Ilhas
Você é como um oceano, onde eu como capitão do navio quero navegar por essas ilhas e mares desconhecidos!
Com ó meu barco vou navegando
Admirando as ilhas que eu vou passando
Cada vento que me assopra
Mais distante eu vou ficando
Navegando em altor mar
Eu não sei o que é amar
Por isso eu fui pra longe
Para eu poder me encontrár....
Tu é as ilhas e todo o atlântico
entendi a dispersão das ilhas de cabo verde,
em ti vive as ilhas e a morabeza selvagem em seu silencio,
é na alegria dos pássaros felizes que se tem traduzido os teus silêncios,
varredura das ondas das rochas que chamo teu nome,
no choro de um outono morto no horizonte. uma só melodia que sai do teu corpo.
assume isso, disso me tem feito feitiço.
o enguiço desejado e solitário,
usufruo da certeza da única fonte.
o teu riso, menina.
quando sorrias,
as ilhas dispersam, as ondas desrespeitam essas negras rochas,
e eu só faço isso.
Balançando o atlântico nos olhos,
Descrevendo-te dentro de mim mesmo,
No Ritmo do Passacale
Sou natureza
Tua presa
Com planícies e montanhas,
Cerrados, ilhas e lagoas.
Na sedução tu não me ganhas
Eu oferto e tu me doas
Escalas os picos, passeias no vale,
Mapeias no ritmo do passacale.
Descortinas o véu
Exibo meu céu
Nadas em mim
Exalo jasmim
Deitas nas pedras
A seiva medra
Sorves nas fontes
Gritas nos montes
Ecoa num rio de paz
Cavaleiro audaz
És minha presa
Sou tua natureza
“Se não encontrar um barco, irei a nado”, dizia Francisco, e acrescentava: “Se naquelas ilhas existissem minas de ouro, os cristãos lá se precipitaram. Mas não existem senão almas para serem salvas.”
Navegamos em um grande oceano de livros, realizamos um grande passeio pelas ilhas do conhecimento e nos apaixonamos pelas ilhas de sabedoria.
De nada adianta termos vantagens, se os que nos cercam também não a tiverem, pois não somos ilhas e na vida temos uma missão coletiva, não serei feliz sozinho pois não vale a pena!
A vida não pode ser do jeito dos nossos sonhos, não somos ilhas isoladas no oceano da vida, tudo está interligado, então!
Eu, em uma canoa sem leme vagando em águas sem direção, fugindo das ilhas que exortam o mau na busca de um porto seguro que transborde paz.
Eu, correndo e brincando na chuva sonhando em crescer um dia e ganhar o mundo, nem cheguei crescer como sonhei para ver a grandeza em maldade num mundo que já foi perfeito.
NESOFILIA
A loucura do nosso amor
Fazem as águas tremular
Formam nas ilhas o resplendor
A beleza pura de te amar
Assim como os lobos de uma alcateia, as ilhas nos arquipélagos, as aves voando em bando, os peixes em seus cardumes e os cachorros de uma matilha, as pequenas alegrias de uma vida é que fazem a sua grande felicidade.
Descrição axiomática dos seres humanos do século XXI: Ilhas de solidão perdidas em um oceano de pessoas.
Até onde a vista alcança é possível deparar com um oceano pontilhado de ilhas verdejantes, e nele a esperança do encontro.
PLATAFORMAS DE PETRÓLEO NOS MARES: No final dos tempos, ilhas de ferro surgirão sobre os mares; cuspirão fogo e serão habitadas por homens de chifres.
Amigos são aquelas pequenas ilhas no oceano das nossas vidas que Deus colocou estrategicamente para nos acolher, acalentar, orientar e depois nos lançar de volta ao mar com capacidade e folego para vencermos ondas maiores.
Atropelos e ideais insidiosos,
Levaram-me a desterros e desertos,
Ilhas e trilhas.
Muros se fechavam ou bifurcavam-se;
Adiante, multiplicavam-se em novos muros.
Era o círculo vicioso de alamedas estreitas e sombrias.
Crendo caminhar por atalhos,
Vi-me metido nas entranhas de um labirinto,
Recomeçando sempre que imaginava terminar.
Rodeado de certezas, quase sempre incertas,
Tornei-me papel em branco,
Sem linhas, sem tintas, sem textos.
Fui dor e doente,
Abastado e miserável,
Primeiro indicio, depois alvo.
Emparedado, sem horizonte,
Verticalizei ao erguer o olhar,
Até enxergar focos de luz.
Arfando, sôfrego, indeciso e lerdo,
Contornei as próximas esquinas,
Até que dei de cara com a saída.
Estancada, a vida pegou no tranco.
E do final daquilo que seria o fim,
Despontou o início do recomeço.
Daquele foco de luz, surgiram contextos,
Apareceram tintas, letras sobrevieram,
Palavras têm se formado; acenam-se os textos.