Místico
Aurora o Messias, resplandecência divina, agora é o ápice temporal. Candelabro humanoide, místico progenitor, relevância sóciojurídica. Ainda que a equidade divina prescinda da imagem humana, a efeméride em foco significa a ressurreição do Filho Celeste em meio à derme cronológica do Setentrião e do Austro. Trilho histórico da fé expectante.
Um labirinto místico...
Não dá pra nem pra descrever em uma linda frase.
Porque buquês são flores mortas num lindo arranjo, feito pra você!
As ruas estão cheios de almas tão vazias,
A ganância vibra, a vaidade excita!
Não precisa perde e sofrer pra saber o que é melhor pra você...🧠💭💭😘🍫
Um chamado João
João era fabulista?
fabuloso?
fábula?
Sertão místico disparando
no exílio da linguagem comum?
Projetava na gravatinha
a quinta face das coisas,
inenarrável narrada?
Um estranho chamado João
para disfarçar, para farçar
o que não ousamos compreender?
Tinha pastos, buritis plantados
no apartamento?
no peito?
Vegetal ele era ou passarinho
sob a robusta ossatura com pinta
de boi risonho?
Era um teatro
e todos os artistas
no mesmo papel,
ciranda multívoca?
João era tudo?
tudo escondido, florindo
como flor é flor, mesmo não semeada?
Mapa com acidentes
deslizando para fora, falando?
Guardava rios no bolso,
cada qual com a cor de suas águas?
sem misturar, sem conflitar?
E de cada gota redigia nome,
curva, fim,
e no destinado geral
seu fado era saber
para contar sem desnudar
o que não deve ser desnudado
e por isso se veste de véus novos?
Mágico sem apetrechos,
civilmente mágico, apelador
de precípites prodígios acudindo
a chamado geral?
Embaixador do reino
que há por trás dos reinos,
dos poderes, das
supostas fórmulas
de abracadabra, sésamo?
Reino cercado
não de muros, chaves, códigos,
mas o reino-reino?
Por que João sorria
se lhe perguntavam
que mistério é esse?
E propondo desenhos figurava
menos a resposta que
outra questão ao perguntante?
Tinha parte com... (não sei
o nome) ou ele mesmo era
a parte de gente
servindo de ponte
entre o sub e o sobre
que se arcabuzeiam
de antes do princípio,
que se entrelaçam
para melhor guerra,
para maior festa?
Ficamos sem saber o que era João
e se João existiu
de se pegar.
Imagine alguém, sendo conduzido por um belíssimo e místico ser Angelical, em forma de coruja, com destino à biblioteca mental de Deus?
E que tivesse acesso aos arquivos de Sua infinita sabedoria, situados dentro de Sua mente?
E que pudesse apreciar, quando bem entendesse, os riquíssimos volumes neurais Divinos?
Então...
👑🦉👑
Às 09h16 in 01.10.2023
Eu já fui extremamente cético, assim como já fui profundamente místico... Ambos foram metades cegas e incompletas.
O cético duvidava de tudo, e por isso perdia a magia da vida, vivia fora da realidade.
O místico acreditava em tudo, e por isso perdia a lucidez da vida, vivia fora da realidade.
O cético estava tão enraizado na Terra, que até mesmo olhando pra cima ele se questionava se existia Céu.
O místico voava tão alto no cosmos, que até mesmo quando caía já não podia mais tocas os pés no chão.
Através do contraste entre os dois, eu percebi que ambos cumprem juntos um papel único e fundamental na minha vida...
Mas que sozinhos, nenhum deles é inteiro.
Existia um Místico, que desejou fazer o seguinte pacto com o Universo: dê-me rejuvenescimento eterno. Então isso lhe fora concedido!
Porém, ao passar dos Anos, o homem Místico percebeu que quanto mais jovem ficava e saudável, mais problemas lhe aconteciam. Os problemas de antes, nem se comparavam aos vigentes. Notou então que houve uma significativa potencialidade em seus problemas de forma tal, que já não podia suportar o fardo da vida. Então, desejou que seu dom da imortalidade, se retirasse. O Universo assim concedeu e a paz da qual desfrutava, voltou a reinar. O Místico então compreendeu a seguinte lição: mais vale uma vida razoavelmente curta, mas com muita paz, que viver sempre jovem e eternamente, mas cheio de tribulação!
Me interessam. Ainda resta a certeza, um silêncio, o tudo igual. Místico, tudo o quase sempre. Parar para ouvir o banal, peço silêncio. Quero poder chegar, eternamente ao mistério quando o nada for.
