Invejo
CAPITAL
Sabes
Eu invejo o teu sono...
Como te toma e ampara
Nas hastes invisíveis do fantástico.
Como recobre teus olhos
De pálpebras súbitas e inalteradas
Tantas tais poucas as asas
de um poema.
Teu sono repousa minhas vestes
E me condena
A permiti-lo à espera
No desejo a salvo
Insone, meu apelo é um leigo
A guardar-me no enleio
De teus largos braços.
Viver bem.
Eu não invejo ninguém
mas isso tem uma razão
você acha que vive bem
por viver numa mansão
essa riqueza não convém
porque é feliz quem tem
a paz de Deus no coração.
Às vezes invejo o jeito simples de viver dos animais, vivendo em harmonia, convivendo como iguais.
Sabedoria divina com instinto e sentimento, olhando as aves que de plumagens idênticas, sempre voam juntas, cortando as nuvens e indo ao encontro do vento.
É um exemplo ensinado pela natureza, pena que não conseguimos copiar e tão pouco aprender com esta beleza.
Vejo que o homem se diz inteligente, o senhor e dominador, mas não consegue compreender como é simples o que os animais ensinam.
Através da Natureza, tudo que vejo, é o ensinamento do amor.
O Ser humano.
O invejoso chora a vitória do oponente.
O invejo abraça falsamente o oponente.
O invejo bate palma ao oponente.
O Tolo planta em solo seco.
O Tolo vive para o Esperto.
O Tolo acaba na miséria.
O Esperto vai a frente.
O Esperto é contente.
O Esperto subestima a gente.
A Mulher é necessária.
A Mulher não é falha.
A Mulher sempre arrasa.
A Força vem de si.
A Força desperta ali.
A Força sobre aqui.
Pessoas bonitas, eu admiro. Inteligentes, trago pra mim. Sábias, invejo. E as insignificantes, eu ponho onde?
Não invejo Sócrates, Platão, Homero ou qualquer outro, tambem sei pensar e hoje me é possível pensar em coisas que pra eles foi inimaginável e por assim ser, penso o inimaginável e o inaceitável.
Amor. Porque falo tanto no amor se é algo do qual não acredito? Pois é algo que invejo naqueles que são ingênuos de acreditar em uma mentira tão bem contada para iludir os tolos. Amor é uma troca de interesses e de preconceitos disfarçada, é a mais bela peça de teatro.
"Invejo, todo amante que diz.
'Restou-me apenas, a cicatriz.'
A ferida, ainda aberta em meu peito, é o que me deixa por um triz.
Refém de um coração lacaio, vítima de uma indiferença atroz, pergunto: O que eu fiz?
Fui porto seguro, pra um sentimento naufragado, fervoroso amante e ela; atriz.
Infelizmente, a nossa história, não fora escrita em lousa; onde, com um simples sopro, faria esvoaçar as lembranças, as dores, o giz.
Se fora com o vento, levou-me as cores, tornei-me gris.
Eu fui o que você precisava; você, foi o que quis.
Não me amava, nunca amou; o que ela ama é ser infeliz.
Rogo para que o Pai, cure-me tal ferida, me poupe desse sangrar e me permita ser, apenas, mais um amante que diz.
'Daquela ferida, restou-me apenas, a cicatriz.'..."
invejo os loucos
nao os que se dizem malucos
esses geralmente são apenas idiotas
falo dos realmente transtornados
aqueles que andam apenas de cueca
gritam loucamente em meio as multidões
esses sim sao invejáveis
invejo-os, pois sao livres
eles tem o luxo de serem eles mesmo
nao se importam se agradam alguém
apenas vivem a vida com liberdade
"Vocês desejam tanto a sorte de um amor tranquilo, vos invejo; eu só queria a sorte, de nunca mais amar.
Para o meu desalento, a minha existência, permeia o azar..." - EDSON, Wikney - Reflexões