Mona Lisa
Sentir. E ser. Isso me basta.
Não me pergunte quem sou. Não me dêem a difícil tarefa de me descrever, não sei se encontraria em meu vasto vocabulário palavras para definir o que sou.
Na realidade desconheço.
Eu não quero me entender, não pretendo me decifrar.
Perderia toda a graça de me ser.
O que me encanta em não saber quem sou é o mistério. Me excita a quase descoberta da matéria que me constitui. O prazer de desbravar cada pedaço de vida espalhado pelo tempo. Tentar juntar os cacos do que sou.
Gosto de me encontrar no oco de mim, de sentir o sabor desconhecido das minhas sensações. Como provar um fruto até então desconhecido. Descobri o doce e o amargo que existe no meu eu mais profundo. Experimentar ser o que sou. O que não sei se sou.
Sinto o êxtase quando caio no vazio de mim mesma e chego ao âmago do meu ser. Chego a essência. Mas não decifro a matéria. Não vejo.
Apenas sinto o que sou, mas a descoberta cai no largo do esquecimento quando retorno ao meu extrínseco. Quando me perco novamente.
Sou só mistério, matéria oculta e incompreesível a mim mesma.
Se ousasse me revelar talvez deixasse, eu, de existir. Não quero conhecer.
Quero apenas sentir. E ser.
É vasto. E me basta.
PAZ.
Busca interminável pela harmonia consigo e com o mundo. Pela sensação de viver livre e leve, sossegado, distante das inquietações que nos perturbam. A paz é um estado de intimidade com o próprio 'eu ' , o silêncio que acalenta o nosso coração fazendo-nos transcender o nosso próprio ser.
O desejo de calma, mesmo quando o coração está frenético. É poder degustar cada sentimento sem obstáculos.
Ser livre para sentir.
É a força que supera a guerra, a coragem que sobrepõe-se ao medo. A sensação de estar longe de toda a negatividade.
É sentimento que nos eleva. Vasto. E em todas as suas abrangências, pela lei, pela força, eterna, mundial, interior, ela não acontece, mas nasce e somente pode ser cultivada dentro de cada um.
Cultivemos, sejamos a paz!
Eu posso todas as coisas. Eu tenho todos os sonhos. Tenho em mim os desejos do mundo. Quero o impossível.
Não sei. Uma vontade louca de cessar o pensamento, de estagnar meu coração. Tento fugir de mim e sempre me encontro no fim.
Falar de Felicidade é muito mais simples do que eu entrevia. Sentir é que é difícil. Deixar-se sentir é que complica.
Seria inútil contar minunciosamente cada detalhe do que eu sou. Desnecessário. Você tira sempre suas próprias conclusões.
Cronologicamente. Milimetricamente. Está tudo no mesmo lugar. O de sempre. O de sempre me acontece diariamente. Sempre.
Só depois de quebrar a cara é que percebemos que estávamos agindo errado. Só depois que a gente sofre ( e sofre muito, não é pouco não!) é que percebemos que de nada adiantou o sofrimento.
Quando o mundo é demais para mim eu me refugio nesse meu mundinho de utopias, de sonhos, fantasias. Só pra descontrair.
Deixa.... Deixa rolar.
Deixa que a vida te leve, que os sonhos te carreguem. Seja você.
Deixa que tudo aconteça como tem que acontecer.
Deixa que digam, deixa falar. Deixa acontecer.
Deixa de lado o que não te faz bem, deixa pra lá quem não te quer bem.
Nenhuma força externa vai agir sobre mim e modificar o que EU tenho que modificar. O que somente EU serei capaz de reorganizar dentro de mim. Porque só eu me conheço a ponto de saber o lugar certo de cada coisa.