Óbvio
FADAS SENSATAS
Para dizer o óbvio, as fadas são seres mitológicos. Talvez possam existir em um outro plano, outra dimensão, algo nessa seara. Mas vamos aos fatos: na nossa existência terrena, não convivemos com figuras mágicas.
No imaginário infanto-juvenil, é possível sonhar com fadas, bruxas, gnomos e seus pares. Às crianças estão reservadas a criação e a crença nesses seres, incluindo características físicas e psicológicas que lhes possam ser atribuídas.
Alguns adultos, na ânsia de nutrir o pensamento fantástico dos infantes, também podem compor histórias mágicas, repletas de pó de pirlimpimpim, varinhas de condão, caldeirões e todo aparato imaginável.
Contudo, é estritamente necessário que não haja a tentativa de atribuir aos seres humanos as mesmas qualidades dispensadas às fadas, haja vista que somos imperfeitos por definição empírica, por acepção filosófica, por revelações religiosas e por convicção científica.
Assim sendo, a sensatez até pode ser uma virtude que alguns homens e mulheres detêm e que outros, vez ou outra, utilizam; mas aplicada a humanos travestidos de fadas é uma aberração.
As pessoas são falhas. Vive-se a vida buscando superar as fragilidades e desenvolver os potenciais. Essa é a síntese da existência humana. Qualquer canonização ou fadificação são incongruentes com o que nos torna humanos: os erros.
Livros são como chaves, óbvio que você não poderá ter todas as chaves do mundo, entretanto quanto mais chaves tem mais portas poderá abrir.
Ora, deve saber que o óbvio não excita a alma de um artista, não traz nenhum manisfesto, para o que se encontra adormecido nele.
In A verdade Arte do Eu
Do Livro Último Suspiro
"Se há um Deus onipotente, onisciente e onipresente, é óbvio que não podemos conhecê-Lo como objeto, ou mesmo como sujeito externo, mas apenas como fundamento ativo da nossa própria autoconsciência, maximamente presente como tal no instante mesmo em que esta, tomando posse de si, se pergunta por Ele."
Um problema grave para humanidade causado por Governos, possue sua base em um tripé óbvio: não admitir seus erros, esconder seus erros, culpar outros pelos seus erros.
Sem a Natureza
Não somos
Parece óbvio
Mas
Vai explicar isso
A ganância que
Destrói
Corrompe
Esmaga
Traz doenças
A falta da
Natureza
Exuberante
Só nos resta seguir o óbvio e transfixar o imaginário quando necessário.Fomos moldado ao mundo e deixados a viver neste. Não há o que ser feito, a não ser seguir as regras impostas por crenças e descrenças adeptas a nossa personalidade.
O óbvio nunca foi tão óbvio para quem decifrou os segredos de cada mulher
O retratar de uma beleza ímpar, extraindo algo além do exuberante;
"Sou uma eterna insatisfeita, e percebo que a insatisfação é o que me move. Recuso o óbvio, não aceito padrões e nunca fui conformada. Ser conformada é ter a forma que alguém quer que você tenha. E eu tenho minha própria forma de viver."
Descrição do óbvio,
Louvo com satisfação,
Nota violenta,
Ouvida na desolação.
Vivida a devida dissertação.
SONETO Nº 5
Algumas Verdades
nem tudo que é lógico
é óbvio
nem tudo que parece
é rótulo
nem tudo que eu quero
eu mostro
nem tudo que é forte
é sólido
nem tudo que é caro
é luxo
nem tudo que eu digo
é tudo
nem tudo que eu procuro
apuro
nem tudo que é lei
é seguro
nem tudo que é base
suporta
nem tudo que é briga
é revolta
nem tudo que é prático
é rápido
nem tudo que é simples
é barato
nem tudo que é feliz
é alegre
nem tudo que é fé
é prece
nem tudo que é unido
é junto
nem tudo que satisfaz
é muito
nem tudo que parte
separa
nem tudo que divide
é metade
nem tudo que falta
é saudade
e nem tudo que eu digo
é verdade
Escrevo sob o efeito de antipsicóticos
Escrevo mais que o óbvio
Escrevo para usurpar a minha mente
Para me apossar do meu subconsciente
Meus versos saem vagando
Eu sigo viajando
Entre varias dimensões
Escrevo minhas emoções
É como um veneno de outro planeta
E o antidoto está na ponta da caneta
Quando acabado de escrever
O papel faz transparecer
Tudo que aprendi com o que passei
E o que hoje me tornei
_O obvio nada sei
sinceramente o que sei
tive que aprender com erros e acertos,
senti podia amar e te amei...
mesmo nas decepções estive
num caminho que escolhi viver,
me apaixonei pela a vida
desdenho o destino que me reservou,
e dos direitos que tenho
no silencio...
aparentemente obtenho sensações
no atos do sentimento solitário,
prevejo o sonhos que te encontrei
no submundo tive a certeza do teu amor,
dia mais dias ocasiono a expressão,
derrubo cada vertente da derradeira soma dessa vida,
te vejo e te imagino no ser astral puro....
tento para imensidão o seu ser no algoz,
se passa o tempo se tem o teor dos medos
ao declínio que verte no algoz...
a tal ânsia de existir,
sendo aparente o trevor da paixão paranoica...
se tem a vontade reprimida...
A experiencia de vida nada mais é que uma bola de cristal, onde conseguimos enxergar o óbvio de uma maneira mais clara.