Aos poucos frases
Aos poucos foi deixando de lado todas as suas coisas, de modo que certo dia percebeu que em algum momento, deixou a própria a vida...
Mulher de vida fácil
Que fácil que nada
Vida dura
Vida angustiada
Amada por poucos
Maltratada por muitos
Mantida a distância
Como se estivesse infectada
Aparência de forte
Frágil mulher
Encara a vida de frente
Não desiste do que quer
Dorme e sonha com
Príncipes e castelos
Acorda triste e chora
Se prepara para a batalha
Nunca desiste
Acredita em Deus
E sabe que ele
Acompanha os passos seus.
A Amizade é fácil para começo, mas poucos conseguem levá-la até o final e torná-la sincera e verdadeira!
Poema das Coisas
Os risos são poucos e brandos,
os risos não são sorrisos.
O amanhã virá e o dia menino
e a aurora menina,vestida de branco,
patética e cheia de segredos,
minhas mãos quebradas escreverão poemas,
meus olhos cegos colherão estrelas,
lírios arderão nas tuas mãos frias,
terás gestos livres e esperanças largas,
meus braços abraçarão teu mundo.
Mas agora, quando te olho, de soslaio, a corda que amarra minhas mãos desprende-se aos poucos – faz-se corda de banjo, tocando sempre uma música que acalma. E, assim, minhas frases embalam teus gestos, tuas formas, teu beijo. E, assim, toda noite, antes de dirigir-me ao meu leito, olho teu retrato... e custo a acreditar que o que vivo é real. Não fosse sempre tua boca na minha, teus braços envolto ao meu corpo, e teus olhos – tão lindos! – iluminando meu caminho, cogitaria a idéia de estar em um sonho infindo.
Eu quero paz
Ele caminha por entre a vida
Essa que um dia o massacrou
E que aos poucos o matou
Em doces despedidas.
Novas esperanças ele depositou em um novo ser
Um que quer ensinar o que é ter
Um amor de verdade sem sofrer
Sem um dia ter que morrer.
Sofrer não é amar demais
Saiba amor que quero paz
Essa que só você traz
Sem ter a chance de um dia pedir mais.
MAX FRANÇA
Os meus poucos amigos me chamam de filosofo do povo. Às vezes quando nos encontramos e vamos ate o Café A Brasileira, para compartilharmos idéias ou simplesmente relatar fatos corriqueiros. Sentados à mesa nós rimos como crianças inocentes e nos embriagamos com café e mais de uma dúzia de cigarros, enquanto palavras soltas misturam-se com o azafama da velha cidade ate que o dia desvanecesse vagarosamente e ultimo cigarro se apaga.
Dizemos que temos fé em Deus e o amamos, mas poucos compreendem o que quer dizer fé. Pensando bem, o que é mesmo a fé? Constantemente cremos no invisível e o amamos porque não o vemos, mas todos aqueles que nos são próximos, nós os desprezamos. Jesus disse “tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber, estive preso e nunca me visitastes”. Só hoje que vim a compreender as suas palavras, pois a minha dor esta diante do que observo constantemente. Como é fácil amar o que não vemos e difícil amar o que esta patente aos nossos olhos. Nos enganamos quando dizemos que amamos a Deus, mas esta é a fé dos homens.
Sabes!!... São poucos aqueles que entendem
O verdadeiro significado da vida.
Afinal a vida se resume a uma só palavra;
Aquela que deve ser sempre prenunciada em silencio...
ESPERANÇA.
Amizade;
palavra que todos nós conhecemos, mas poucos sabemos o significado... já dizia o poeta: "amizade é o amor que nunca morre." e ele foi sincero ao falar esta frase... As vezes a vida nos tira os nossos amigos de "perto" de nós, mas de uma forma ou de outra... só retira fisicamente, porque espiritualmente permanecerá as lembranças, o amor ... mesmo que mude, mesmo que as coisas não andem como antes, mesmo que aconteça a separação, mesmo que algo afete... o VERDADEIRO permanece pelo simples fato de ter entrado em nossas vidas e por algum instante tê-la transformado.
Amor...
Bonita palavra que muitos dizem...
E poucos sente....
Muitos fazem sofre...
E outros sofre por que sente......
E não pode dizer...
EU TE AMO!!!!
Existe pessoas que anos convivem com nosco e poucos
representam
Outras entram em nossa vida por acaso e grava o nosso nome
E voce concerteza e uma elas
Os Três Mal-Amados
Olho Teresa, vejo-a sentada aqui a meu lado. A poucos centímetros da mim. A poucos centímetros, muitos quilômetros. Por que essa impressão de que precisaria de quilômetros para medir a distância, o afastamento em que a vejo nesse momento?
Olho Teresa como se olhasse o retrato de uma antepassada que tivesse vivido em outro século. Ou como se olhasse um vulto em outro continente, através de um telescópio. Vejo-a como se cobrisse a poeira tenuíssima ou o ar quase azul que envolvem as pessoas afastadas de nós muitos anos e léguas.
Posso dizer dessa moça a meu lado que é a mesma Teresa que durante todo o dia de hoje, por efeito do gás do sonho, senti pegada a mim?
Esta é a mesma Teresa que na noite passada conheci em toda intimidade? Posso dizer que a vi, falhei-le, posso dizer que a tive em toda intimidade? Que intimidade existe maior que a do sonho? A desse sonho que ainda trago em mim como um objeto que me pesasse no bolso?
Ainda me parece sentir o mar do sonho que inundou meu quarto. Ainda sinto a onda chegando à minha cama. Ainda me volta o espanto de despertar entre móveis e paredes que eu não compreendia pudessem estar enxutos. E sem nenhum sinal dessa água que o sol secou mas de cujo contacto ainda me sinto friorento e meio úmido (penso agora que seria mais justo, do mar do sonho, dizer que o sol o afugentou, porque os sonhos são como as aves, não apenas porque crescem e vivem no ar)
Teresa aqui está, ao alcance de minha mão, de minha conversa. Por que, entretanto, me sinto sem direitos fora daquele mar? Ignorante dos gestos, das palavras?
O sonho volta, me envolve novamente. A onda torna a bater em minha cadeira, ameaça chegar até a mesa. Penso que, no meio de toda essa gente de terra, gente que parece ter criado raízes, como um lavrador ou uma colina, sou o único a escutar esse mar. Talvez Teresa...
Talvez Teresa... sim, quem me dirá que esse oceano não nos é comum?
Posso esperar que esse oceano nos seja comum? Um sonho é uma criação minha, nascida de meu tempo adormecido, ou existe nele uma participação de fora, de todo o universo, de uma geografia, sua história, sua poesia?
O arbusto ou a pedra aparecida em qualquer sonho pode ficar indiferente à vida de que está participando? Pode ignorar o mundo que está ajudando a povoar? É possível que sintam essa participação, esses fantasmas, essa Teresa, por exemplo, agora distraída e distante? Há algum sinal que faça compreender termos sido, juntos, peixes de um mesmo mar?
Donde me veio a idéia de que Teresa talvez participe de um universo privado, fechado em minha lembrança, desse mundo que através de minha fraqueza eu me compreendi ser o único onde será possível cumprir os atos mais simples, como por exemplo caminhar, beber um copo de água, escrever meu nome, nada, nem mesmo Teresa.