A clarividência não é apenas um conceito místico; trata-se de ter uma visão clara e perspicaz sobre situações, eventos ou informações que normalmente não seriam imediatamente óbvias. Um exemplo simples disso é quando alguém prevê com precisão o resultado de um evento, baseado em insights e percepções que vão além das evidências visíveis. Isso demonstra a capacidade de enxergar além do óbvio e compreender contextos mais profundos.
Meditação não é algo místico! Meditação é Atenção!
Atenção é função natural da Alma Humana e de muitos outros Animais!
Acontece que, devido à falta de Fé ou às preocupações com a vida, a Alma Humana perdeu o poder da Atenção e ganhou o poder do Pensar!
Do mesmo modo que precisou de tempo e prática para ganhar o poder do Pensar, também precisa de tempo e prática para recuperar o poder da Atenção!
O bom da recuperação do poder da Atenção é que a Atenção exclui o Pensar!
Rosetas
Os quatro ventos do místico ar da civilização. Quero que este muro construído com mentes retrógradas, desapareçam no espaço. Abram finalmente a porta e o portão aos injustiçados. Que toquem trompetes no céu e eu morria feliz. Ah, Abram-me Outra Realidade, símbolo de qualquer coisa no alto de uma coisa qualquer
O norte, o que todos querem
O sul, o que todos desejam
O leste, de onde tudo vem
O oeste, aonde tudo finda
Os quatro modos de não ter razão, e entender o mundo.
SEMELHANTE
O cerrado, místico, denso e feiticeiro
Sinuoso, diversidade um repleto veio
Espinhento, áspero, e singular cheiro
De magia vai deixando o poetar cheio
Se a secura envolve o agreste roteiro
Embora seja, a chuva também é meio
Pancadas, carregadas, vento violeiro
Que canta nos buritis, vergado esteio:
Então, ora acinzentado, ora matizado
Teimoso e fagueiro, pincela o cerrado
Tudo converte, a quantidade aprouver
É semelhante ao cerrado o meu fado
Ora descorado, ora tinto, vou variado
E neste tom, irei onde mansidão tiver!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15 abril, 2024, 12’20” – Araguari, MG
Passo a passo
Eu vim passo a passo errando
Parei no cerrado, hoje solitário
Chão árido, místico templário
Me vi na sorte contemplando
Então pus asas no imaginário
Em vagidos ocos, murmurando
E como peregrino venerando
Em silêncio, orei neste sacrário
E assim o meu poetar ficou perdido
Entre sonhos aos sons estradivário
Devaneando em suspiros indefinido
Já fiz o que vim fazer, involuntário
Fui nobre reverência e saio provido
A alma cheia de um amor solidário
Luciano Spagnol
Maio, 24 de 2016
Cerrado goiano
DOR SUPREMA
Cai a noite, é outono, o cerrado chuvoso, prosa
o amplo e deserto céu, místico e tão sombrio
uma saudade rameira de angústia tenebrosa
geme, ladeia, se fazendo de um silente vazio
É noite. Chove. A sensação se vê preguiçosa
que só tortura... a recordação provoca arrepio
porque sofre na poética do bardo calamitosa
que só tem nas sombras de um nublado estio
E a noite adentra, e as saudades, uma a uma
pesam na solidão, e assim, a tristura exuma
acordando no sentimento o aperto que aflora
Ah! Eu quisera, planear a felicidade no poema
dum dito amor, um amor, não a dor suprema...
Chove lá fora! Cá dentro a minha alma chora!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 março, 2022, 17’52” – Araguari, MG
BRASIL CENTRAL (cerrado)
Ó cerrado! ó sertão místico e mestiço
Ó visão, dum pôr do sol que vermelha
- chão, que a secura está sobre a grelha
E o encanto ao dissonante é submisso
Pois o airoso, onde ao torto parelha
Abre a admiração à surpresa do viço
Da tosca vista de ambiente maciço
O gérmen vivo da variada terra velha
Sempre o constante! azul do céu anil
Sobre o planalto... flores exuberantes
De renovo e de um invariante desafio
Anda a poesia aos olhos sussurrantes
Desse seio onde nasce o feitiço luzidio
Do território central do nosso Brasil!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/03/2020, 10’26” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O místico conversava com um daqueles homens imparciais.
"ele dizia ao místico, mestre andei por vales e cumes, montanhas, cidades, vilarejos, e nestas andanças fiz de mim inúmeras fotos, mas previlegiei apenas a mim e aos lugares" .
E, o solitário místico que ouvia e via tudo em Silêncio fúnebre disse, "em meio à todas estas fotografias, quem é você?" Chegastes a alguma conclusão ainda que remota, ou mera, suposição?".
E o homenzinho disse é verdade, quem sou mesmo?
E os dois sorriram...
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