas, colinas e jazidas
Minas, seja muito bem-vinda a minha vila querida
Visite a outrora Vila Rica, suba algumas ruas
Vire algumas esquinas, colonial será a sua vista
Eis meu mundo, de seixos ao chão,
E musas exalando beleza e paixão.
.
Tire algumas horas para contemplar
Um cafezinho na varanda, apreciando o Sol chegar
Não se desespere se ele atrasar, logo, logo acordará
Atente-se aos raios se repousando sobre os rios a frente
Guarde na mente a imagem bela da natureza
Aprecie, sem ambições, sua pureza.
.
O badalar adentrando o coração da montanha surpreende
A antiga locomotiva ainda queima o carvão, que estremece
Ferve calorento, arde e se liberta com o vapor, a fumaça
E, logo que o novo dia amanhece,
A viagem logo estará te levando para casa
Jamais se permita esquecer da modesta vila
Aquela, hoje tanto te fascina
Mas, volte algum dia para cá,
Para Vila Rica.
A lua borda em suave luz
sobre as paisagens e quintais,
à uma reflexão nos conduz
- que esta noite seja de paz
Vá e acredite
na força que
mora dentro de ti!
Faça com que a escuridão
dê as mãos à luz
e transforme sua vida
num linda paisagem,
nunca antes vista!
Azul
A distância impassível
que separa nosso olhar;
o destino, previsível,
que insiste em separar.
improvável impossível
um encontro indescritível
o azul do céu no mar...
Em um céu vasto e tranquilo
se levanta para o novo
um bater de asas suave.
Acompanha outro voo,
delicada e humilde ave...
É teu canto que entoo
o teu som, em mim, ecoo
delicada e humilde, Ave!
Diante de uma janela
com grades na frente,
penso numa liberdade reprimida,
onde, pelo menos, é possível
apreciar a paisagem
enquanto a necessidade de voar
não é, finalmente, suprida.
Rua do Outono
É lindo como o tempo
Se revela pela natureza
Ao agitarem-se ao vento
As folhas coloridas dos pinheiros
Verdes, laranjas e amarelas
Caem pontuais na estação certa.
Relógio divino do contar dos anos
Tempo que passa sem nos avisar
Nisso vestem-se as canaletas
Povoadas de pessoas felizes
Que se fotografam na alegria plena
De assim comemorar o renascer
De mais uma vez o despontar
Um novo outubro da vida se viver.
Jorge Jacinto da Silva Junior.
Apêndice
§
Um simples fio de beleza, excede minha casa;
constrange-me, o clamor da arte
A paisagem é meu poema.
A linda tarde pede calma,
mas ela é a própria
que assim veste -se,
entra n`alma provocando
admiração e prece
Cenário simples, muito agradável, abrilhantado por uma serenidade rica, romântica, uma beleza que naturalmente se destaca, avivando ainda mais a rara simplicidade através da sua doçura e a veemência fascinante da sua alma.
Faço de bom grado esta interpretação lúdica que denota a tua importância que traz tanto significado, pois adoças com a tua emoção, és um raio de sol em um dia nublado, existe muito amor no teu coração que torna cada ocasião memorável.
Até mesmo em um fim de tarde com o pôr do sol se aproximando, tens facilmente o destaque e em pouco tempo, passas a pertencer a uma linda e calorosa paisagem, a arte celeste somada a uma mulher amável e sua tamanha graciosidade.
Vem a leve chuvinha,
cai devagar em doce prece,
a natureza se esbalda
e verdejando agradece...
Pingos, pingos, pinguinhos,
chuva calma e persistente,
que devagar, bem de mansinho,
é para todos um grande presente
Janelas
Sou feita de vidro
Vidro, composto de areia
Como verá o lado de fora,
Sem uma janela?
Abro-me, fecho-me
Todos passam por mim
Fecho e abro
Vêm a paisagem
Eu abro e fecho
O ar precisa circular
Sou necessária
Pra proteger da chuva
Existo em todo prédio
Alguns para decoração
Eu faço o ar circular
Transparente pra ver a paisagem.
Início da Primavera
Hoje começa a primavera
A estação de todas as cores
Que contemplamos o desabrochar das flores
Essa estação é muito linda
Tudo parece ganhar vida
A paisagem é bem colorida
Vamos aproveitar cada dia
O sol está presente para completar a beleza
Vamos observar cada detalhe dessa nossa natuteza
OBRA DE ARTE
A beleza do Nordeste
nem parece que é real,
é como obra de arte,
uma peça escultural.
O que vemos é paisagem?
Ou será uma miragem?
Um encanto surreal.
Quando penso em quanta beleza Deus criou, em quanta alegria espalhou; Céu e Terra Ele fez!
Grandiosa obra!
Magnífica perfeição!
Como Deus é bom em cada tempo da Criação!
Deus é Belo em cada ilustração que ele retocou na paisagem, seja ela física, humana, emocional!
O homem pode criar belezas sem fim
Mas só Deus é capaz de criar emoções, sentimentos, vibrações
E colocar tudo na tela da vida,
De cada minuto que passa e vamos construindo coisas, objetos, seres…
Tudo obra de Tuas Mãos!
Ó Perfeita Criação!
Ó Perfeito Deus, Único, Senhor, Amado, Eterno…
Vou tentar pintar a tela dos meus sentimentos
Das minhas orações
Das minhas conversas com Deus!
[…]
Tu és minha!
Não de uma forma possessiva e patrimonial, mas de uma forma sublime como a alvorada ou o pôr do sol que foram criados para estar no seu devido lugar para serem vistos, admirados e sentidos. Eu tenho uma vantagem, posso tocá-la! Se todas as pessoas te olham da forma como te vejo, então compreendem o porquê respiro fundo e fecho os olhos.
Tu és minha por que o teu sorriso me serve como guia e a tua tristeza me leva a te dar colo.
Tu és minha por que o teu olhar transparece o desejo e me convoca a estar perto.
Tu és minha por que o teu abraço tem o encaixe perfeito e me atrai para ouvir o seu coração.
Tu és minha por que o teu beijo faz parar o tempo e o teu corpo me leva trilhar pelas mais belas paisagens.
Tu és minha e saibas que a te pertenço.
A natureza é digna
Não existe falhas
Cada detalhe! É de se apreciar
Sentar, Observar, ouvir uma música
Deixar à natureza falar.
(Na capa do livro)
Minha cara
Refletida na terra,
Meu rosto ali exposto,
Todo derramado no mapa,
Na capa daquele livro...
Colocaram minha imagem
Na paisagem,
Passei a ser parte de tudo,
Misturado ao solo que geme
E treme,
Com tanta ´devastação que é feita
Ao nosso planeta!....
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