Lugar
Está tudo tão fora do lugar. A vida, a casa, o coraçao e os sentimentos. Nem sei por onde começar. To perdida dentro de mim mesma. Parece um labirinto no qual a saída e não pertencer a esse corpo mais.
MUNDO PÓS-APOCALÍPTICO
Em algum ano e lugar do futuro...
A sociedade se move na luta de
classes, é a pirâmide social. Quem
está em baixo sustenta quem está
em cima.
Não é de se admirar que a água
esteja tão cara, e o ar esteja
dividido entre o puro e o impuro. A
segregação do apartheid sul-
africano foi o embrião para o atual
estágio da humanidade.
Cápsulas, paredes, nem sei como
chamar, são limites impostos pelos
poderosos para decidir quem
respira o ar tóxico e o não tóxico.
Não é de se admirar que existam
tantas doenças, e a constante
mutação da pele humana. Não
existem animais, nem rios, só
máquinas, Chaplin estava certo
quando nos alertou que as máquinas
dominariam os postos de trabalho.
Maquina não pensa, não come, não
desobedece, não faz revolução. Com
exceção da inteligência artificial
que adquiriu um nível altíssimo de
controle sobre a humanidade,
Stephen Hawking estava certo...
Quem viveu nos séculos passado
jamais imaginaria o caos
contemporâneo. Seria esse o
apocalipse?
Estamos em guerra! Homem versus
máquina, homem versus
inteligencia artificial, homem
versus homem. Homem versus
natureza já não existe, o homem
venceu.
Espero que alguém um dia leia este
manuscrito, é sinal que nossa
espécie sobreviveu.
Alberto Ativista, escritor e poeta.
brasilporoutrosolhos.blogspot.com
E por muito ainda te atingir o seu passado o seu presente pode achar que não há lugar ainda para marcar .
"Você pode ser aquilo que você quiser, independentemente do lugar que você esteja. Basta ser aquilo que sua consciência é."
O silencio naquele lugar se predomina a cada instante, mas não é um silencio normal como o de uma sala de cinema. É uma coisa mais reprimida, um silencio agoniante que te incomoda em estar presente.
Ruim ao ponto de você chegar perto e perceber que tem algo errado com aquele lugar.
As pessoas que estão presente agem de uma forma triste, no olhar delas reflete uma dor inexplicável, mas por incrível que pareça algumas pessoas não intendem, não conseguem ver ou saber o porque daquilo.
O silencio e a dor que são refletidos pela morte.
Hoje passei a vida..
Estou triste e chateado..
Por mais que desejei andar não cheguei a lugar algum..
Mesmos erros que não suporto corrigir..
Sento na mesma varanda e olho a mesma rua..
Sem coragem de agir ou expressar meus sentimentos..
Sinto os erros sem coragem de enfrenta-los..
Sinto o pulsar da vida sem coragem de corresponder..
Sinto o passar dos dias nesta hora sem coragem..
Sinto a certeza de outra noite vazia..
Até mesmo o sono me abandona nesta hora..
Enterro-me em um buraco que eu mesmo cavei..
Continuo olhando a rua e procurando uma saída..
Deste pesadelo em que me vejo..
Continuo a olhar sem nada enxergar ..
Deixa-me olhar a rua !
Eu não sou perfeito, posso até não chegar em primeiro lugar, mas vou ganhar o mérito de ter chegado até o fim.
Talvez eu saiba, em algum lugar
No fundo da minha alma
Que o amor nunca dura
Porque nada disso algum dia valeu o risco, mas
Você é a única exceção
-the only exception (Paramore)
As pessoas não somem, você não as perde, elas sempre vão estar em algum lugar, depende de você decidir se elas vão ou não, fazer parte da sua vida, então não fique com medo de perder alguém, a não ser que, seja pra morte.
Todos os caminhos parecem ser iguais,
Mas nem todos irão ao mesmo lugar...
Te amando, encontrei o caminho,
Mas agora caminho tornou-se infeliz.
Vai levar muito tempo para compreender,
E continuo escutado o teu adeus.
O amor foi para ficar...
