O Poeta e a poesia
PINTURA EXPRESSIONISTA - ANTONIO CABRAL FILHO RJ
O locutor sensacionalista
daquele jornal marron odiado por todos
sempre cheio de fotos sangrentas
escrachou a reportagem:
- Engoli a dentadura!
#
Que remédio - o amor?
Os poemas estão duros
o amor desapareceu dos versos
a tinta que antes coloria as linhas
agora, apenas mancha o papel
Falta sinceridade aos romances.
Aos poemas falta amor
aos versos, poesia
aos casais falta romance sincero, melodia
Falta o pulsar no coração dos poetas
Falta retomar o passado com nostalgia.
Falta morrer de amor, ao meio dia
com o peito apertado
após longa noite de desespero
e luzes acesas
e cama vazia.
O amor, aos versos sinceros
aguarda retornar um dia
Almeja transformá-los em poemas inteiros
e a partir do zero
enchê-los com o desespero contido em suas agonias.
Não há remédio para tal mal
há que se amar feito os poetas de antes
e apaixonar-se pela vida todos os dias
Há que se deixar levar pelas curvas do amor
mesmo delirando de febre, encolerizado, cheio de dor.
Fantasias,
...Que em sonhos os sustentos,
Somente assim me enxergo,
Também me arrasto e mantenho.
Jmal
2013-10-25
Eu sei das coisas que lá fora me esperam,
Eu sei:
Nem tanto para o bem, Nem tanto para o mau,
Porque deste olhar de espanto, Eu sei que Tu me amas...
Jmal
2013-10-22
Menininha
Abuse da essência,
Brincado no aroma da primavera,
Primavera das flores,
Das cores e dos perfumes...
Jasmins, margaridas e girassóis,
Nos reflexos das cores, tudo é vida...
Menininha
Que caminha a beira-mar,
Das manhãs surgem os crepúsculos,
Atraindo os passarinhos...
Do brilho dos seus olhos,
Não sei sê a castanhos ou verdes,
Encantam os vaga-lumes...
Do Sol...
Viaja o verão, mais brilho,
No bater da brisa,
Saudade no coração...
Jmal
2013-10-26
Faço versos sem sentido para livrar-me da significação.
Gosto da vida desalinhada, sem sentido. Fujo da organização.
Tenho pés de nuvem e cabeça de céu: gosto do inverso.
Enquanto todos dançam no ritmo, eu vou na contramão: faço versos.
Sobre o flúmen das verdades,
Há uma ponte chamada de amor,
A alegria brinca,
...Com este coração!
Jmal
2013-10-30
Toda doçura,
Deve levar pitadas de cítricos,
Pois aperfeiçoa e nunca enjoa,
E o sal que conserva as verdadeiras amizades...
Jmal
2013-11-07
Por um pedaço de felicidade
Não me aventures,
Apenas me toque,
Em um toque sem fim,
Do fruto da mais legitima felicidade...
Jmal
2013-10-21
Meu Deus !
...Que beleza /
Amei e também devorei /
Em suspiros profundos /
Meu amor /
A ti declarei...
Jmal Jamal
2013-03-15
Vida, Vida Minha
Em linha tênue,
Do equilíbrio entre o bem e o mau,
Do mau todo o meu pecado,
Até julguei ser sábio,
Vendo a morte e a vida com olhos de alegria,
Quando me dei por mim,
Percebi que estava em tudo e tudo estava em mim...
Jmal
2013-11-12
Entre as pausas.
Quero compor meus espaços em poemas.
Minha vida em musicas e minhas palavras em sinônimos de silêncios.
É assim que minha alma estará em descanso, pois quando escrevo não são as frases que importam, mas sim as pausas entre elas.
É nesses espaços que eu moro.
Venha passar essa noite comigo.
Descubra meu nome nos lençóis.
Não sou escritor, sou apenas um poeta e por isso não encontrará nada em minha fala.
