Muralha
Derrube a muralha do ódio e tranque o cadeado do baú da discórida.
Depois construa um castelo de amor e abra as portas para as alianças.
Sempre que eu acho que terminei de construir minha muralha, você vem guarnecida com o maior exército de emoções que meu reino já viu. Diante das tuas armas de cerco os muros do meu castelo são nada mais que o pó da terra diante dos ventos dos céus, e eu sei que é uma guerra perdida sempre que declarada, mas ainda sim busco resistir ao máximo e a cada vez insisto na batalha, eu nunca fui de me render sem lutar.
Construí uma muralha em proteção aos meus sonhos, onde nenhum ser humano consegue transpô-los e que jamais algum ser vivo pode derrubá-los. Não é que eu seja um super-herói, sabe? Mas é que a fé que eu tenho e o amor que eu sinto, são.
Escalando As Montanhas
A inércia dura e fria
da granítica muralha
que se ergue sobre a via
da humana e vã batalha
Guarda, em si, como quem cria
em seu ventre a fantasia
de um sol que não se espalha...
Cuide para que a sua muralha não se desgaste com a ação do tempo, somos feito de atos que construímos ou deixamos ao longo dos dias sermos corroídos... a vida é uma casa em constante construção.
O amor não tem frágeis elos, sucumbi nossa alma com a fortaleza de uma muralha, o mistério da anatomia humana e cria vozes límpidas de ternura e bom grado.
Não sei se amo, porquanto ainda não tenho essa combinação rigorosa de sintomas que me fazem sentir falta do que não me falta. Será assim mesmo ? Esse amor sentido, fincado em peito aberto que me faz calar a boca e perder o sono? Será que finda ao início de poeira duvidosa e refresca minhas ideias ao pequeno bem tratar? Não! O amor é finito, não se cobra , mas se sente, não se emborca de dívidas mas se analisa e, se arrastado , não caminha, visto que um deleite o desvirtua . O amor é nobre mas decisivo , robusto em decisões firmes porque os porquês são muitos e, quando amamos permitindo o erro, nos afundamos em fogo brando porque corrói a missão , objetivo principal do trajeto a dois.
Às vezes, não enxergamos a felicidade porque ela está atrás da muralha do medo que não temos coragem de derrubar.
Eu construí uma linda
Muralha pra me proteger
Mas percebi nessa linha
Que ela não me protegia
Ela apenas me isolava.
Eis a muralha, que protege o meu íntimo, nada soa melhor a minha audição senão a verdadeira e única melodia que deixa e se deixa fluir nas cordas daquilo que toca não só com os dedos, mas também com a alma.
In Ela
“A intransigência, a ignorância é uma espécie de muralha que impede a chegada aos céus.”
Giovane Silva Santos
Adoro te ver, me inspira a fazer poesia
Caminha pela Muralha da China e te levar para ver a vista bela da colina.
Suporto as pedras, pois elas me fazem forte, ao ponto de me permitir construir com elas uma muralha.
Havia uma muralha
Que separava nós dois
Em meio a tempos foi derrubada
Mas em um dia surigiu se algo maior
Não uma muralha qualquer
Mas algo inquebrável
Que criou uma distância
É... isto se tornou indestrutível
Entre Mim e Ti -
Entre mim e ti há uma parede
Há uma muralha de silêncio
Um grito abafado sem direcção
Um prado que devia de ser verde
Um sonho agreste, prolongado e extenso,
Uma estátua fria sem coração!
Entre mim e ti há tantas dores
Há tantas aguarelas por pintar
Que as cores transformam-se em desejos
Os desejos procuram os sabores
E os sabores desejam, quem, ao amar,
Saiba pôr a Alma num só beijo.
Entre mim e ti só há pálidas lembranças
Instantes vestidos de martirios
Águas instaladas em poços virgens
Berços embalados sem crianças,
Pela vida, tantos passos como lirios
A que os nossos dois destinos não se cingem.
Entre mim e ti há ódio e vingança
Há um vento pulmunar agreste e frio
Que nos corre pelas veias sem razão
vai e volta sem parar, perdemos confiança,
Seguimos à deriva como um rio
E abandonamos à sorte o coração.
Nossas vozes perderam a vontade de falar
Nossos olhos não se tocam nem desejam
É tudo tão diferente ao que eu pedi
Mais vale dizer adeus do que chorar
Pois nossas bocas separadas não se beijam
Por haver tanta coisa má entre mim e ti.
No amor a conquista é a ponte e a deprecação uma muralha. Na primeira se monstra a maturidade e na segunda as fragilidades.