Gostaria de poder voltar e mudar este amor.
Dois Mundos
Sergio vive em um lugar repleto de violência, desigualdade e com muitos criminosos. Mas nem por isso Sergio era um criminoso, pelo contrário, Sergio era trabalhador, todo santo dia acordando as cinco da manhã, dependia do péssimo transporte de sua cidade e pegava pesado nos serviços gerais em sua empresa, chegava em casa exausto. No portão sua mãe, sempre o esperava preocupada, pois chegava sempre tarde, e não era muito bom chegar tarde onde Sergio morava. Assim era a rotina de Sergio, todos os dias, de casa para o trabalho, do trabalho para a casa.
No começo do mês, Sergio ficava feliz, dia de pagamento é sempre o melhor dia pra quem trabalha de verdade. Saía do trampo mais cedo e sempre passava no mercado pra ajudar sua mãe em casa, ainda sobrava um trocado, de trocado em trocado, Sergio juntou um bom dinheiro pra comprar uma boa roupa para ir na festa de 25 anos de seu amigo Daniel, filho do dono da empresa onde trabalhava, um jovem de classe média alta, que vive em um bairro oposto do bairro de Sergio.
Então, Sergio entrou na loja, escolheu as roupas mais caras, levou até a mãe para ver se realmente estava bom a roupa que escolhera, afinal, a festa ia ser num dos lugares mais nobres da cidade. Sergio comprou as melhores roupas, e entrou em uma perfumaria e comprou o perfume mais fino e forte que tinha, gastou todo seu dinheiro que havia juntado, mas estava feliz, pois cumpriu seu objetivo.
No dia da festa, Sergio estava animado, se arrumou e estava pronto para sair, mas quando ia saindo, em sua rua havia uma operação policial, em busca dos criminosos mais violentos da cidade que viviam no bairro de Sergio. Foi um mar de sangue, muitos tiros e mortos, e tudo em frente a casa de Sergio. Realmente foi impossível sair de casa naquela noite. Sergio ficou triste e se sentiu impotente, pois nada podia fazer. As roupas que comprou só pra festa, já não eram tão bonitas assim, o desânimo e o medo tomou conta do pobre trabalhador. Sergio não aceitava ficar preso em casa sem ao menos se divertir, por causa de criminosos que sempre viviam soltos. A indignação, pavor e vergonha tomou conta dele naquela terrível noite.
No dia seguinte no seu trabalho, tentou explicar pra Daniel o motivo de não ter ido a festa. Quando falou tudo, Daniel gargalhou, achou engraçado a cena de Sergio ficar em casa por causa da violência por causa de seu bairro. Falou que nunca tinha visto isso e achou curioso, ainda duvidou de Sergio, pensou que fosse só uma desculpa esfarrapada.
Mas Daniel até tinha uma certa razão, pois nunca passou por isso, não sabia o que era um tiro, e nem tinha noção do que era uma favela. Via só bandidos pela TV, nos seriados americanos que via a tarde depois do trabalho. Vivia em seu mundinho, condomínio fechado e segurança máxima.
Diferente de Sergio, Daniel pegava mais tarde na empresa, afinal, filho do "chefe", ia sempre de carro com seu motorista. Saía cedo, e ia curtir com os amigos pelos bares de alta sociedade que tinha na cidade. Chegava sempre tarde em casa, tinha uma vida de invejar qualquer um. Era um cara até legal, mas o seu principal defeito é que não enxergava nem um palmo a sua frente, pensava que a vida de todos era igual a sua vida.
Curioso é que a favela onde Sérgio mora não fica tão longe de Daniel, a cidade onde moram é belíssima, mas é rica em desigualdades e preconceitos. Daniel ama a cidade e critica quem fala mal dessa belíssima cidade onde vive, Sergio não tem nem tempo de pensar sobre, pois é do trabalho para casa e da casa para o trabalho.
"Abra a mente e os olhos pra poder enxergar, a desigualdade está aí, só é cego quem não quer aceitar." Lucas Amorim
*Apesar de ser uma história bem próxima da realidade, os personagens são fictícios.
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