Leia a poesia dos meus olhos e sinta a escrita dos meus toques.
Acorde comigo.
Caminhe comigo entre as pausas.
Essa tarde está perfeita para um poema.
Eu lhe empresto meus chinelos e divido minha caneca.
Há muitos, muitos espaços a serem compostos.
A arte de voar
Então...
Escreva
para sair de ti
e invadir o outro
sem permissão ou aviso
sem culpa
Escreva
para libertar-se
para nutrir a alma de sentimentos
a tua, a minha... de todos
Então...
escreva
para renascer
Voe minha bela Fênix
não há gaiola para ti
SINTÉTICO
Com sua pose magnífica
Não exita
Caminha sinteticamente
Vive falsamente
Porque quando chora
Não há lagrimas
E quando sorri
Não há marcas
Ela se dá bem
Ela sempre se sai bem
Com sua vida de plástico
E seu sorriso simpático.
Insônia
Essa insônia que vos digo, não é sozinha. Na verdade ela é uma resultante. Ela vem de tantas coisas, tantas causas.
Parece que eu estou sempre angustiado, a angustia de dever ao mundo o poema perfeito, sei da impossibilidade, mas isso me move, move meus dias, meus passos, meus olhos e gestos. Quem sabe o mundo me dê as letras que faltam naquela palavra, ou me dê mais um dia, como hoje. Pra que eu busque as minhas perfeitas imperfeições.
Angustia de querer fugir pra longe, cheirar o céu e beijar a terra.
Amo sentar no sofá, fumar meu cigarro, discutir comigo sobre minhas discussões comigo.
Acho perfeito me imaginar namorando com cada moça que passa por meus olhos. Vejo namoro, casamento, filhos, família, tudo perfeito. Mas quero nada disso, tenho prazer na tristeza e na solidão. Não conseguiria seguir ao lado de alguém. Sou um quebra cabeças, sem desenho algum, que sobram peças, peças que não se encaixam.
Mas a coisa que mais me intriga, não é o frio na barriga, nem a rima perdida. É rimar sem perceber, enquanto tenta escrever, que a grande ironia, é o perceber... Que o problema de ser poeta, é não ser.
Em meu recanto
escrevo,
canto,
pinto,
rabisco,
danço,
toco,
produzo,
leio,
de minhas ideias faço uso
Em meu pequeno canto,
observo,
sonho,
respiro,
habito,
ou simplesmente vivo.
Eu que de longe pensei em sonhar
Me aproximei, me encantei, vivi a vido de viajar
Sonhar é o que me faz viver, minha base, meu tudo
Ou tudo que me mantem vivo, que tem sentido
Poemas que são como base o sentimento de um poeta louco ou lucido
Quem irá desvendar o poeta?
Se "esconde" atrás de palavras sendo uma eterna duvida ou certeza
Nesse jogo de palavras me encontrei
Da onde tive a lucidez de pensar
Ahh ! Como sou apaixonado pela poesia.
BORBOLETAS
...São poesias em cores /
Vivacidade em luz /
Delicadeza em encanto /
Assim são as borboletas/
Que não são flores /
São cores que voam /
Adornando a natureza com cores...
Jmal Jamal
Versos Escarpados - Borboletas
Bilíngue
Nunca registro meus pensamentos
Tentando ter nenhuma razão
Por ser como me descrevo
Eu escrevo
Poesia é o que eu sinto e penso
Pra entender como sou de verdade
Pra encontrar alguém que fale minha língua
Sou bilíngue
Não Sei o Quanto de Mim Sou Mulher
(Cacos Inconexos)
Não sei o quanto de mim sou mulher
Se na lágrima que deita calada
numa manhã cinzenta
Se na inconstância do desejo
que nuveia a tristeza
Não sei o quanto de mim sou mulher
Se no querer- me livre
assim como os outros
Se no querer-me onipresente
assim como Ele
Não sei...
Sei que de tanto gostar
carregá-la em mim
faz-me feliz