Limpar a Casa
O vazio total e a urgência de recomeçar
Em que casa, em que rua, em que mundo eu vou morar?
Onde eu vou entre o fim do trabalho e o começo do sono?
Prá te esquecer me entrego pra qualquer bobagem na TV
Tenho uma vontade enorme de voltar nos meus tempos de criança,correr,brincar,jogar pedra na casa do vizinho,essa vontade é maior que a ilusão
enho saudade de quando era criança e não me preocupava com nada só na casa de que amiga eu iria ir no outro dia para brincar de boneca. Eu não me preocupava com trabalho com estudos, com os meus amigos, com as contas para pagar, com a minha família…. com o meu coração. :x Só que nós crescemos e não podemos voltar no tempo ou para-lo. NÃO PODEMOS. Devemos nos conformar com isso!
"Chego em casa e desabo todas as mágoas entre meus lençóis, e peço para que seja, que seja como o coração manda dessa vez. Que eu obedeça, que eu siga, que eu me permita sentir e te faça sentir também. Por isso estou aqui, parada diante da porta da sua casa implorando por mais do que somente migalhas. Migalhas não me satisfazem, te explico, quero o tudo ou o nada. Sentir dor faz parte, e faz agir instantaneamente. Dessa vez, sem segurar os anseios, digo tudo o que preciso, o alarme interno apita em sinal de saída de emergência mais eu continuo aqui, persisto. Te explico humildemente, secretamente, que a culpa não é minha, e sim da tal intensidade que me deixa em alerta vermelho perto de ti. Te peço amor, entrego todo o que eu puder e invento mais um pouco para te fazer feliz. A única condição - se é que ainda posso exigir estando na porta da sua casa implorando por carinho - é aceitar minha vulnerabilidade diante do sentir. Sinto profundamente, deixo cutucar, sangrar. Me expulse para sempre, ou me deixe ficar e ofereça amor fresco com gosto de cama quentinha e beijo de bom dia. Peço baixinho para somente Deus (e você, do meu modo telepático de agir) escute: que aceite, por favor, que diga sim. Que abra a porta."
disperso-me por aí
feito brisa
depois me rejunto e chego como ventania
varro a casa
derrubo coisas
safadamente
devasso a monotonia
talvez eu seja um vento mau
talvez injusto
para quem tinha olhos postos no horizonte
a procurar por mim
não me desespero
e não quero
ser feliz de outro jeito.
Fecho as portas da minha casa num calor intenso,não me importo com o mundo apenas em deitar em meu sofá amarelo,colocar a música mais triste que me faz lembrar de você e chorar, chorar acreditando que todo o sofrimento do meu coração possa ser carregado pela lágrimas da minha solidão.
Expectativas
Busca incansável
Confiança evaporando pelas frestas da janela.
Toda a casa suspira sua falta,
Mas você não vem... Você nunca vem.
A expectativa se frustra na indecisão,
A força se encontra na percepção da realidade
No desejo e na plenitude de si mesmo.
Você não vem. Eu não vou.
As coisas não mudam.
Não nos encontramos e tudo está suspenso.
Mas em mim me acho, me sustento, me espero.
Meu dia não tinha sido nada bom, mas eu sabia que quando chegasse em casa você iria me sorrir e tudo ficaria bem mais uma vez.
E a neve tão fria,
Cansada de ser pisada
No caminho de casa
Resolveu se mudar para outra região.
Revelou para uma nuvem sua teoria.
Gostaria de ser amada, não pisoteada. Daí a necessidade,
De obter o menor contato com a humanidade.
E a nuvem compreendeu a situação.
Disse que durante 9 meses o sossego que tanto procurava, teria,
Embora seria obrigada a voltar assim que o inverno se instalasse.
Só assim para conseguir sua sonhada vida campestre.
E no Alasca, em seu novo lar, aos poucos esquecia
Dos sádicos que sempre diziam: "seria perfeito se hoje nevasse"
Mas eram os primeiros a utilizá-la como faixa de pedestre.
Sempre achei lindo ter uma casa com flores nas janelas, um jardim com caixa postal de madeira e um labrador latindo ao amanhecer quando passa o Jornaleiro...
No forno, uma colorida forma de cupcakes e ao acender o abajur um beijo de bom dia...
Aos que pensam que isso não é vida real, muito prazer, eu também guardo um chá mate gelado, logo alí em jarra de vidro dentro da geladeira com pingüim ...
Carpe Diem
"DE VOLTA PRA CASA..."
Entre os sorrisos disfarçados, a lágrima contida. Era mel que desejava, mas dos seus esforços só via brotar féu. Questionava as leis do mundo, e não obtinha resposta. Pensava em desistir. Seria hora de partir? Não sabia o caminho... "para onde ir?". Por mais que soubesse que aquele não era o seu mundo, também não conhecia o de origem. "E aí?". Resolveu, então, pintar o seu, à sua maneira... fazer de um, dois; multiplicar os pães da esperança. Trabalho árduo, cansativo; por vezes, quase esmorecia. Mas, algo maior lhe esperava - sabia. Então, numa manhã de outono, ao abrir os olhos, convidada pela luz da manhã que entrava pela janela, ouviu uma voz que dizia: "vem, minha menina... a sua hora chegou. Vamos fazer a sua tão esperada viagem. A viagem dos seus sonhos. A viagem de volta para o seu verdadeiro lugar". Não hesitou. Abriu os braços e deixou-se levar. A brisa tocava-lhe o rosto. Ela sorria. Relembrava da sua história. Sentia orgulho. E alívio. Estava indo... de volta pra casa...
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