Odisseia
A ODISSÉIA DE UM LUSITANO:
GAJO
Gajo olhando galhos,
Papagaios caçoando.
Gajo olhando de lado.
Aio, a enxada.
Papagaios em bando,
Vindo de banda,
Era uma banda,
Gajo apoiado,
Enxada quebrada,
Naquelas quebradas.
Roça roçando
Galhos no gajo.
Gajo coçando.
Ribanceira, rolando.
Risos e risos.
Olhos à espreita.
Odor de lírio.
Oh dor, delírio!
Condor pousando.
Com dor assolando.
A vida é estreita.
Comédia humana!
Com média, é humana!
Sem média, é profana!
Enxada quebrada.
Papagaios caçoando.
Nas águas afogando,
Que bobeira,
Era Nogueira.
Luta renhida,
Que se tira da vida.
Na vida há morte!
Na morte há vida!
Havida na sorte.
Dor doída!
Doida dor!
Riacho ribeira.
Cerne Nogueira,
Quebraste uma haste?
Um galho, rapaz...
Tem tantas nogueiras,
Tanto fez, tanto faz,
Entre tantas,
É mais uma que cai.
Palavras de Odisséia
Haja força, faltam até as palavras para escrever, não quero ser taxado de miserável, também não quero contribuir para o pior da situação. A dificuldade na escolha parece aumentar a cada sinal de uma nova tentativa, existe alguém mais forte mais inigualável que você mesmo, que pode tudo mudar, há alguém mais aqui que pode mudar tudo num instante.
Não sei aonde irei, prefiro não imaginar, melhor acreditar que tudo será bem melhor amanhã, não me aconselho nem a ser feliz do meu lado, pois essa felicidade pode ser passageira. Assim vivo e morro a cada dia, o luxo que me dou em acreditar em alguma possibilidade se perde na minha procura do dia-a-dia.
Misturando-me, e às vezes deixando-me contaminar, provo o amargor da derrota, preferiria o exílio, mas temo, pois sozinho não se vive mais! Tenho dado sentido às vitórias, mas perdido o rumo na escolha dos prêmios, já não consigo segurar minhas insatisfações, pois hoje mais divido e subtraio.
Na minha reflexão o básico é entrar e sair, chegar e partir, ganhar e me beneficiar com isso, pois o sentido primário da vida é a manifestação orgulho oferecida pela glória, apaga a humildade merecida.
Eu quero estar neste lugar, que não é meu nem é seu que é de ninguém, quero provar deste doce que tem sabor de quero mais, assim eu me lanço perfeito como o som e a luz vou dividindo ainda mais os pedaços e sendo mais generoso comigo mesmo.
Tenho em mim a forte correnteza do rio que me leva mais tenho em mim o perigo das quedas do rio, mais tenho em mim a coragem das águas que sempre encontra o caminho e se pressa transborda mais sempre encontra o caminho.
Assim é a vida e seu curso não se pode parar. A maioria das coisas mais perfeitas vem da dedicação e de um detalhe que pode mesmo fazer a diferença, veja que por um detalhe a torre de pizza na Itália saiu torta, e tornou-se um ponto turístico, um cartão postal, mais pense o que seria ela se não fosso o detalhe, só mais uma simples torre!
O que foi esquecido em você? Qual o detalhe que você tem? Onde esse detalhe torna você especial? Onde faz a diferença em sua vida? Ou onde ele faz falta pra você? Sinta-se a vontade pra invadir o seu espaço!
SEMITOM
Nossa odisséia foi interrompida
O verso seguinte não se ouviu
Um choro tenta cicatrizar a ferida
Embalado num silêncio febril.
A orquestra que cantava nossa história
Se fez calada, se fez metal sem som
Embora bem viva na memória
Ecoa no silêncio em semitom.
Bradando coragem
Pulando caminhos
Avistando miragem
Procurando carinhos
Perdendo os sentidos
Prossigo viagem...
Leitura: uma odisséia rumo à descoberta
É impressionante como o mar e a leitura estão ligados de forma indelével há milhares de anos. O escritor argentino Jorge Luis Borges - amante inveterado dos livros - dizia uma frase que sintetiza bem esse conceito: "Toda a literatura declina de Homero". A afirmação impactante do autor de Ficções expõe a importância do poeta grego, cujas obras Ilíada e Odisséia podem ser consideradas verdadeiros marcos da literatura ocidental. Ambos são belíssimos, mas, em Odisséia, Homero criou uma das mais belas e instigantes histórias já escritas e na qual o mar exerce um papel fundamental no desenvolvimento de seu enredo. Afinal, o que seria de Ulisses (ou Odisseu) sem o mar como pano de fundo para suas aventuras? Da mesma forma, Luís de Camões e Fernando Pessoa - para citar apenas dois ícones da literatura de língua portuguesa - muitas vezes fizeram uso da pena para versificar sobre o mar, sua grandiosidade, sua imponência, sua beleza e sua relevância crucial para o progresso da civilização (grandes descobrimentos, novas rotas de navegação, possibilidade de expansão econômica, comercial etc.) Por meio da História e da Literatura, percebemos que o mar sempre foi palco de grandes aventuras, conquistas e numerosos feitos heróicos da humanidade. Esse mesmo sentimento de descoberta, de desbravamento e de heroísmo presente no espírito dos grandes navegadores também se apodera de todos os personagens reais da vida quando se envolvem, se entregam e se deixam levar pela fascinante viagem proporcionada pela leitura. Quando nos tornamos leitores e passamos a apreciar e valorizar devidamente essa condição, percebemos o quão maravilhoso é poder desvendar o universo e cruzar suas fronteiras de forma ilimitada. Em outras palavras, ler é singrar os mares em direção à esplêndida aventura do conhecimento e do aprendizado. Temos nos livros uma espécie de bússola que nos orienta - piratas e vikings curiosos e sedentos de experiências diversas - na direção exata de um tesouro singular: o saber. Passaporte imprescindível para quem deseja realizar a verdadeira viagem da vida. Neste novo tempo em que o verbo "navegar" ganhou conotações cibernéticas devido às novas ferramentas tecnológicas que nos auxiliam na busca contínua do entretenimento e da informação (leia-se internet), é preciso deixar claro: nada substitui o prazer e os ganhos proporcionados pela leitura de um bom livro. Sem uma sólida formação cultural, acabamos por subutilizar tanto a rede mundial de computadores como todas as demais criações tecnológicas, recebendo suas informações de forma fragmentada e descontextualizada. A leitura nos fornece as condições necessárias para ampliarmos nossos horizontes ao infinito. Aumentamos nossa capacidade crítica, nosso poder de argumentação, de discernimento, de persuasão... Adquirimos a força, a coragem, o entusiasmo, o dinamismo e o espírito adequado para enfrentar as grande tempestades, turbulências e desafios da jornada. Os livros nos credenciam para empreender com sucesso as expedições mais variadas, traçando o rumo de nosso próprio destino com talento, sabedoria e confiança. Em seu poema O Livro e a América, o poeta brasileiro Castro Alves mescla com maestria a relação metafórica mais do que pertinente entre o livro e o mar. Uma visão magistral e que, certamente, irá nos inspirar para que prossigamos esta reflexão que apenas iniciamos : "Oh, Bendito o que semeia / Livros... livros à mão cheia... / E manda o povo pensar! / O livro caindo n'alma / É gérmen - que faz a palma, / É chuva - que faz o mar".
