Muros
Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos; seus muros estão sempre diante de mim.
Isaías 49:16
Rua toda torta, de velhas casas e muros,
janelas quebradas, musgo nos jardins,
quantas memórias em suas fachadas,
muitas das quais, tatuadas em mim
Minh''alma vaga de porta em porta,
meio perdida na companhia do vento,
sem bagagem, olhos e ouvidos abertos,
percebendo murmúrios antigos do tempo
Devo ter sido dessa rua, reconheço,
cada passo, cada sonho e realidades,
esperanças, lutas, desassossegos,
onde plantei sementes que se chamam saudade
Em 15/ 03/ 2.009
Poderia gravar em muros. Tom vermelho sangue. Usando somente as unhas das mãos, escreveria o quanto a solidão me faz companhia. Riscando e riscando até o sangue ser tinta. A dor como matéria prima. Esse seria meu tributo original. Tudo estaria em lingua antiga. Iniciaria em latin e terminaria em yorubá. Pontos e vírgulas estariam dispensados. Quando a carne nas extrimidades dos dedos
já não existissem. Quando o próprio osso fizesse ranger, alternaria com a outra mão. Verdadeiro manifesto de amantes. Daquele dia em diante, aqueles que por alipassarem não conseguirão evitar tamanha contemplação, ajoelharao. A parede fria seria beijada como se beijassem as feridas de jesus ainda cruas. Bem ali, seria constituído ponto de oferenda para os diferentes deuses. Sacro muro. Pagãos seriam bem vindos. Ratos encontrariam verdadeiros banquetes. Baratas dançariam em sincronia com outros insetos. Mariposas teriam refúgio à sombra do muro. Nada poderia ser profanado. O pé que ali pisar, untado em azeite deverá estar. A boca que ali abrir, em vinagre terá sido inundada.
Tudo terminaria assim:
para ela,
solidão
minha algoz e fiel companheira
Cores e Dores
Meu coração...
Feito de muros...
Portões...
E você com seu jeito...
Meio louca...
Meio muleca...
Pulou todas as barreiras...
Como numa brincadeira...
Brincando...
Me mostrou a forma verdadeira...
De sentir...
As cores...
As dores do querer...
E não poder...
De ver...
E não poder alcançar.
Existem muros que ainda hão de demorar para cair em terra! Estou falando da liberdade de aceitar as escolhas mesmo que para nós; achamos algo decadente.
Mas mesmo que isso aconteça. A liberdade em todos os sentidos, sempre terão olhos para novos desafios. Respeitando opiniões adversas; já é um enorme passo.
Vamos olhar além dos muros que construimos para separar
Sem medo de confiar
Sem medo de insistir
Pois os muros que a gente constrói só nos impede de ir.
Quando a igreja ora, o chão treme, pilares caem, muros se desfazem, fontes se abrem no deserto, algemas se quebram caindo pelo chão e portas e portas se escancaram.
Há muitas penas
que voam sem rumo,
caindo sem penas em ruas
e por cima de muros
Assim as palavras
que ferem, são,
quando em calúnias
as línguas ferinas
as dizem sem noção
"A educação não se dá apenas com diplomas e espaços destinados a ela. Vão para além dos muros da escola. Dessa forma, você é fundamental nesse processo educativo, que perpassa pelos aspectos social, cognitivo e afetivo, tornando assim, um Educador. Contamos sempre com esse elo. "
Se um homem tem ouro, ele vive com o terror de que alguém o tire, e então constrói muros ao seu redor. Então todo mundo sabe onde está o ouro, aí eles o pegam. É assim que acontece sempre, irmão. Tolos e ouro, juntos.
Não há reis ou reinados, que dure para sempre. Tão pouco haverá barreiras, muros ou muralhas, que um dia não caiam por terra.
Quando os muros caem sobre mim,Os muros que eu mesmo construi eu mesmo moldei para se parecer mais atrativo,Um por um desmorona as vezes me sinto em Berlim.
Pescando um marlin para ter um duelo honroso de espadas,Porém estou em algum mundo pouco mundano e muito mudando,Construí conexões e hoje nada tenho a me conectar.
É preciso atentarmos de que não se deve fechar o conceito de aprendizado sobre os muros de uma escola, pois ele está para muito além deste ensino formal, sendo deveras maior, mais dinâmico e de maior amplitude que este.
“A cidade dos Muros"
Na sua vida muros
Minha vida pontes
Ultrapassar
Indecisão
Te esperei
Aos pés das pontes
Você não apareceu
Ficou rente aos muros
Não me viu
Talvez estivesse
Me esperando
Assim
É mais romântico
Murros quero dar
Destruir estes muros
Para que me veja
Te esperando
Nas pontes
Interligando canais
Navegue entre eles
Como todo carma
Talvez algum dia
Nos vejamos em
Veneza
Nesta hora
Tenho certeza
Seremos carnais
Ou
Assim
Murros quero dar
Destruir muros
Ficar somente pontes
Interligando canais
Como todo carma
Te espero em Veneza
Ou
Assim
Vou destruir muros
Para que me veja
Navegue nos canais
Carnais
Talvez algum dia
Nos vejamos em Veneza.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury