Maternidade
Sobre as mães que se vão, mas que ficam...
Nunca a vi tanto em mim, desde quando ela se foi. No espelho, nos trejeitos, nas manias.
Ela foi, mas ficou.
Morreu, mas reviveu dentro de mim.
Porque ela, sou eu agora.
Mãe, obrigada por ter sido tão presente ao ponto de estar aqui, mesmo sem estar. Não só na genética, que naturalmente se explica; mas também no subjetivo que inexplicavelmente supera razões e dimensões.
O milagre do verdadeiro amor é unir laços invisíveis de forma indivisível, ainda que a separação física seja de incontáveis anos-luz do espaço-tempo. Afinal, a distância é relativa quando o laço é de amor.
MÃE
Minha mãe me ensinou
o jeito certo de viver,
me levou até o parque
quando eu era um bebê;
quando jovem, sem juízo,
padeceu no paraíso,
pra depois me ver vencer.
O empreendedorismo materno não é um mar de rosas, mas é o melhor caminho para conquistar a liberdade!
Felicidade de mãe
É ver o filho nascer
Tanto tempo, esperando
Agora é pra valer
Amor de mãe é vital
Não existe nada igual
E vai ainda crescer
Ser mãe:
Tudo muda...
Nosso corpo, nossa mente, nossa alma.
Nossas noites e manhãs e todos os próximos dias.
O cabelo, a unha e o coração também...
Tudo muda...
O conceito, a precisão, a força, o medo.
Tudo muda...
O tempo, a oração, a direção.
Tudo muda, a propósito, aumenta...
A esperança, o Amor e a fé.
Gerar um filho dá início à jornada, mas é ao adotá-lo com amor e presença que o verdadeiro papel de pai ou mãe se concretiza.
A primeira mãe, julgássemos Eva, não entenderíamos o processo pelo qual Deus nos fez humanindade. Filhos do casal do Éden, nos acostumamos a manter certo véu sobre a verdadeira gênese que ocorreu, por um milagre, no ventre da Terra. Sim, no barro. Aí, a nossa origem. A primeira mãe imaculada foi a Terra, ventre que gerou nossos primeiros pais, por isso o santo de Assis chamava irmãos a tudo que vivia sobre ela. Desse modo, podemos entender a necessidade do respeito a tudo que nossa primeira mãe ou a vovó da humanidade gera.
É para seu ventre que um dia iremos voltar.
Respeite, então, o planeta que te deu o direito à vida.
Entre a opção de ter ou não ter filhos, eu optei por não tê-los mais, justamente para não entregá-los aos cuidados de estranhos. E, creio eu, isso também é dom materno.
Ter filhos é insano. É criar uma nova pessoa desconhecida, trazer para sua casa, prometer amá-la incondicionalmente e comprometer-se a passar 18 anos legalmente responsável por ela antes mesmo de saber quem essa pessoa é.
Se você tiver sorte, a estrada será exaustiva, porém feliz, mas se a roleta russa genética exercer toda a sua frieza característica, seu novo endereço poderá ser o inferno.
Uma mulher, depois de ter um filho, renuncia a muitas coisas às quais um homem não renuncia.
Pela Sabedoria do Tempo aprende se que as mesmas coisas e os mesmos acontecimentos, passam a ter novos sentidos na vida da gente com o passar dos anos. Assim dizendo, hoje tive uma alegria enorme quando me deparei com um fio de cabelo retorcido e branquinho, preso a tampa da garrafa térmica de cafe durante o lanche da tarde, com minha filha-mãe de noventa e quatro anos. Desconheço forma de carinho maternal maior. Saber que ela ainda cuida de mim.
Desde o momento em que cheguei na vida dela, perdi as contas de quantas vezes ela me montou e desmontou em laços de amor, deixei de contar as tristezas e planejar meu futuro pelo dia de hoje. Ela trouxe a bagunça que só uma mãe que não gerou no útero pode trazer.
Ela tinha medo de errar, e por essa razão, errou muito. Errou mais do que deveria, mais do que poderia. Errou mais do que qualquer outra mãe erraria, errou por não ter recebido nenhum manual de instrução de como lidar comigo.
Era engraçado como, mesmo depois de ter filhos, você nunca parava de precisar da sua mãe. Na verdade, eles faziam você precisar mais dela.
Existe desde sempre uma só Lei da Vida, de forma imutável. Antes de pensar em gerar uma criança, cada qual deveria criar uma planta. Caso a planta, se atrofiasse, abatesse, debilitasse, definhasse, deprimisse, seria muito bom que cada qual seguisse sozinho e amassem os filhos do mundo.