Maré
Por isso eu sempre fico. Permaneço ali, mesmo com o barco quase afundando eu luto contra toda maré, só pra ter o prazer de sorrir quando chega a calmaria... Eu sempre fico quando a esperança me diz que você vai vir, não me importa como quando ou onde eu sempre espero, a tempestade pode ser grande mas sei que quando você chegar tudo se acalma e é por isso que eu sempre fico.
- Naiana Batista e Stheffany Almeida
“Tudo vai ser como vc sempre quis quando nossos pés caminhar na areia de uma maré lenta,quando a água do mar esquentar, quando eu mergulhar no seu olhar”
seus pulsos
Um oceano com gotas de vida, traz na maré a tranquilidade.
Assim como a imensa paz de um tsunami, a cidade transborda.
Inunda a alma, como um silêncioso poema de desespero.
Ontem chorei mais uma vez...
Cansada de lutar,
parece que é sempre contra a maré.
Cansei de esperar,
parece que o tempo por sua própria conta
resolveu estacionar.
Cansada de pensar
e a nenhum lugar chegar.
Cansada de planejar,
e de plano em plano
ver tudo ir pelo cano...
Escaladas desorientadas
que não acabam mais...
quando parece que acabou...
não importa... brisa ou furacão,
lá vou eu de novo pro chão.
Cansada deste mundo imperfeito
nada feito... tudo a se completar.
Vou me mudar
um lugar sem céu e inferno quero encontrar.
Uma maré de sangue se ondulou no chão da avenida silenciosa, meus cabelos pregaram no rosto, o primeiro tronco negro que avistei, envenenei com minha fraqueza, tempestade... Quantas gotículas pesadas caem sobre minha carne, alguém por favor ilumine essa ruela sórdida e absorva de mim o peso dessa cruz de madeira? Estou decidida a não errar mais... Partículas de odor e um tenebroso rangido de botas entrando em atrito com o chão me deixaram em alerta, a névoa nunca esteve tão vasta...
Fitei com dificuldade aquele corpo esguio que vinha em torno da minha direção trajando a tons sombrios. Insinuou medo, tive sensações déjà vu, uma afronta terrível de querer encarar o medo com ousadia. Mas corri, Porque o medo é algo fatídico, porque aquele coldre de couro na sua cintura, insinuava medo, não proteção. Rápido como um raio, empurrou violentamente os meus ombros pra traz, cai. Mas não inconsciente, sim sufocada com aquele macho em cima de mim! Soquei seus seios rijos em tentativas de um golpe, mas em frações, segurou minhas mãos sobre o chão crespo.
Quase obsceno de tão sedutor, dono de um jeito perspicaz, ficou clara sua sagacidade., DE NOVO NÃO... Sem ver, rolamos no chão de lama ralando o nosso corpo na avenida, eu estava decidida a não errar novamente, mas aquele macho gracioso voltou-me a aparecer novamente.
Maré dos sonhos
Para vencer tenha atitude de fazer monstrando todo o seu potencial em ação sem deixar a preguiça tomar conta da situação por que se não você vai estar remando contra a maré dos sonhos sem direção.
"A vida é como a maré com os seus movimentos de vai e vem: hora calma, hora brava. Hora alta, hora baixa. Há momentos em que há peixes nesse mar, em outros momentos não se encontra nada. Quando há tempestades, é assustador, mas quando vem a calmaria nos sentimos reconfortados. Não deixemos que as incertezas e intempéries da vida nos paralise e consumam as nossas forças. Enquanto houver fôlego e esperança estaremos na luta!" (Austri Junior)
No vai e vem da maré,
qual grão de areia, arrastado,
vai meu coração sem rumo,
por amor, aos poucos, despedaçado !
Eu vou agradecer (um dia) por essa maré ruim ser momentânea. Mas mesmo sendo dolorosa, me fará crescer. É apenas uma onda. Uma onda que assusta, mas que eu consigo ultrapassar – basta fechar os olhos e acreditar. E eu sei que quando ela vem, leva algo ruim e deixa algo melhor. Ensina na marra, doendo como for, levando quem for, deixando o que for. Eu só preciso me conformar que ela sabe o que faz. Eu só preciso aguentar firme e aguardar, com paciência, até que ela vá embora. É só uma maré ruim, com o tempo, ela melhora.
