Paisagem poema
As coisas aqui sempre passaram rápido demais e longe do meu controle. A paisagem que eu vejo é só um vulto, não por que eu estou correndo por ela, mas por que ela está correndo por mim- ou de mim, ou para mim, ainda não consegui descobrir.
E então você apareceu e toda a sua rapidez fez a minha paisagem se parecer com um quadro de biblioteca e os meus passos de leopardo se transformaram no caminhar de uma joaninha comparado ao correr frenético do seu relógio.
Mas isso nunca pareceu te incomodar, você segurava a minha mão e apesar dos meus pensamentos seguirem o seu ritmo, minhas pernas se embolavam ao tentar te alcançar.
Eu sempre pensei demais antes de agir e talvez isso tenha me tornado na covarde que você sabe que sou. Você também é um covarde, mas sua covardia nada tem a ver com pensar demais e agir pouco. Você age muito e tem medo de ser deixado sozinho na pista, dançando sem ninguém ao seu lado ou ao menos ouvindo a mesma música.
Só que, meu bem, eu nunca aprendi a dançar a dois e a sua velocidade me fazia sentir que a música acabaria rápido demais.
E se ainda me sobram 20 segundos, a você sobram 10 e mesmo com a minha covardia gritando para que eu saia da pista, meu corpo não obedece e minhas mãos ainda se enlaçam na sua.
Nos meus sonhos vejo sempre
aquele lugar onde os ciprestes são parte da paisagem...
como se ali eu tivesse vivido desde sempre. Não sei se é
a força das memórias de outras vidas
ou consegui descobrir, finalmente, onde é meu lugar ideal.
Cika Parolin
Quem preserva uma árvore
Contribui co'a natureza,
Ornamentando a paisagem
Com mais encanto e beleza;
Pensa num mundo agradável,
Mais feliz e mais saudável,
Respirando mais pureza!
Ao entardecer o sol deixa a paisagem dourada,
em seguida vem a noite escura,
e o sol volta a brilhar ao amanhecer.
Não se aflija quando a escuridão chegar,
Continue firme, logo a luz voltará a brilhar.
Na areia da praia, numa noite prazerosa,
apreciando uma bela paisagem,
a Lua se mostra encantadora,
nem dá vontade de ir embora,
este momento deixará saudade,
certamente, irei guardá-lo na memória.
Entre tantos gritos, ruídos e gemidos, a escuridão toma conta da paisagem. Nem uma luz se enxerga, mas tudo se ouve. Diferente de antes, não é dor. São suspiros incompreendidos. É ruim desejar ficar aqui, depois de tanta normalidade ao me deparar com esse cenário?
Para Dante, direto do primeiro círculo.
Reflexão.
Antes da maquiagem,
Antes da paisagem.
Antes de qualquer homenagem
Antes de qualquer idioma ou linguagem.
Pensem,
Nunca deixem a pintura , joias ou bijouterias falarem dentro de si...
Quem nasceu para ser bonito(a)
Não precisa de batons e nem tons.
Nem de salão e nem banho de lua.
Precisa apenas ser nua e crua...
Nascemos sem roupas ,de olhos fechados e mães,pais ,irmãos, parentes e amigos dizem que somos os mais bonitos do mundo.
Reflitam!
Lembrando que não estou desmolarizando a imagem que está nessa postagem.
Pelo contrário,
Todas são belas,
Por sinal, muito belas...
Repito,
Reflitam....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Certa vez, estava sozinho na margem de uma lagoa,
admirando a paisagem
pra aliviar o desgaste da mente,
quando, repentinamente, avistei
um ser de serenidade
numa pequena embarcação,
não demonstrava nenhuma maldade, transmitiauma sensação muito aprazível
que foi restaurando as minhas forças,
o meu ânimo, a minha esperança
de um jeito inconfundível,
após alguns instantes,
uma densa neblina foi se formando
e aquele ser foi sumindo,
depois senti uma forte ventania
que acabou me derrubando,
fiquei inconsciente,
acordei num banco florido de uma praça,
não sei o que foi tudo aquilo,
todavia,pra mim, será inesquecível,
era o que eu precisava
independente se foi um fato
ou da minha cabeça,uma fábula.
É hora de mudar a paisagem
olhar para fora de si
é se perder
sempre na mesma miragem.
É hora de trocar a direção
voltar-se para dentro
e adotar o mais sábio guia
o confiável coração.
Sim, é preciso coragem
mas pode restar
ainda dúvidas
que, é esta, a melhor viagem?