Publicado na Revista E - Sesc SP
Relembra sempre que te amo
Mas não porque digo esta lírica
Lembra que por você a dolorosa odisseia
Foi um simples obstáculo pra conhecer a ternura
Que é o seu coração, por isso amo-te
Olhai e percebeste a sincera afetividade
Que tenho por ti : mas não porque estou submetido a você
Mas ligado a seus delicados traços
Anseio estar pra sempre
Ouvi e escuta, porque o meu coração agora fala
Fala o coração agora, porque duvidaste das incansáveis
Poesias que te recitei
SEDE
Tenho sede de viver
Quero o afeto beber
Saciar a infiel odisseia
Da ganância da fé ateia
Terçando o ressecado saber
Clamo o doce prazer
Olhar que nos fala
Sem o desprezo que cala
Que rasga e maltrata
Quero gratidão sem ser ingrata
Sensação, quero amor
Paixão com valor
Dignidade sem preconceito
Irmandade com preceito
Abraço com empenho
Palavras com avenho
Respeito semelhante
E a retidão de ir avante...
Luciano spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
A esperança se torna uma odisseia em nossas mentes
Hoje sei, que o amor pra mim não mente
Espero ansiosamente que meu amor e minha fé me reapresente
Ao meu passado, fazendo dele o meu presente.
Odisseia, sois a mesma entre cortes e feridas,
sombrias, almas sem partidos da luz,
embora coração árido em um desejo,
puro terror, viver por mais e mais um momento,
direito, frio, vazio para qual melancolia,
vestias de uma morte, até o final da vida...
a amo muitas vezes me perco, em profundezas,
obscuras, visões... que deram um ponto final,
coração parando devagar tudo se passando
momento em que desilusão em magoas...
Aos espíritos adocicados, a permanência vivencial – uma odisseia sideral – seria um pulquérrimo espetáculo, um imensurável sidéreo sustentáculo; sarapintado de pirilampos fulgurantes, jubilosos, cantantes. No entanto, em qual nebulosa teremos sido forjados? Quiçá no oco abismal ou rebentos de um nada astral? Oxalá pudermos deslindar! Poderia isto ser antes de meu findar, pois feliz iria eu zarpar, por poder conjecturar em qual porto minha nau se ancorará.
Vivo nessa odisseia, contido dos meus sentimentos, ou as vezes simplesmente preso a eles e tenho tantos medos e tanta vontade em mim que fico pensando o porque de tanta controvérsia e de tantas duvidas, e no mais, porque e tão difícil ser diferente.
Já é o fim da odisséia humana na terra. Somos apenas fantasmas do que éramos em nossa mais antiga civilização.
Onde estão os poetas negros
Que não os ouço cantar nossa odisseia?
Estão dormindo no plano das ideias
Velados por poéticos segredos?
Onde andarão nossos poetas negros?
A poesia negra, hermanos,
Não explode a pólvora
Nem orienta a bússola
Ou diagrama o papel.
Ela desvenda o véu da vanguarda
Tira o chapéu
Pra velha guarda
Elimina o minimal
Pelo ancestral.
A humanidade deveria se preocupar com o nascimento e com a odisséia das várias crianças do presente
para poder então festejar com farturas na mesa e com felicitações essa data chamada Natal .
*Observação: Na Palestina ( o mesmo lugar de origem de Jesus Cristo ), Oriente Médio , especialmente naquele tempo ( nascimento de Jesus) a população era morena , não tinha loiros com olhos azuis como nas várias imagens de Jesus Cristo divulgadas por todo esse tempo pela igreja católica.
ODISSÉIA
Naveguei os mares mais bravos
atravessei as correntezas mais fortes
pulei das árvores mais altas
caí no abismo dos seus olhos
e lá estou presa
até hoje...
A mente de um inimigo sagaz é uma odisséia de maquinações,
mas nenhum mal pode se comparar ao coração frio de uma mulher magoada. O inimigo mata seu oponente dentro das regras e honra que norteiam as ações de um guerreiro. A mulher magoada, porém, é um oceano de ira ardente que só se aplaca com a insanidade.