Nada é Absoluto
Se tudo é relativo, então nada é absoluto. Logo, em nada creio. Faço do todo um amontoado de signos.
Há momentos assim, quero dizer, um dia a gente acorda e acha que tudo é um nada absoluto, e a vida da gente é limitada e mesquinha.
A existência se revela no ser de consciência. Nada em absoluto que se revele um mistério. Apenas uma fenda de luz que se acende pronta para ser apagada.
Não há conhecimento absoluto. Se você imagina saber tudo, nada sabe. O conhecimento é assim: Quanto mais se tem, mais se precisa.
Dilema existencial
Eu sou... eu posso ser.. portanto nada de absoluto pode se dizer da condição humana que habita meu viver!
Meus pensamentos mudam a cada instante, hoje sou eu, amanha você... enfim o que permanece imutável é a certeza da incerteza, do inesperado, do desconhecido, e daquele que certamente será esquecido.
Assim como o passado se desfaz, o futuro permanece ainda suspenso e não a nada tão absoluto no tempo... quanto as inúmeras possibilidades trazidas pelo presente.
Cada ponto de vista é uma verdade, nada é absoluto a não ser a verdade de cada indivíduo, pois se prestar atenção em cada ação terá discernimento e sabedoria para tirar sua própria conclusão.
Na Velocidade da luz os cientistas descobrem algumas coisas. No Absoluto do Nada Universal crio o que eu bem quero, na sua escuridão. Livro Atos de Salomão 1.ed, Autor J. R. P. T.
Supostamente contrariando um paradoxo do raciocínio humano, do nada "absoluto" pode emergir um Universo. Entretanto, nas proximidades das Leis de Newton, há nadas "relativos" que geram somente angústia e/ ou confusão.
Antes que o Universo existisse, havia o Nada Absoluto... um sem fim do Nada. Uma parte desse Nada foi se condensando e adquirindo uma consistência maior que as demais partes até dar surgimento aos elementos mais leves da Natureza, gerando os elementos químicos, os gazes rarefeitos, etc. Surgindo a polaridade, os elementos desiguais se atraíram e os iguais se repeliram, formando as massas corpóreas do Universo. Assim surgiu nosso Universo, do abstrato ao concreto, do micro ao macro, do subjetivo ao objetivo, por constantes movimentações entre os tempos T1 e T2. O Big Bang é uma teoria errada por consistir em uma grande explosão partida do nada, e nada não explode, para formar os Corpos Celestes.
É na imensidão do nada que percebemos a nossa pequenez. Mergulho profundo no vazio absoluto quando o pensamento me deixa. E procurando me agarrar a qualquer fragmento que possa encontrar nesse espaço, percebo que nada sou e que são as coisas que me completam. Sinto-me perdida, tenho tudo do nada, mas de tudo me falta para eu ser completa. Minha mente vazia é um tormento; preciso de pensamentos para que eu possa voltar e ser algo.. alguém.. de novo.. que eu pensava que existia!
Como nada é absoluto e isolado neste Universo, essa regra também se impõe ao livre arbítrio ou ao determinismo. Não pode haver livre arbítrio se esse não se mover para além dos limites da fatalidade e do automatismo instintivo. Aliás, a liberdade só tem sentido, como bem humano, enquanto soergue-se para derrubar limites.
Mas, tomemos cuidado: romper limites não significa demolir a casa, mas saber abrir e fechar as portas, sair de casa e voltar para ela na hora segura. Não há liberdade no Caos, bem como não há progresso na desgraça! Ao sairmos pela soleira da frente de casa, tomemos cuidado para que as portas não se tranquem por dentro, ficando então nós “sem pai nem mãe” no Mundo.
(Em "Sobre o Livre Arbítrio": http://wp.me/pwUpj-1mz)
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