Meu Corpo
Pelas curvas de meu corpo suas mãos se encontravam.
Passeando de canto a canto a deixar suas marcas.
Nos doces dos seus lábios me perdia.
E na curva do meu pescoço,você se escondia.
-Yv11
Quando o meu corpo sente a falta do teu corpo, eu fecho os meus olhos, deixo minhas mãos percorrerem minhas curvas, e suavemente me acaricio, imaginando tuas mãos tocando-me suavemente.
Meu corpo te ama e a cama nos chama! Vem, e nossa chama ainda acesa vai ficar ilesa, até que a dor nos separe!
Queimando e andando por esse mundo infernal
Quebrando meus ossos e fazendo meu corpo em cacos
Olho pro rasgo feito na minha pele sangrando como rio
Distraio-me quando durmo e sou feito de otario
Sera que um dia o vai ser o contrario?
Era pra ter sido so um fica e mais nada.
Mas aí a porra do meu corpo arrepiou do dedão do pé até o ultimo fio de cabelo da cabeça.
Sobre o vitiligo
Onde há nuvens no meu corpo, são os pássaros se libertando.
A dor faz parte da vida, ela me liberta!
Minha alma foi mergulhada profundamente.
Isso foi recente
Meu corpo não mente
Entendi?
Meu corpo falava poesia de forma frequente.
Ela descobriu a chave do meu coração.
A dor que sinto é a prova de que meu corpo, assim como o seu, possuí a mesma fragilidade. Mesmo que as lágrimas não se desprendam das minhas pálpebras e o sorriso permaneça estampado sobre minha face, o abstrato doloroso que se esconde dos teus olhos, infelizmente permanece amargamente em meu coração.
Seu beijo é como o calor que percorrem meu corpo, é como o sol que toca no solo e as flores se abrem lindamente ao amanhecer. Você me faz renascer a cada toque suave que me dá, seus olhos são como a noite estrelada e seu sorriso é como a energia para a minha alma cansada.
Bata antes de entrar, pergunte se minha alma está em casa porque o meu corpo é fixo, mas todo o resto é alado.
Minha alma é mais do que meu corpo. Meu coração é mais do que minha mente. A fusão de tudo gera amor, criando uma expansão translucida.
Oração de um cadaver desconhecido
Morri!
Agora sou um objeto inútil.
Apenas, morri.
Meu corpo foi atacado.
Meu espírito ja não está mais em mim.
Foi devolvido para o criador.
Minha alma está vagando pelo espaço e algum legista chegará em breve para me abrir.
Usarão a ciência e muitas teorias para desvendar minha morte e minha descendência, Mas, será tudo em vão...
Vivo, ninguém quis saber quem eu era, quem dirá morto, sem vida, sem fala, sem alma, sem pensamentos e sem passos...
Talvez, através do meu cadáver descubram algumas novidades para futuras descobertas na medicina...
Como sou um indigente, posso ser útil nas mãos de algum estudante....
Fora isso, a minha espera está uma embalagem negra e sombria.
Dentro dela estarei gelado, sem respiração e sem movimentos e para debaixo da terra eu vou....
Embalado, ja não serei mais lembrado.
Enterrado, minha moradia será uma cratera, e ao passar do tempo irei apodrecer.
Quando em vida, a fé não cheguei a conhecer..
Se vivi, não sabia que estava vivo, vegetei e tudo perdi....
Hora insana, não me lembro como tudo aconteceu...
Não me lembro como nasci e morri,
nem de onde eu vim e nem como vim parar,
aqui.....
( Inspirado na oração do cadáver
Escrita por. Carl Rokitansky, )
Autor: Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Oração do Cadáver original
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“Ao curvar-te com a lâmina rija de teu bisturi sobre o cadáver desconhecido, lembra-te que este corpo nasceu do amor de duas almas; cresceu embalado pela fé e esperança daquela que em seu seio o agasalhou, sorriu e sonhou os mesmos sonhos das crianças e dos jovens; por certo amou e foi amado e sentiu saudades dos outros que partiram, acalentou um amanhã feliz e agora jaz na fria lousa, sem que por ele tivesse derramado uma lágrima sequer, sem que tivesse uma só prece. Seu nome só Deus o sabe; mas o destino inexorável deu-lhe o poder e a grandeza de servir a humanidade que por ele passou indiferente. Tu que tivestes o teu corpo perturbado em seu repouso profundo pelas nossas mãos ávidas de saber, o nosso respeito e agradecimento “.
A oração ao cadáver desconhecido foi escrita por Carl Rokitansky, um médico patologista que nasceu na Áustria, em 1804, e supervisionou cerca de 70.000 necropsias, executando 30.000 delas no Instituto de Patologia, em Viena. É uma forma de homenagear aqueles que cederam seus corpos para o aprendizado de estudantes da área da saúde.
Meu corpo no seu
Quando sinto seu corpo no meu, percebo o quanto meu coração grita em surros por um pouco de atenção. Minha respiração acelera e esses segundos perduram por horas de alegria. Se isso é amor eu não sei, mas que isso me excita e me renova, tenho certeza.