Limpar a Casa

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Tem gente que ao passar por uma decepção se tranca em casa. Se alimenta de sofrimento por dias e repete orgulhoso: “de hoje em diante eu não confio em ninguém”. Comigo acontece o inverso. Primeiro porque, se tem uma atitude que eu escolhi pra minha vida é: eu não vou ser vítima de história alguma. Tomo as rédeas nas mãos: são minhas e pronto. Confiei, e me decepcionaram: paciência, ACONTECE. Acontece desde que a gente é criança, quando a enfermeira disse que não ia doer. Quando meu pai disse que na volta comprava. Pensando bem, há momentos na vida em que uma mentira é fundamental. Sem certas ilusões fica difícil seguir em frente. Não vamos colocar a mentira como o pior dos pecados, quando este, é a falta de amor! O caso é, todo mundo mente. Alguns mais, outros menos. Enfim, em cada decepção eu aprendi a me dar mais. A amar, entregar e confiar de corpo, alma e coração. Só assim eu fico em paz, e sei que o erro não foi meu. E continuo abrindo meu coração para o mundo. A gente colhe o que plante, dizem. O meu lugar encantado há de estar por aí.

Inserida por tamylimao

Estranho darmos prioridade às reformas externas, como banheiro ou cozinha da casa, quando na verdade precisamos de uma reforma no coração.

Inserida por alystoteles

Milagre? É do Vizinho...

Não importa a façanha,
É só o santo de casa,
Que faz coco e xixi.

Inserida por FrancismarPLeal

Claro que Faz...

Santo de casa,
Não faz milagre?
Diga isso ao padre.

Inserida por FrancismarPLeal

Porque amor de verdade é voltar para casa, pro colo, pros braços . É entregar-se a si e ao mesmo tempo ter a incontestável sensação de não mais se pertencer.

Inserida por paulohenriquealmeida

De Cara na Porta

Toda vez que tento ir à sua casa
sinto que seria como escrever,
foge da minha compreensão.
Um sentimento abstrato,
uma ousadia no vácuo,
grande insistência no inato,
tentativa de reconciliação.
A borrifada de ar no meu rosto marejado
despertado no vazio
entender que não consegui o perdão.
O jeito sempre é voltar pra cama
e dormir sozinho,
no frio e solitário colchão.

Inserida por LexMor

Só sofre de amor quem não tem um bar em casa.

Inserida por gabriielasousa

No sonho imaginário se encontra a chave da liberdade para entrar na casa chamada realidade.

Inserida por eug

Decidido eu não volto pra casa
Ao lar que ocupe todas as palavras
Que a vontade conseguir pensar
Segue o vento sob minhas asas
Eu não mando mais em nada
Eu sei que é alto, mas eu vou pular...

Inserida por youonlyliveonce

Não adianta nada gastar comprando uma casa pra morrer sem teto

Inserida por kaiyasaki

Não adianta ficar em casa para fugir dos problemas.
Eles virão bater na sua porta.

Inserida por RicardovCosta

Ela dizia que não estava bem, que queria fugir de casa, que seus pais não lhe compreendia. Eu também não a compreendia, ainda não a compreendo, mas meu coração eu dei a ela, e dele ela fez seu cantinho preferido, seu lugar de descanso, de paz. E hoje ela vive sorrindo

Inserida por pecalicia

Preste muita atenção em quem você coloca dentro de sua casa; Nem sempre o ladrão precisa arrombar a porta.

Inserida por nilidis

O que sempre Maria procurara em sua vida era ser feliz. Durante sua infância em sua casa conturbada vivia como um fantasma. Dizia a si mesma todo o dia que quando casasse e tivesse sua família, faria diferente. Em sua adolescência viveu como deveria. Sem beber, sem desobedecer sua mãe, já então separada de seu pai, viveu em uma jaula sem poder realmente viver. Não fez nada que pudesse dizer: aproveitei minha adolescência de fato. Formou-se em Medicina e logo dedicou sua vida ao trabalho. Casou-se aos vinte e cinco anos de idade com um homem que julgava ser o homem de sua vida. Ele era completamente diferente dela: extrovertido, engraçado, simpático e bem humorado. Ela era fechada, na dela, um pouco antipática e não tinha nenhuma senso de humor. Juntos tiveram Alice, a primeira e única filha do um relacionamento de dez anos que acabou depois da descoberta de uma traição. Maria ficou desolada. Não queria comer, não queria beber e nem sair de casa. Queria ficar em seu quarto, em seu mundo. No lugar onde ela nunca, nunca poderia ser julgada. Após uns meses de terapia, Maria voltou a trabalhar e viver normalmente. Ou melhor, viver não seria a palavra indicada. Ela passou a sobreviver.

