Nuvem
Para onde olho nos céus nas alturas
Vejo em mim uma imagem a contemplar
Doce,serena nuvem de ilusão mágica em olhar
Me livrando das sofridas agruras.
Tudo para o bem veio concorrer
A divindade suprema da questão
Para o caminho do bem te trazer
Mais uma bondade no seu coração
Eu peço nas alturas para vós me guiar
Colocai-me no bom caminho
Daime a capacidade de amar
E não estar nunca sozinho
Andei nesse mundo não encostado
Joguei minhas dores aos pés do cruzeiro
Vi as luminárias que o mestre havia colocado
As luminárias do Nosso Pai Verdadeiro!
Beijar-te é como tocar numa nuvem.....
sentir o mel mais puro e verdadeiro..!
.....Eu vou onde as tuas asas possam levar-me.!
Eu não sei voar, mas quero o teu amor.....
.....Beijar-te e não sentir os pés no chão.!
Beijar-te é sentir o bater do coração!
......Sentir o teu corpo colado no meu.!
Beijar-te é suspirar e sonhar!
#A beleza da felicidade efêmera#
Visto que frequentemente confundo minha cama com uma nuvem, nela, eu reflito, sonho, escrevo, imagino e me impressiono com lindas paisagens como uma alcateia de estrelas e uma constelação de lobos, um cardume de flores e um ramo de peixes, ou até mesmo um rebanho de montanhas e uma cordilheira de ovelhas.
Algo está certo ou comprovado?
Sim, a minha insanidade…
E insanidade é quase um sinônimo de felicidade, é, os loucos não pensam muito, mergulham de cabeça em tudo, amam mais, sofrem menos, se entregam mais, são mais felizes. Mas não desejo em minha vida a felicidade como um rio perene, e sim como um intermitente, pois possui o dom de renovação. Que graça tem o prazer eterno, que graça teria em viver se a chuva não cessasse, ou se não existesse a lua para interromper o sol, que beleza teria a luz se não existisse a escuridão, o parodoxo das coisas torna mais bela, difícil e interresante a vida, pois, nada conquistado facilmente possui boa qualidade e alegra…
Afinal, do que vale a felicidade eterna?
Não quer ser constantemente feliz, desejo uma felicidade variável, pois, a glória do homem é conquistá-la por diversas vezes.
A Vergonha da Humanidade
Está chegando a hora... de colocar-me para fora. Sou a nuvem negra, sou peste da meia-noite, sou o sangue derramado no barro, sou o além batendo na porta, gritando altamente nas madrugadas, sou o barulho da fechadura, sou a bota batendo na escada, sou o gelo se derretendo, sou o recém-nascido morrendo, sou o grande dilúvio que leva moradias, sonhos e alegrias. Sou mal, não sei definir-me...
O que me resta é tentar ser um prelúdio, mas será muito difícil anteceder algo bom se gosto de atrocidades. Fui desenganado quase morri afogado na areia da minha ilusão, senti até parar meu coração, quase parou de verdade e a dor não cessou. Já matei e roubei tudo por amor, estou falando a verdade, A Vergonha da Humanidade é isto que eu sou.
Janela
Uma nuvem cinza surgiu em minha janela
Cinza de dor e sofrimento
Trazendo memórias de um tempo
Em que a vida não era tão bela
Uma fria gota de chuva respingou em minha janela
Esfriando, cessando as batidas do meu coração
Atenuando minha respiração
Agravando minha agridoce mazela*
Será que a tempestade irá passar?
Será que o tempo irá se abrir
Ou irá apenas me iludir
Não irei a ele me apegar
Como se não bastasse o temporal
O frio vem me visitar
E eu pelo calor a desejar
Padeço de forma imparcial
Um raio de sol bateu em minha janela
Porém tarde de mais era
Em vão foi minha espera
Quebrada está a janela
*mazela: chaga, ferida, doença
Louvação
A mulher na nuvem
Mulher parideira de antanho
O corpo libidinoso da mulher perquerindo sua odisséia
Mulher enfeitada voa com seu perfume
E fuma
E bebe sua graça ou a desgraça
Mulher deitada
O ventre que convida
O ócio de quem é amada
A cor de quem cativa
Mulher debaixo das paredes
Ao sol de todos os anos
Víbora
Meu anjo por segundos
Mulher irreprimida
Ave de asas cortantes
A mesma de antes
A mesma no sempre
Mulher de veludo
O poro
A lua
Mulher sol e lua
Mulher entre sonhos
Mulher mulher mulher
Hino
O vasto acumular de espantos
Grito
Dengue
Mulher de todo o sempre
Nas nuvens
Na cor dos meus sentidos
Mulher dos olhos
Explêndida
Mulher mãe do mundo
Deste e de outros mundos
Doce como um favo
Jardim
Abelha...
Quando nos amamos, nós nos sentimos nas nuvens, mais não se esquece que essa nuvem pode não ser tão segura assim quanto pensa.
"UMA NUVEM PODE ESCONDER UMA ESTRELA.
MAS A NUVEM PASSA,
E A ESTRELA FICA...
A VIDA NADA MAIS É QUE UM SIMPLES INSTANTE..."
não é porque a nuvem é escura que ela vai trazer uma grande tempestade,ela pode trazer apenas uma chuva leve só para regar as plantas.
Ficam tempos de acertos e erros, ficam berros que ecoam em intentos, e na nuvem a premissa do restauro da curva que faz reta uma estrada mais turva.
Essa minha metafórica escuridão saiu do incoerente ostracismo, viu a luz do dia e subiu até a nuvem mais supina, fez vigília, até que do nada resolveu tornar-se arco-íris.
Sempre vou viver procurando a minha avózinha em todas as senhoras de cabelo cor de nuvem, pele marcada pelo tempo e experiência, e esperar (e torcer) para que um dia eu possa ser uma delas, e já que eu não pude saber como era ser neta, que eu saiba ao menos como é ser avó, e que eu possa ser a avó que eu sempre desejei ter.
MULHER É COMO NUVEM
Mutante...
Hora carneirinho
A bela adormecida
Hora passarinho
Madrasta enfurecida...
Mutante...
Hora cão raivoso
Bruxa ensandecida
Vira tempestade
Com vento tenebroso...
Mutante...
Desaparece num instante
Dá lugar ao sol, bondade
Volta segura, saltitante
Algodão doce, de verdade...
Mutante...
mel - ((*_**))
Reflexão
Pensamento... uma nuvem cheia do que já vi;
Sentimento... uma onde que invade a minha pequena praia;
Saudades... O vazio que sinto do que vi e vivi;
Reencontro... uma viagem no tempo, de volta ao passado em direção ao futuro;
Amor... a nuvem do pensamento, a onda do sentimento, o vazio da saudade, uma viagem no tempo a todo tempo...
O amor... dois em um só; Deus em nós; Eu no lugar do outro; todos juntos...
O amor tem muitas faces... pessoas... tempos... versões... e duas moradias... metade dentro do outro... outra metade em mim.
Marcelo ULisses
A nuvem que se esvazia de si, contempla uma floresta que ajudou a manter; aquele que se esvazia de si, contempla ao seu redor o florescimento dos que estavam prestes a morrer.
Tenho que aprender a manda pra longe essa nuvem negra sobre minha cabeça pra que não faça chover em meus olhos