Linguagem

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As lágrimas são expressões da alma, mas a fé é a linguagem do espírito.


As lágrimas mostram a dor, mas a fé mostra a confiança.


O choro revela fragilidade, mas a fé revela rendição.


A lágrima pede consolo, mas a fé move montanhas (Mt 17:20).

⁠Talvez o universo esteja cheio de sinais, mas ainda não aprendemos a interpretar a linguagem deles

A persistência é a linguagem que mais domino, falo pouco, faço sempre, os resultados traduzem o meu discurso.

O amor incondicional é a única linguagem que o universo reconhece como prova de autenticidade, ele se manifesta na súplica desarmada de quem prefere a dor da ausência à vista da destruição do ser amado. É um instinto primitivo e divino que transcende a lógica da posse e a vaidade do direito, ensinando que a conexão verdadeira não se rompe, mesmo quando o objeto do afeto está em outras mãos. Essa é a essência doadora que sustenta o mundo e que devemos buscar replicar em nossas relações. Olhe para sua vida: quem ou o que você ama o suficiente para abrir mão?

O universo é um ouvido atento, mas ele não responde a súplicas paralisadas, a única linguagem que ele ecoa é a ação corajosa que rompe a inércia do medo.

Escrevo porque, por vezes, transfigurar a dor em linguagem é a última tentativa de impedir que ela me consuma de dentro para fora. Ainda assim, existem melancolias que transcendem as palavras, perpetuando-se em regiões abissais da alma onde o tempo não possui poder curativo, apenas condiciona o espírito a sustentar, com silenciosa elegância trágica, o incêndio irreversível da própria existência.


- Tiago Scheimann

Já não temo a tristeza como antes. Hoje compreendo que ela também é uma linguagem através da qual a existência tenta conversar conosco.

O pensamento profundo frequentemente termina onde a linguagem falha.

Quanto maior a complexidade da realidade, maior a necessidade de uma linguagem jurídica capaz de distingui-la sem mutilá-la.

A linguagem jurídica pode multiplicar distinções sem jamais alcançar a essência daquilo que pretende definir.

Os direitos humanos representam a tentativa de construir uma linguagem jurídica comum para experiências humanas que nenhum Estado pode reivindicar como propriedade exclusiva.

O jurista trabalha com linguagem porque o poder jurídico também é poder de nomear, classificar e decidir.

A linguagem jurídica não apenas descreve a realidade: também cria posições, expectativas, deveres e possibilidades.

Seu corpo carrega memória, desejo e sensibilidade.
Ele não é apenas matéria, é linguagem.
Escute o que ele sussurra quando o mundo silencia.
Debbie Villela

O limite da linguagem não é necessariamente o limite do ser, embora seja frequentemente o limite daquilo que conseguimos afirmar sobre ele.

As coisas parecem responder umas às outras por aquilo que, em linguagem jurídica, poderíamos chamar de uma economia cósmica de reparação e limite.

O conhecimento sobrevive à indiferença quando encontra linguagem; transforma-se em legado quando encontra quem o compreenda, questione e desenvolva.

A linguagem sempre revela algo. Nietzsche dizia que as palavras são metáforas esquecidas. Então quando alguém fala “pobrema”, talvez não seja só erro — pode ser retrato de um sistema que nunca ensinou direito. E isso é um problema muito maior que o “pobrema”.


“Os brasileiros que mais tem problema são aqueles que vivem de ‘pobrema pobremas’ — porque às vezes o maior erro não está na gramática, mas na maneira de enxergar o mundo.”

Muitas impossibilidades jurídicas são apenas contradições que a linguagem cotidiana ainda não aprendeu a perceber.

A linguagem pode produzir consenso sem produzir verdade; por isso, a retórica sem crítica pode transformar aparência em autoridade.