Ela era infeliz. Era toda infeliz. Seus olhos, seu nariz, orelhas, suas curvas, seu corpo, era toda infeliz. Tudo que sempre quis na vida ela não conseguiu. Mesmo se formando, trabalhando no que amava e recebendo muito bem, ela era infeliz. Sua casa era triste. A filha mal falava com ela, o ex-marido enviava dinheiro pela conta corrente, havia ficado bem mais velha do que aparentava. O que havia acontecido com Maria? Porque ela vivia naquela tristeza angustiante? Sem amigos, sem família, uma filha que mal falava com ela, um trabalho desgastante, uma vida cheia de decepções emocionais. Dificilmente se divertia ou saia. Todas as quintas ainda saia para tomar um café na cafeteria da esquina que tinha um café barato e de quinta. Pegava algum livro, sua bolsa e jaleco e ia para a cafeteria, sentava sempre no mesmo lugar, pedia sempre a mesma coisa e ficava lá horas até dar sua hora de ir para o trabalho.

Era uma quinta chuvosa quando Maria resolveu que mesmo com a chuva grossa ela iria tomar seu café de quinta, na quinta-feira. Pegou seu livro e saiu de casa ainda com o guarda-chuva e uma capa. Abriu a porta do estabelecimento e quando ia se dirigir para seu local de costume, havia um homem sentado lá. Ela parou, olhou o lugar quase vazio e voltou a olhar para o homem que lá estava sentado. Porque, em meio a tantos lugares bons, ele escolhera logo seu lugar. O mais no canto, o mais escuro, o mais depressivo? Resolveu que pediria a ele para se retirar do lugar. Um absurdo! Ela ia todas as quintas e sentava ali. Se ele quisesse sentar naquele espaço, que fosse outro dia. Decidida a discutir se possível, ela caminhou até à mesa e parou bem em frente. O homem lia um jornal e pareceu demorar para notar a presença de Maria ali. Ele baixou o jornal, levantou o olhar e sorriu:

“Sim?”

“O senhor está em meu lugar!” Disse ela decidida e autoritária. Com aquele jeito bem arrogante e antipática de quando queria alguma coisa.

Ele ainda confuso, olhou para os lados, para baixo da mesa, para as cadeiras e com um sorriso exclamou:

“Não estou vendo nenhum nome na mesa, suponho que ela seja de qualquer cliente que a encontrar vazia primeiro.”

“Todas as quintas eu venho aqui, eu sento nesse lugar, eu leio esse livro e depois de duas horas eu vou trabalhar! Então suponho que o senhor não queira atrapalhar minha vida. Por favor, escolha outra mesa e sente nessa amanhã”

“Mas eu já estou sentado!”

“Fique sentado em outra!”

Ele pareceu suspirar, mas tinha um ar tão arrogante quanto ela:

“A cafeteria está vazia, escolha outro lugar. Eu não vou sair daqui!”

“Não vai? Tem certeza?” Ela falou indignada com a arrogância do homem.

“Não, eu não vou. Se quiser sentar-se comigo tudo bem, mas não vou sair!”

Ela, já com raiva e bufando, jogou as coisas na mesa e sentou-se. Ele deu um sorriso pequeno e vitorioso e continuou lendo o seu jornal. Ela fez o seu pedido e enquanto bebia o café, ficava fitando o jornal dele querendo que o jornal queimasse ou que ele saísse logo. Era a única hora que ela tinha para ela. Aquele homem não poderia acabar com isso!

“Então é médica?” Ele soltou ainda enquanto lia o jornal.

“Não te interessa” Respondeu ela durona e com raiva enquanto bebia um pouco do seu café.

“Oras, pare de ser infantil. Só fiz uma pergunta por causa do jaleco” Ele baixou o jornal e pôs-se a beber o seu café com leite que havia sido trazido pela moça simpática que servia sempre com um sorriso no rosto.

“Sim, Hospital Santa Cruz. Que saber minha credencial?”

“Você me lembra minha filha, e ela tem cinco anos.”

“Porque você não se detém a apenas ler seu jornal e tomar seu café rápido?”

“Não se preocupe, tenho bastante tempo de sobra para conversar.”

“Não quero conversar.”

“Qual seu nome?”

“Qual a parte do ‘não quero conversar’ você não entendeu?”

“Tem cara de Sandra, Marisa…”

“Maria. Meu nome é Maria” Ela falou virando os olhos e bebendo o seu café.

