Linguagem

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A plena consciência. - O homem não consegue esconder sua linguagem inconsciente de um observador avisado... e nem mesmo dele mesmo!

O amor é uma linguagem universal, mas só entendida por aqueles que amam.

A matemática é uma linguagem difícil eu sei, mas sei também que ela resolve tudo.

Irreal

Palavras cruzadas!
Imagens confusas!
Poesia? Talvez!
Pessoas estranhas!
Linguagem esquisita!
Visão obscura!
Fantasia? Talvez!
Não sei onde estou!
É tudo tão vago!
Bagunça inebriante!
O que faço?
Como sai daqui?
Talvez seja sonho?
Não, não é!
É tão real!
Corro pelas ruas,
mas... Ninguém me vê!
Serei um fantasma?
Me sinto só!
Não sei o que faço!
Fujo? Fico? Morro?
Não, não. Definitivamente morrer não!
Sinto meu corpo!
Espere!
Ali! Tô vendo!
Tem alguém ali!
Peraí! Ele me viu!
Tá me puxando!
Puxa! Que sorte!
Voltei!
Ué! Aquilo era a morte!
Voltei à vida?
Por que voltei?
Ah! Entendi foi você!
Você me salvou!
Você acabou de ler minha poesia!
E cada vez que você, que você ouve,
me torno mais forte, distanciando o
meu Eu poético da morte.
Uma morte súbita.

Hipnose é a arte de usar a linguagem para “driblar” o senso crítico e fazer o “gol”... Ou seja, enviar com sucesso a sugestão hipnótica para dentro do subconsciente. O artilheiro é o hipnólogo, o goleiro é o senso crítico e a bola é a sugestão hipnótica.

Ser adolecente


Ter capacidade de criar uma linguagem própria
Embora não saiba corretamente o português;
Querer tudo rápido e de uma vez,
Embora não tenha pressa em fazer suas tarefas
Porque o ócio é mais importante;

Achar que estar contra o mundo
É a melhor forma de consertá-lo;
Não pensar nunca no futuro
Pois este ainda não se tornou presente;

Dizer tolices
E depois achar graça delas...
Ser adolescente também é...
Estar sempre disposto
A fazer qualquer coisa para os amigos;

Amar de forma intensa e irracional
Mas terminar um namoro por motivo banal;
É desejar viver tudo em um segundo,
Embora tenha todo o tempo do mundo.

Carregamos na linguagem um laço feito do material do nosso Desejo e, inconscientemente, nos enlaçamos no (desejo do) outro.

A arte começa onde termina a imitação.
Os poetas malditos criaram uma nova linguagem, os poetas beatniks criaram uma nova linguagem, Bukowski criou sua própria linguagem.Hoje o que vejo (em sua maioria) são pessoas imitando suas linguagem e não criando uma nova, uma própria. Não me levem a mal, mas essa gente não é poeta, são apenas leitores que gostam de escrever. A única galera que eu realmente respeito como poeta na atualidade são os poetas marginais, essa galera do slam, dos saraus de viadutos, praça e estações de metrô.Como falar dos males da vida, da sociedade, das desilusões amorosas, dos diálogos de mesa de bar se você só vive sentadinho no quarto de um apartamento burguês?!

A incapacidade de compreender a linguagem flexível da conversação informal, do jornalismo e da literatura é o que define o analfabeto funcional. Ele pode entender a linguagem dos conceitos científicos formais que aprendeu na escola precisamente porque é fixa e desprovida de ambigüidades, e então ele se baseia nela para 'contestar' figuras de linguagem. É assim que uma aparência de conhecimento científico mascara a simples incapacidade de compreender um texto.

Nos dias atuais todos nós falamos, se não a mesma língua, uma espécie de linguagem universal. Nao existe um único centro e o tempo perdeu sua coerência. Leste e Oeste, passado e futuro se misturam dentro de nós. Diferentes tempos e espaços se combinam aqui, agora, tudo de uma vez só.

“ O Silêncio é a linguagem do Sagrado.
Todas as outras linguagens são ecos.

...O verdadeiro e o falso são atributos da
linguagem, não das coisas. E onde não há
linguagem, não há verdade nem falsidade...

Irmão, Irmãos
Cada irmão é diferente.
Sozinho acoplado a outros sozinhos.
A linguagem sobe escadas, do mais moço,
ao mais velho e seu castelo de importância.
A linguagem desce escadas, do mais velho
ao mísero caçula.

São seis ou são seiscentas
distâncias que se cruzam, se dilatam
no gesto, no calar, no pensamento?
Que léguas de um a outro irmão.
Entretanto, o campo aberto,
os mesmos copos,

o mesmo vinhático das camas iguais.
A casa é a mesma. Igual,
vista por olhos diferentes?

São estranhos próximos, atentos
à área de domínio, indevassáveis.
Guardar o seu segredo, sua alma,
seus objectos de toalete. Ninguém ouse
indevida cópia de outra vida.

Ser irmão é ser o quê? Uma presença
a decifrar mais tarde, com saudade?
Com saudade de quê? De uma pueril
vontade de ser irmão futuro, antigo e sempre?

Carlos Drummond de Andrade
Boitempo I. Rio de Janeiro: Record, 2023.

A prática da linguagem de forma fluída requer normalmente que a rígida estrutura do contexto seja deixada de lado. Se por outro lado quisermos dizer algo estruturando o contexto clara e corretamente, teremos que abrir mão da forma fluída, que facilita a compreensão.

O amor é a linguagem universal; só os sábios e os escolhidos, com perfeição, conseguem decifrar a decodificar a preciosa mensagem.

Não existe mais a ilusão da Torre de Babel.

Música é uma forma de arte que transcende a linguagem.

Saber se comunicar consiste em falar a linguagem que o aluno entende e entender a linguagem que o aluno fala.

A linguagem é um vírus do espaço exterior.

A fotografia é uma linguagem e como expressão de linguagem ela têm a obrigação de transmitir uma mensagem. É exatamente essa mensagem, esse algo a mais que irá fazer a diferença. É uma conexão direta, introspectiva e intuitiva de quem irá apertar o botão da câmera. Fotografar é amar com os olhos!

Por que os casais brigam? Brigam porque não se entendem, não compreendem um a linguagem do outro, pois não criaram entre si um canal de comunicação. Não souberam reservar um pedaço de suas vidas para se conhecerem, para se adequarem um ao outro, para se melhorarem um para o outro e ambos para a relação. Nunca deixaram, por falta de interação real, de ser estranhos um ao outro. Nisso não há amor, porque amor pressupõe conhecimento daquilo que se ama. Eis o desafio de amar: conhecer, deixar-se conhecer e amar o conhecido com tudo o que ele é.