Linguagem
A poesia começa quando a linguagem deixa de tentar explicar tudo e nos devolve ao encanto de não entender completamente o mundo.
A linguagem não apenas nomeia o ser; é a morada silenciosa na qual o ser encontra sua possibilidade de aparecer.
O corpo não é uma prisão habitada pela consciência; é a linguagem silenciosa pela qual a consciência encontra o mundo.
A linguagem é também um espaço de construção da vida social e de produção de consensos juridicamente relevantes.
Toda linguagem carrega possibilidades que ultrapassam a intenção de quem fala, inclusive na interpretação jurídica.
A linguagem nunca entrega o sentido de maneira totalmente transparente, e a interpretação jurídica vive dessa tensão.
A linguagem pode reproduzir exclusões, mas também pode transformá-las por meio da mudança cultural e jurídica.
A tecnologia aboliu muitas distâncias, mas não encontrou ainda a linguagem capaz de atravessar a distância entre duas consciências.
Status é uma linguagem social silenciosa: antes que alguém conheça profundamente nossa história, o mundo frequentemente interpreta os sinais exteriores dela.
O jurista participa da vida pública mesmo quando permanece dentro da linguagem técnica, porque toda técnica jurídica produz efeitos sobre a sociedade.
Acredito na arte como a nova linguagem publica, integral, cidadã e inclusiva. Por isto assumi o papel de pioneirismo ao edificar Ongs nas periferias da cidade e no Estado do Rio de Janeiro para desenvolver projetos de arte pública, voltados para a inclusão social e redução da miséria, trabalhando em parceria com a Arquidiocese de São Sebastiao do Rio de Janeiro, a Secretaria de Educação e de Cultura e a RIOART, com a direção do amigo Gerardo de Mello Mourão.
