Julgar os outros
Não dá para julgar o processo espiritual, se quisermos alcançar a paz interior, não há outro caminho, a paz depende da nossa reforma íntima, temos de rever a nossa escala de valores sempre que o sinal vermelho do bom senso acender.
A pessoa vive falando que não gosta de julgar os outros e tal,
mas na primeira oportunidade, fica enchendo as redes sociais
de indiretas!
Meu erro AMAR!
outros...
em julgar!
sou FELIZ no erro de AMAR!
O JULGO!...
deixou seu AMOR PASSAR!
Quem vive a julgar aos outros, é refém de seus próprios pecados, e sofre as consequências! Pensem Nisso!
Ninguém tem o direito de julgar, comparar ou menosprezar a dor do outro se não a sentiu na própria pele.
Todo sujeito é capaz de analisar, julgar e comentar a arte do outro.
Alguns tecem comentários na qual fomenta, ainda mais a criatividade de quem vivencia este mundo criativo. Há aqueles que não compreendem nada do que se vê. Enquanto outros utiliza de obras já edificadas para contrapor à habilidade alheia.
010323
"Erramos sempre ao julgar outros, porque usamos a nossa própria experiência de vida, conceitos e valores morais como parâmetro.
Julgamos pelo que pensamos saber do outro, quando na verdade não sabemos nada além do que conhecemos de nós mesmos!"
Acompanhado de autocomiseração, desconheço outro sentimento menos nobre que o de alguém se julgar insubstituível ou importante a tal ponto, de achar que todos lhe deve alguma honraria, presteza ou homenagem.
Porque somos rápidos em julgar o outro e lentos em reconhecer potenciais em desenvolvimento? A descoberta de virtudes passa pelo processo do aprendizado das quedas, erros e precipitações que cometemos no percurso.
Será que o vício do outro é mais prejudicial do que o meu?
Costumamos julgar muito os outros pelos seus vícios, sem ao menos dar de fato um espaço para conhecer o outro de verdade. Dizemos: Mas fulano bebe, fulano fuma, que pena! Mas e os nossos vícios, os vícios que são aceitáveis pela sociedade? Será que o meu vício não é tão prejudicial quanto aquele que julgo como pior?
Será que eu sou tão diferente assim daquele que eu julgo como sendo errado? No fundo somos todos iguais, apenas encontramos formas diferentes de nos anestesiar. E vale lembrar que muitas vezes o vício é o que mantem o outro vivo. Foi a forma que o outro encontrou de se manter vivo, de continuar sobrevivendo. É muito fácil apontar o dedo sem saber a dor que cada um vive dentro de si.
E a constelação sistêmica nos mostra muito isso, ela nos permite ter uma visão maior das situações, ela nos permite ter empatia. Aprendemos ''o não julgar, o não condenar'' mas de acolher o outro, de aceitar o outro. A constelação permite ter uma compreensão maior da vida em si.
Constelação é isso: Colocar luz em algo que precisa ser visto no momento certo. É poder ver além do que conseguimos enxergar. Abraçar os nossos fantasmas interiores, fazer as pazes com o passado e de caminhar para um futuro melhor.
Quando eu aceito o outro, eu também estou me aceitando. E quando formos julgar alguém, vamos lembrar que nem sempre o que somos se parece com o que somos.
A tendência que temos para julgar os outros, para os carimbar com o selo da maldade, só é proporcional ao enorme "vazio" interior que vivenciamos no nosso dia a dia.
Por isso, hoje, deixo-vos aqui uma quadra de um grande poeta, (António Aleixo), pouco letrado, mas, que sempre admirei pela sua coragem, poesia em tom dorido, irónico, espontâneo, com que este apreciava os acontecimentos e acções do homem:
"Sei que pareço um ladrão ...
mas há muitos que eu conheço
que não sendo o que são,
são aquilo que eu pareço."
(António Aleixo)
De fato, não se preocupe, quando o outro te julgar, pois só aprende e cresce na vida... Quem se deu a oportunidade de errar!
Tem pessoas que vivem
mascaradas mas adoram
julgar o comportamento
dos outros como se fossem
grandes exemplos!