Viver e conviver com pessoas onde a luta é em vão, é nadar contra a maré. É gastar energias boas em algo que não tem mais conserto. É necessário buscar novos caminhos e semear estas energias em outros ares.
Desenho a minha vida ao sabor do vento
jamais remando contra a maré
traga-me vento, o que é meu...
alcançando assim, a minha fé!
Um jovem escritor.
Minha vida é como uma imensa praia de muito areal e pouca maré. Preciso de água: as dislexias em semântica, passarinhos a miar nas sentinelas dos caranguejos, sóis a formar plebe em nome da lua. Dispo-me. Não tenho vergonha de me expor. Salve Drummond que compreendeu toda precisão do mundo: pessoas, cafés, livrarias. As notas estrugem como vulcões: música, versos, pelicanos e outras delicadezas tímidas do dia. Há em mim enxaquecas dos byronianos, a vontade de encontrar o que perdi (despretensiosamente), fichas de carrossel. E essa manhã que ainda não raiou... Volta?
cala-te ó lamuria dos tempos...
quem te disse que a maré alta não se acalma.
que o cheiro do sal não é como a verdade...
que o riso escondido não é tristeza...
que as mágoas não são despesa...
que teu olhar é incomum...
e teu mundo não tem beleza...
Mau amor
Esquisito é,
Esse amor que não se pode compreender
Um dia o presente é o mar, a maré,
N’outro
A trovada ralé!
Coitado daquele que cai
Nas armadilhas dos sonhos qualquer,
Da lábia doce que é
Tuas palavras requequé!
Mas como das entranças sair?
Desse amor tão louco por ti
Envolvido na trama devir?
Quão grande poder lhe detém?
Para libertar-me das ânsias dessa mão
Que noutros corpos deleita-se em corrimão!
Usura é tua lei
Tua consagração
É ferro, é carne, é canção
Que arma maior é a sedução...
Tanto esforço,remando contra a maré muitas vezes,sem ajuda,sem ninguém para conversar,sem apoio de amigos.Mas tem algo que dentro de mim renasce como uma pequenina brasa que continua lutando,almejando subir cada vez mais alto e quem um dia chegará ao seu destino!
“Sim, eu sou insegura!” Hoje em dia isso virou um insulto.
Indo contra a maré das empoderadas, assumo minha fragilidade e dou a cara a tapa. Não faço isso por vontade de me expor ou atrair piedade alheia, mas como um auto analise. Não repreendo de forma alguma as autoconfiantes, pelo contrário, as admiro muitíssimo.
Sou insegura, mas tento não ser, é um exercício diário. Em momentos posso me sentir inabalável e poderosa e em outros tudo vai por água abaixo. Nesses momentos onde o exercício falha, qualquer palavra ambígua me faz sentir pequena, ínfima, patética.
Não importa o quanto eu ache que estou bonita ou quão bem fiz algo, eu tenho necessidade de que isso seja verbalizado. Alguns podem ver nisso uma vaidade exagerada, porém na verdade isso é só mais um traço gritante da minha insegurança.
Não é uma condição agradável mas confesso que na insegurança existe certa comodidade e é difícil se libertar do que é cômodo. Mas o ser humano precisa evoluir, mudar, crescer. Isso é intrínseco, essencial.
Aos poucos estou aprendendo a gostar do meu corpo, o espelho, amigo de longa data, já não responde com rispidez aos meus olhares.
Aos poucos me obrigo a me ver e me aceitar.
Aos poucos as angustias e medos se vão.
Aos poucos me conquisto e me apaixono por mim.
Aos poucos quem sabe um dia eu me ame?!
ESTRADA DAS FLORES
As flores da nossa estradas
já foram sorriso alegre,
felicidade cheia, maré cheia...
prata sobre telha, lua cheia
Toda cheia de integre.
... Visão de passos seguros
sem ter cercas, sem ter muros
Foram passadas com abraços
de braços, e as mãos dadas
carinho com pulsar de coração,
amanhã... Nunca! Não, não.
As flores da nossa estradas...
já inspiraram confiança
hoje são pétalas marcadas
pelos tempos das lembranças.
... Sorrisos atirados ao chão
como se fossem folhas caídas
um sonho do coração
hoje vagando sem vida.
São hastes murchas sem água
ressequirão do deserto
são como contos de fada
que um dia teve tão perto.
As flores da nossa estrada
sem nosso brilho se acabou
hoje não resta mais nada
d'aquele colorido amor.
Antonio Montes