Navegar
Teu olhar teu sorriso tua voz
Teu olhar são ondas revoltas do mar
onde vivo a navegar
Teu sorriso é fonte crstalina e inebriante. Tua voz soa como melodia vibrante
És parte de um passado distante sempre presente
Pois es a lembrança que embala o meu viver
e abranda o meu sofrer.
Que meu corpo seja teu livro favorito,
Onde você possa navegar por entre as letras impressas sobre minha epiderme
E ler devotamente cada uma de suas entrelinhas.
Descobrirá assim que cada página tem o seu encanto
E que a passagem dela te conduzirá a um êxtase cada vez maior,
Cobrindo tua alma com as mais imprevistas e surpreendentes sensações,
Assim como um livro, meu corpo fará você viajar para outro lugar.
Terá uma vontade louca de lê-lo pausadamente,
E a cada leitura aumentará teu desejo de continuar lendo sem interrupção,
E após o término desta intensa e deliciosa leitura terá vontade de lê-lo novamente e novamente.
ONDE NAVEGAR MINHA NAU?
Onde navegar minha nau?
Tudo anda tão seco, árido
Esturricado pela desilusão
Sem encanto, sem vento
Desamparado, sem manual!
Onde navegar minha nau?
Sem água, sem dia, noite
Ferido no próprio coração
Perdido na solidão do tempo
Vivendo como um Bacurau!
Onde navegar minha nau?
Se não existe porto, mar
Tudo anda revolto na imensidão
Sem ver na linha do horizonte...
Um destino que possa atracar!
ACAL'MAR
(F.Franklin)
Eu que sempre tive medo de "navegar".
Deveria saber que o mesmo infinito que assusta a alma, é o oceano que o espírito acalma.
E nesse risco de tempestade em alto mar, meu medo real é o de se derramar ao me aventurar nos mistérios do a'mar.
Devemos deixar o amor navegar à deriva, sem remos, velas, por sobre a aquarela da conturbada e valiosa maré da vida
O verdadeiro sentimento da conquista não consiste em navegar outros mares, mas sim em vê-los com novo olhar todos os dias
Cabeça de poeta
Quando “navegar é preciso” pela vida a qual se apessoa ao indivíduo, tal qual a “saudade da infância querida, debaixo dos laranjais em tardes fagueiras”, daqueles dias felizes que os anos não trazem mais”. Ser poeta incherido é querer ser abduzido pela musa, sob o cultivo da paz. Pensar ligeiro e abrir bem os ouvidos, retirando dos olhos o antigo argueiro. Sonhar sobre um bom travesseiro recheado de amor alvissareiro. Sonhar com Alves alvejado por seus “Navios Negreiros” ao escravizar estrangeiros. Imundos e vis foram nossos pais. Corja jactanciosa demais. Bom mesmo é tirar essas pedras do meio do caminho antes que furem o fundo do nosso escaninho. Porém, com muito carinho, quiçá, poeta, “seja eterno, enquanto, dure”, e pela verve que ferve se apure sua vida inteira, livrando-o dessa ilusória liteira, pois, não irá “coche pela vida” sem eira nem beira, amargando seus ais. Na lida de rara beleza terá realeza advinda da grande riqueza do bom Pai. Quiçá, seja amigo do rei nas terras de “Pasárgada” a qual fica muito além de Taprobana, e que seja um poeta bacana. Sairá sempre adiante, seguirá radiante e saberá livrar-se do “Inferno de Dante”. Será bom viandante e um fiel amante ao palmilhar o caminho da paz.
É isso aí meu velho poeta, rapariga ou rapaz.
jbcampos
Quando ouvir músicas te faz sonhar, sorrir,
Viajar nas letras, navegar nas melodias
Quando ouvir música, arranca os mais belos sentimentos de dentro, te faz querer voar,
Tentar alcançar o céu,
Faz-te querer viver na eternidade agora!
Quando ouvir música é um alento sem
Descontentamento, só ouvir, ouvir te faz feliz. Eleva-te mais perto de Deus.
“Diziam os argonautas que navegar é preciso, mas que viver não é preciso. Argonautas, nós, da sensibilidade doentia, digamos que sentir é preciso, mas que não é preciso viver”.
(do livro em PDF: Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares)
A alma acostumada
A navegar
Em mares sombrios
E tempestuosos
Nas manhãs de calmaria
Desencanta-se...
Amor é quando somos tempestade,
e encontramos no outro a brisa que precisamos, para navegar. Em paz.
Porque o Oceano é maior que as braçadas individuais, o ser humano (se) inspira e expira por navegar em horizontes intangentes.
As vezes me pego pensando que até hoje fui um barco....fui colocado no mar da vida para navegar do meu jeito....enfrentei marés....bonança...ventos de popa...ventos de proa...fui avariado....quase afundei....me remendei e continuei minha viagem....passei por muitos portos...alguns fiquei apenas uns dias...em outros fiquei meses....noutros fiquei anos....ganhei e perdi amigos....ganhei e perdi amores...mas minha viagem tem que continuar...não sou mais forte como antes...nem navego com tanta rapidez....as poucas velas que tenham já não são da mesma cor....desbotaram....vou jogar minha âncora neste porto seguro que estou agora...pois acho que deus o colocou no meu caminho para que eu encerre minha viagem por aqui....Deus sopra o vento para onde ele acha que seremos felizes.
Quando a noite terminar e o dia chegar,subitamente em um rio vamos navegar e a natureza apreciar.Quero ver a flor brotar e o rio se encontrar com o mar...e então apreciar as águas do Velho Chico se confundirem com as do mar, que belo espetáculo a natureza nos mostrará!ela nos levará a sonhar ,será tão belo que iremos delirar e nos braços da natureza iremos nos encantar...que belo espetáculo é apreciar a natureza que há!.