Não Sentir Amor
E o meu coração insiste em sentir algo que ele não sabe falar. Fecham-se as vozes, calam-se as letras e a tinta sobre a folha risca somente o teu nome. Tua imagem acorda os meus sentidos e me faz adormecer em teu olhar. Se é amor, não sei dizer; e nem sei o que é amor. Quando em ti penso, só sei amar. Apenas te amar.
Paisagem
Algo que surge
Nasce do nada
De frma encantada
Que você não age
Não se esconde
Nãi se mente
Não se entende
Só se sente
Preciso de ti
Porque te amo
Sem engano
Tão puro quanto a água
Tão rebelde quanto o sol
Que prazer
Que é te amar
Debaixo das estrelas,
Para sempre,
Ao seu olhar
Sentir a falta de alguém é horrível, dói e não é pouco. Em determinado momento, sua alma se sente letárgica, praticamente adormecida pelo peso do abandono. Em seguida, quase explode ansiando por algo a mais, um sustento, uma liberdade, um sinal qualquer capaz de demonstrar vida. E sim, você permanece de pé, vivenciando essa descrença vergonhosa, sabendo que algo se foi e que agora, não volta mais.
Se ela é perturbada ou não
Apenas julgue o que ela tem no coração
A cabeça de quem ama intensamente
Só quer saber de sentir plenamente.
Aceite-se
Permitir-se chorar
quando o choro insiste,
Não é fraqueza.
Permitir-se sorrir
em meio à multidão,
Não é anti-ético.
Quero me permitir Viver.
Preciso viver e Respirar.
Preciso respirar Amor.
Preciso amar e Sentir.
Preciso sentir a Liberdade.
Quero me permitir Viver.
Quero viver para Deus.
"Corações partidos não são só corações partidos. Parece meio vago o que eu disse agora, mas é isso. Corações partidos não são só corações partidos. É uma história de amor com a solidão e principalmente com todas as lembranças que ainda habitam-nos."
Permitir-se
Fizeram-me acreditar
Que não há limites para sonhar
Sem saber me restringiram
Na busca de alguém para amar
Agora é tudo tão claro
Não se devia escolher
Quem escolhe limita
Não se permite surpreender
Quando o amor aparece
Não importa o momento
O equilíbrio se altera
Precisamos reconhecer
O sentir domina o pensar
Ser sobrepõe-se ao ter
Querer estar com você
Uma razão para viver
Tua Presença
E quando falta fizeres em mim
E eu de ti não me souber apartar
Que faço eu sem teu alento
Brio inocente do qual me fazes
Mais que um simples ser a vagar?
E quando tu puderes me fazer sentir
O que só em teu comando despertas em mim
Rezo por tua presença veemente
Sonhos desfeitos, fatos reais
Que trazes no acordar luzente
De tudo que o amor seja mais belo e capaz.
E quando finalmente quiseres morada
No sempre em nós habitar
Fecho-te a porta de saída
Pois, na entrada, tu fazes bem
Conta feita, dias sem fim, doravante,
Amor, eternamente, ficar.
Você precisa entender que os textos e poemas não precisam ter sentidos. Precisam ser sentidos. Sente a diferença do verbo agora? Ter e ser?
Dar-te-ia o paraíso se a mim me fosse possível!
Não me leve a mal se o meu sentimento extrapola o pólo do sol poente; polo com acento não há mais quem agüente, tampouco, esse trema, que como eu ainda trema um pouco, pois, nesse crepuscular o meu velho coração crescente, pergunta mouco: Onde se encontra meu bem? Vivemos tanto tempo o mesmo tempo de antanho, portanto, o meu amor estranho aumenta vindo desse tempo ausente. A luz do firmamento é tão ínfima perto desta santa lembrança, pois, o seu coração resplandecente, esquenta a minha pobre memória carente. Somente as velhas lembranças acalentam-me, enlouquecem-me, e aquecem-me, e a dúvida permanece: Onde está você? Somente agora sei avalizar a sua presença em formato de ausência, mas nada mais dá pra fazer a não ser, saber: onde está você? Hoje o meu melhor companheiro é o seu velho travesseiro com o seu cheiro conservado pelo meu pensamento esgarçado. Embora, seja meio triste-engraçado, quando acordo e olho ao lado vejo o amantíssimo Pedro, o seu velho gato rosnando, posto deva estar agradando-o com aquele antigo amor profano, causador do meu ignorante ciúme ao sentir o seu extra-sensível perfume... Cadê você, afinal; onde foi que chafurdou?
Deixe-me dormir, acordando para novos encontros com você, somente assim poderei sentir o seu calor musical, colorindo com o mais odorífico amor o sonho desse moribundo e velho trovador mortal!
Estou pensando seriamente em não mais acordar...
jbcampos
Um absurdo ainda afirmarem que não existe vida na lua.
E o que dizer então de nós, lunáticos?
Moradores permanentes desse grande satélite. Refugiados, incompreendidos, taxados de ‘loucos’ na Terra. Hahaha! Loucos por sentir demais, por querer demais, por sonhar demais, por pensar demais, por amar demais...
Deuscreva
Deus é sentimento. É o que mora no coração. Existe mesmo que não o vejam, mesmo que não o toquem e mesmo assim Ele te move e te faz nascer e morrer na vida.
Seu Deus é poderoso? Como um sentimento de irmão, ou de mãe? Aquele que se sente e perdura na distância do tempo? Onipresente, onipotente, omnisciente e único?
Único sentimento de um coração. Amor, o sentimento mais comum e ainda o mais particular. Meu Deus. Seu Deus. Combinam muito bem.
Onipresente, se sente em qualquer lugar.
Onipotente, não se desgasta porque não se questiona, é por si, é a verdade última.
Pois é omnisciente, sabe da verdade, essa verdade de sentir e de ver as coisas com a fé da vontade de transformar o improvável. Verdade que atribui sentido, que transforma outras verdades sob uma dialética dominante.
Deus é sentimento. Eu sinto Deus no meu coração enquanto Ele se aprova em mim por cada expressão do que descrevi aqui, no tempo, no espaço, na verdade, na unidade.
Por que Deus só pode ser um? Porque ser Deus engloba tudo e com tudo não se faz plural. Sentir Deus é sentir, ou não se sentir vazio nunca. Ser Deus é criar, crie um sentimento.