Música e Saudade
Saudade quando a minha pergunta tinha uma resposta
De quando respondia oi meu bem na mesma hora
Hoje é só oi, tchau
Fica com Deus e de vez em quando um boa noite
Sentimento seu nenhum
Te amo e você nem tchum
Lembra a gente no começo
Da minha língua dando volta no seu beijo
Vim, tanta areia andei
Da lua cheia eu sei
Uma saudade imensa
Vagando em verso eu vim
Vestido de cetim
Na mão direita, rosas
Vou levar
Saudade eu desejo, em segredo, em segredo
Então peço que fique um pouco mais
Te chamo pra valsa e você nega
Mas se é pra ciranda pede e me espera
Que eu já vou
Às vezes fico com saudade
De momentos que eu ainda não vivi
Às vezes peco na vontade
De sentimentos que eu ainda não senti
Te vejo nas paredes dos hotéis
Eu vivo interpretando papéis
Às vezes não sei mais quem sou
Me deu vontade de voltar
Pois eu sei, que você quer viver comigo outra vez
Que você quer viver ao lado meu, até a luz do sol se apagar
Eu tô com uma vontade danada
De te entregar todos beijos que eu não te dei
E eu to com uma saudade apertada
De ir dormir bem cansado
E de acordar do teu lado pra te dizer
Que eu te amo
Que eu te amo demais
Hoje eu vou sair pra dançar
E se a saudade me procurar, ninguém me viu
Hoje eu acordei virada
Tô do avesso e até minha lágrima sorriu
Se é fechamento então vou brindar
Deixar saudade depois de morrer
Antes eu já fiz minha mãe chorar
Foi bem antes do meu velho morrer
Silêncio de amor
"Na presença do silêncio
Uma caixinha toca,
Com saudade,
Aquilo que ninguém ouviu...
Tão alto quanto as batidas do coração da caça,
E tão discreto como a respiração daquele que dorme.
Dorme e sonha,
Sente e arrepia.
Como o calafrio que o vento trouxe
Que corre na espinha,
Que tira o fôlego,
Mas que ninguém viu...
Na presença do silêncio,
Outro som.
Previsível,
Como um disco gravado na memória.
O silêncio nunca foi tão acolhedor
E a caixinha barulhenta de dor,
Para e repara
No silêncio triste, que a pouco,
Fora a melhor das músicas."
Chora comigo saudade,
chora comigo sem pena,
machuca sem piedade,
a falta dessa morena,
levando minha felicidade,
em uma noite serena.
A cidade tá na mesma e eu volto pro mesmo abraço
Eu sei muito bem o traço da saudade
E quando eu chegar
Me espere em sua porta
E não me deixe ir
Se sabe que eu não volto
Então, o que vai ser?
Seu perfume tá impregnado nesse quarto escuro
Que saudade desse cheiro de cigarro
E desse álcool puro
Rita, eu desculpo tudo
Somos a chance de um afeto exemplar
Muito antes da vaidade, existe cumplicidade
E saudade do que está pra chegar
Ausência quer me sufocar
Saudade é privilégio teu
E eu canto pra aliviar
O pranto que ameaça
Difícil é ver que tu não há
Em canto algum eu posso ver
Nem telhado, nem sala de estar
Rodei tudo, não achei você
Eu lembro que você disse que tava cheia de saudade de mim
Eu lembro que eu te disse que a vida nunca foi tão fácil assim
Mas olha só, calma lá
Vem pra cá, por que não quer ficar? Quer brigar
Eu só quero resolver, descomplicar
Eu só quero você, tenta me ajudar
Vivo andando no mundo
Na gaiola da saudade
Igualmente um passarinho
Voando solto nos ares
Querendo água e comida
Pra matar minha vontade
Deixo minha terra chorando
Pra morar em outra cidade
Que saudade dos meus amigos
E do tempo que não volta
E os que tão privados
Uma hora o juiz solta
Tô sabendo das novidades
E eu só queria dar uma volta
Pra esquecer tristeza e tô voltando na revolta