O Amor é como o Vento
“Queria ser o vento
Suave brisa que toca rostos,
Folhas e galhos…
Queria poder ser brisa carregada de esperança e
Tocar o coração de Deus,
Com minha melodia,
Meu som compacto e impactado
Pela voz do Criador!
Queria ser filho!
FILHO EU SOU!
Do Deus da Misericórdia
E da verdade!
Aquele que acalma o mar
Em noite de tempestade,
Aquele que me dá seu abraço
Quando estou no sofrimento!
Mas eu queria mesmo
QUE AS PESSOAS ACREDITASSEM
QUE O MEU DEUS É O MESMO DELAS
E QUE ELE É REAL!
Há,
Como eu queria!”
Há sentimentos que desafiam o tempo, sobrevivem ao vento impiedoso dos anos e se escondem nas sombras do inconsciente, florescendo inesperadamente em um suspiro ou em uma lembrança fugaz. O amor que carrego por ela é assim: uma chama que arde, mesmo sem combustível aparente, alimentada por memórias que já não sei se são reais ou apenas fragmentos embaçados pela saudade.
Não sei mais por que a amo, mas a verdade é que essa pergunta já perdeu o sentido. Amo porque é inevitável, porque está tatuado na minha alma, como um eco que ressoa mesmo quando o mundo silencia. Ela vive em mim, entre as palavras que não foram ditas, entre os gestos interrompidos e as promessas que ficaram suspensas no ar.
Há dias em que esse amor me aquece, envolvendo-me com um calor suave, quase nostálgico. Mas há outros em que ele me corta, trazendo uma dor sutil e persistente — a dor da ausência, da impossibilidade, daquilo que o tempo levou, mas jamais apagou. A saudade é uma presença constante, um fio invisível que me puxa para o passado, mesmo quando tento avançar.
Quase vinte anos se passaram, mas o coração não entende de calendários. Ele apenas sente. E eu sinto — o amor, a dor, e a saudade entrelaçados em um nó que me mantém vivo, lembrando-me de que algumas histórias não precisam de um final, porque continuam a ser escritas dentro de nós.
Adoro sua companhia. Amo nossas conversas, pelo seu brilhantismo e sua inteligência. Você me faz bem. O amor deixa marcas, feito espumas ao vento. Desejo pegando fogo, amor que aquece a alma.
Das ondas eternas da profunda lagoa, sopra incessante o vento matreiro. Amigo de sempre, não falha e não tarda...no meio da tarde já chega ligeiro. Parece que sabe, meu desejo escondido, e nas voltas que dá, aconchega em meu peito, junto às batidas do meu coração. Se amo esse vento, só eu sei o quanto, pois se estou longe dele, a saudade lança seus doídos dardos contra meus sentimentos...a impressão que tenho é de que o mundo parou, nada mais se moveu, desde que ele, de mim se ausentou. Mas eis que já chega, calmo ou trigueiro, levantando areia e folhas, como é hábito do vento...
Se as janelas precisam estar abertas para que o vento circule, então o coração necessita estar escancarado para o ar fresco do amor
De repente,de mãos dadas,seguimos. Oscabelos ao vento, rostos pintados de luz e sombra, bocas pausadas apenas esperando a hora de um beijo iluminado pelo luar.
Navegando
Sou barco à deriva
Açoitado neste mar revolto,
O vento impetuoso sopra forte
As ondas que me assolam
Nestas águas tão voraz da solidão...
O tempo vai passando
E tão longe vai ficando
O porto tão seguro
Que me seria o teu amor...
Vejo por farol o brilho fraco dos teus olhos
Na penumbra destas nuvens de incerteza
De que ao teu porto ainda vou chegar inteiro.
Sigo navegando pela vida
Açoitado pelas ondas deste mar de solidão
Que não me impedirão o ímpeto
De um dia alcançar teu coração...