“Um belo nome esse: Maria.”

“Você acha?” Ela levantou o cenho e depois deu os ombros “Acho normal, igual demais”

“Não gosta de coisas iguais?”

“Gosto de coisas diferentes.”

“Então porque tem que vim toda quinta com o mesmo livro, na mesma cafeteria e senta na mesma mesa?” Ele olhou para ela que piscava um pouco surpresa com essa afirmação.

“Isso é… É completamente diferente!”

“Não, não é. Sabe, tenho observado você todas as quintas. Já esbarrei com você várias vezes aqui, porém parece que seus olhos estão fechados para o que é novo. Parece que eles estão vendados para a vida. Sempre, sempre a mesma rotina.”

“Você não tem… Não tem absolutamente nada a ver com minha vida!”

“Ricardo!”

“O quê?”

“Meu nome. Ricardo. Prazer em te conhecer Maria.”

Ele levantou e deixou ela sentada ali, perplexa, sem nenhuma palavra. O dia todo ficou pensando naquela conversa. O dia todo, a semana toda. Passou a semana e quando chegou na cafeteria, ele não estava mais lá. Olhou para os lados procurando aquela figura masculina que a havia deixado confusa e não achou. Quando ia caminhar para sua mesa de costume, algo lhe parou. Ela voltou e sentou em outra mesa. Deixou o livro e lado e pegou um jornal. Não pediu o de sempre. Ela havia aberto os olhos para a vida. Chega de rotina, chega de tristeza! Ela iria mudar, e que começasse com as pequenas coisas!

Inserida por flaviacavalcante

Um telhado para o tolo é apenas para proteger a casa da chuva, para o inteligente uma forma de implantar cisterna e recolher água evitando a retirada dos aquíferos.

Inserida por iiiiiii

"Há pessoas que se perguntam onde está Deus. Será que elas não possuem espelhos em casa"?

Inserida por ericapinto

Eu já não caibo mais nessa casa.
Tudo gigantesco ficou...
Meu corpo.
Minhas roupas.
Meus sonhos.
Minha alma, está grande em demasia, para um lugar tão pequeno.
Já não tem saída certa.
O relógio me oprime, perguntando: quando sairá daí?
Digo: Irei sair em breve, porque preciso existir.
Existir para mim, e para o mundo em si.

Inserida por camilasenna

Endereço

Minha casa é um recanto do mundo
a doze passos do coração.
É horta fértil, jardim fecundo,
pelos Campos do Mourão.

Minha casa é colo e cafuné,
é cheiro de mate e pão caseiro,
é força e vida, vigor e fé
que canta o sino de Engenheiro.

Minha casa é abraço apertado
onde a Gralha Azul fez ninho.
É beijo tímido, apaixonado
nos cafezais de Sertãozinho.

Minha casa é floresta que se avista
da janela velha rindo à toa.
É semente nova que o altruísta
acomoda e rega em terra boa.

Minha casa é pinheiro, é cipestre
que penumbra, em trilha oportuna,
os tapetes do ipê roxo, flor silvestre
nas calçadas de Araruna.

Minha casa tem gosto de Carneiro ao Vinho,
Sabor sagrado, segredo sangrado no sul.
É terra rubra que pinta o pé pelo caminho,
é sossego, saudade e sol. É Peabiru.

Inserida por peabiruta

Vendesse eu as palavras quando não tenho nada a fazer

Vendesse eu a alma quando chego a casa entristecida

Vendesse eu o coração quando me apunhalam pelas costas

Vendesse eu a casa quando a família não esta presente

Vendesse eu o espelho quando me vejo menos bonita

Vendesse eu a consciência quando não disse o que havia a dizer

Só para não ferir o coração d’outrém.

A verdade é que se eu vender as palavras não saberei usar a alma

Também vendida por não dar valor à tristeza

Que nos assola quando o coração é traído

Pelos que mais amamos em virtude da sua imagem

Que não vemos quando nos olhamos ao espelho

Traindo o amor que à nossa volta têm por quem somos

Pesando-nos mais tarde a consciência pelo que não fizemos

Pelo que não amamos

Pelo que não dissemos a tempo

Perdendo a única oportunidade que temos numa vida:

A de amar para sempre.

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Inserida por barbaramartins

Faça valer a pena casa minuto ! Faça valer a pena cada momento de sua vida, pois cada minuto é unico. Amor não é aquilo que faz com que o mundo vá em frente, amor é o que faz uma jornada valer a pena!

Inserida por SABRINAHANS