Valéria Centenaro ©
Olhando pela janela
Contemplo a paisagem parada
da viagem que prossegue
A gente não consegue parar o tempo
Não adianta querer e nem tentar
Escolher o próprio destino
O caminho já estava traçado
Pode parecer que não
E alguém dizer que havia escolha
As folhas não escolhem
A direção dos ventos
Seguindo meu coração
Pois não sou folha
Acabei por seguir a direção
Que alguém traçou
Levou-me pelas mãos
Talvez estejamos todos perdidos
ou os trilhos traçados
estejam seguindo, enfim
pelos caminhos
Que o tempo vai traçando assim
Enquanto passa por mim
Pode ser que eu
traga aqui, nesse coração despedaçado
desde o início
O caminho por onde passa o tempo
mais nada
E é por isso que olho pela janela
e vejo a paisagem parada
Tudo muda
A paisagem urbana muda, tudo muda. Passando de carro como passageiro por lugares que não passava há muito tempo , fiquei assustado com tantas mudanças: prédios e casas que foram demolidos, negócios fechados, o local à venda ou para alugar, ou um outro tipo de negócio substituiu o anterior, que já havia um dia sido um estabelecido ali por muito tempo. Me pergunto: o que aconteceu com os proprietários tradicionais, seus funcionários, onde estão? O que fazem? Estão vivos? Essa é uma pergunta sem resposta.
Por isso, cheguei a uma conclusão muito óbvia: nada aqui é para sempre! Por isso, valorize seu lar, seu trabalho, seus colegas, pessoas queridas e agradeça ou diga que as ama, pois assim como as coisas mudam na rua, avenidas e alamedas, tudo pode mudar em sua vida. Nao terei a oportunidade de voltar ao antigo estabelecimento do português Fernando para saborear seu famoso café, pois seu estabelecimento já não existe mais e ele (seu Fernando) já se foi.
Demostre o Amor mesmo diante dos embates da vida.
Por mais obscura seja a paisagem a neblina das desinteligências se dissipará a bruma com os raios da verdade que tudo clarifica.
O Amor que fomos chamados a ofertar é ainda o AMOR do sacrifício de nós mesmos em benefício de uma causa maior.
AMA tão somente, talvez a dor não diminua, a tranquilidade não se estabeleça, a luz não resplandeça, os corações se endureça e enfim tudo feneça...
Não se preocupe diante de Deus o AMOR resplandeça.
E um dia o sol do Amor de Deus nos aqueça...
Paz e bem
Nobre prazer.
É no campo que deparo com o meu eu.
Aqui !
A paisagem me rejuvenesce.
Aqui !
O ar me alimenta e me envaidece.
Aqui !
A plena calma se expõe e se faz notável em outros olhares que me conhecem.
Cada pedacinho desse chão me faz ter e pensar.
Um equilíbrio total.
Um mente no lugar,
Gratidão por todos os dias.
Aptidão , oh ! Vontade de viver mais.
Longe das desavenças e diferenças.
Longe da poluição.
Vida em evolução que me causa um nobre prazer...
Autor : Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
BOA VIAGEM
Caminho no calçadão
Praia de Boa Viagem
Prédios arranham o céu
Eu admiro a paisagem
Tomando água de coco
Sem passar nenhum sufoco
Cai a tarde de passagem
trouxe flores
para agradar você
e seu amoroso coração...
uma linda paisagem
para agradar seus olhos...
e também carinho e amor
para agradar a todos...
e se não for do seu agrado
digo que já agradei a mim mesma
por ter vindo aqui
e ter te trazido flores
e cores para agradar nosso dia
e beijos na sua alma agradável!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
Aprecia a paisagem!
Desfruta da viagem! Curta ou longa... É somente uma viagem!
Sem avisar, a passagem acaba!
A vida é mesmo uma mera viagem....
Aproveita a estadia!
Poesias aguerridas
Mulheres que se confundem
Com a paisagem da caatinga
Que trazem na própria face
O mapa da terra ressequida
Mulheres que expõem as cicatrizes da miséria
Vultos invisíveis das favelas
Que regam a terra com suas lágrimas
Onde a semente germina desnutrida
Mulheres expulsas do paraíso
Deusas cruelmente excluídas
Cuja gratidão é silenciosa oração
Debilitadas vencem dias de provações
Mulheres que geram na dureza do sertão
Estrelas cadentes por falta de opção
Suas faces denunciam a indiferença
Do poder que oprime com a força da ambição
Mulheres estrelas das noites de escuridão
Trazem dentro de si a nobre constelação
Por serem filhas do ventre da terra
São poesias aguerridas a fecundar este chão
Do livro: Extasiada de Infinitos