Edney Valentim Araújo
Um eterno abraço
Um vento frio soprava entre duas almas,
Uma lua incrivelmente brilhante os Iluminavam,
O mundo continuava a seguir,
Mas para Eles tudo parou naquele momento
Um triste menino,
Uma Menina de caráter puro
Com uma alma longíngua,
Que atraía os olhares daquele poeta confuso
Tudo estava perfeito,
Tudo estava nos padrôes
Para ser mais uma noite que se fixaria
Na mente deste mundo de tantos momentos incríveis
Um abraço caloroso para enganar o frio,
O menino encostado num poste,
A menina Abraçada com ele,
Em uma rua deserta
Talvez isto seria um grande filme
De um belo romance em pleno subúrbio,
Uma memória que apenas o papel pode aguentar sentir,
Além é claro daqueles dois indivíduos
E com tudo isso o poeta se lembrava de algo,
Se lembrava de sua mente tão inocente,
Que em outras noites se escondia Atrás
Daquilo que a fazia deitar e dormir
Mas simplesmente naquela noite
Ela achou um novo esconderijo,
Este esconderijo eram os braços daquela jovem
Que traziam o calor para uma alma morta e Congelada no tempo
O menino não tinha sequer uma ideia
Do que aquilo significaria para ela,
Mesmo assim não deixou que sua mente caísse
Nestes pensamentos que só o deixavam desanimado
Contínuou naqueles braços,
Mesmo sabendo que aquilo duraria apenas uma noite
Duraria apenos um momento,
E afloraría sentimentos de passados paralelos
- É amigos todos sabemos que o que é bom acaba,
Nem tudo é como um filme...
Nem todos tem um final feliz
- Na vida temos momentos felizes e infelizes,
Isto que nos cria e nos ensina como seguir ou parar,
Nos ensina a amar ou desistir do amor...
Mas naquele instante o Poeta não conseguia pensar em nada disto,
Ele só conseguia pensar nela e em seu calor.
Gregory Ryan (06/05/2018)
"O mundo suspira, seu sorriso me inspira , a maresia me cobre e a umidade me acode, com o vento do seu sopro que me arrepia, mesmo não estando perto, imagino o céu repleto da paz ao seu lado.
Entenda;
Quem realmente te quer e tem interesse em você;
Faz do vento o sopro procurar você.
Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164
Um menino inocente
No jardim vazio
O sol não brilha
E as estrelas não dão sua luz
O vento sopra devagar
Mechendo suavemente os belos cachos do menino
Dos seus olhos a luz emana
E a chama nunca apaga
O tempo arrasta o vento
lançando dores no mar
a cada vento arrasta o tormento
de lágrimas que não se pode chorar.
Pra Ti Poesia
Eu não te dou o mundo,
Não te dou o cantar do vento,
Não te dou o mar profundo,
Nem o azul do firmamento!
Tu és o que eu contemplo
Na poesia toda sem dor!
Meus olhos pra tu imagem é templo…
E tu pra mim és meu amor!
Oh, como eu me inspiro
Só pra ti ser poesias!
Oh, quantos e quantos suspiros
Ao lerem estas linhas!
Enquanto nestes meus versos
Marulham letras como na água do mar,
Bem lá no infinito universo,
descansa o brilho do teu olhar!
ALVORADA NO CERRADO (outono)
O vento árido contorna o cerrado
Entre tortos galhos e a seca folha
Cascalhado, assim, o chão assolha
No horizonte o sol nasce alvorado
Corado o céu põe a treva na encolha
Os buritis se retorcem de lado a lado
Qual aceno no talo por eles ofertado
Em reverência a estação da desfolha
Canta o João de barro no seu telhado
É o amanhecer pelo sertão anunciado
Em um bordão de gratidão ao outono
A noite desmaia no dia despertado
Acorda a vida do leito consagrado
É a alvorada do cerrado no seu trono
Luciano Spagnol
Agosto/ 2016
Cerrado goiano
Por acaso as coisas acontecem, um vento sul e seus olhos azuis a me perturbar, descontrole, suspiros e um fogo que não queima, o loiro dos seus cabelos é o sol que aquece meu coração, um anjo de pele branca se instalou dentro de mim, meus pensamentos estarão em você até o fim!
E o mesmo vento que me trouxe a tempestade afastou a nuvem escura e já consigo ver a ponta do arco iriz!
talvez amanha seja um dia qualquer
não diferente do hoje.
mas espero que o sol brilhe e o vento sopre
Estou com saudades de você, e isso me incomoda, não o bastante para que eu fique trancado em um quarto preso em cartas e livros caneta e papel escrevendo momentos... que jamais vão voltar....