Grito de Protesto
Meu grito, válvula de escape!
Meu silêncio arma perigosa!
Meu olhar, janelas indiscretas!
A DONA DA LONA- O Corpo- Claudia Murari
O GRITO DOS MAUS E O SILÊNCIO DOS BONS
Meu querido Martin você disse que o que te preocupava não era tanto o grito dos maus, mas o silêncio dos bons... Permita-me discordar de você, Martin. Os bons não ficam em silêncio. Aqueles a quem você chama de bons não passam de maus travestidos de bons e se estão em silêncio é porque são coniventes com aqueles maus que assumem que são maus. Esses maus travestidos de bons, Martin são piores que os outros que assumem que são maus. Parecem estar em silêncio, mas não estão. Eles estão gritando como os outros nos bastidores de todo e qualquer tipo de poder. Têm em seu poder uma leva de fracos que fazem o que eles mandam. Tudo no silêncio. Já os bons de fato vão para a rua e gritam sem medo da morte. E não raro são mortos. E os bons de fato, Martin, assim como você, são muito poucos. É na verdade uma minoria da sociedade.
Saudade é:
O encontro sempre adiado
O gelo que não derrete
Um grito de dor inaudível
Uma partida sem chegada
Tristeza e alegria numa só lembrança
O coração batendo no passado...
Coração de poeta
Olho, me vejo
Eu não lhe sinto
Olho, te vejo
Estou sozinho
Eu grito
Nem eu me ouso
Coração aperta
Eu sou tão tolo
Pois, coração de poeta
Não possui som
Não tem vida
Vive de ilusão
É tão ingênuo
Meu coração
É tão derradeiro
Essa paixão
Pois, coração de poeta
Não tem igual
O sentimento aumenta
É natural
Aborto
Um grito no silêncio do escuro ,
Um golpe baixo de um ato torto,
Cometido por um ser de coração duro,
Ato insano o qual chamamos de aborto.
Era uma vida clamando pelos seus direitos,
Gritando alto no vazio da liberdade,
Chega a me dar uma dor no peito,
Em saber dessa tamanha crueldade.
Seres destroçados devido ao prazer,
De seres que não prezam pela vida,
Seres que em um Deus se negam a crer,
Seres proliferadores de feridas.
Um grito nobre de um inocente,
Provocado por uma imensa e gélida dor,
Atos insanos e inconsequentes,
Simplesmente refletem a falta de amor.
Uma dor no vazio da insensatez,
Matando quem sabe a esperança,
Reflexos de seres envoltos a embriaguez, Anuladores dos sonhos de crianças.
Lourival Alves
Quando quiser,
dê um grito.
Quando precisar,
converse com um amigo.
Quando silenciar,
deixe o bem te dominar.
Sempre se tem um grito na garganta: Qual o teor do seu de hoje?
Euforia?
Dor?
Agonia?
A nostalgia é o grito que mais dói....
Lá no infinito está o meu grito,
está um coração aflito que
almeja encontrar um ser sensível;
um ser "on-line" para conversar.
No fundo, esse coração precisa tocar em um ser vivo; precisa tocar em mãos sinceras; precisa de braços livres; capazes de abraçar.
É triste ser amiga apenas de seres intocáveis;
Queria sair deste mundo intocável e adentrar em um mundo real.
Este mundo, de fantasia, fere um coração que se vê sempre solitário e sem muita razão.
Sou carne, sou osso e preciso voltar a viver no mundo tocável...
Por que não solta um grito agora?
É agora!
Tem medo de te chamarem de louco?
É louco!
Mas eles não sabem, que isso que eles chamam de loucura.
Eu chamo de liberdade!
Liberdade? Por que liberdade?
Porque é algo que poucos conseguem fazer, sem medo de ser julgado, sem medo das consequências, pois ser livre é isso.
Ser responsável, pois é... Cada escolha feita gera uma responsabilidade, você responde querendo ou não a cada escolha que faz. Isso é lei da ação e reação, causa e efeito, tudo que planta colhe.
Mas nem todos conseguem ser livres, pois tem medo de responderem por seus atos ou escolhas. Não conseguem fazer nada fora do comum, pois seriam recebidos com muitas pedradas. A história nos mostra isso.
Liberdade, conhecida por todos... Praticada por LOUCOS!
"Sei que ainda existo!
No grito de todo louco!
Nos sonhos de qualquer morto!
Na miséria no conforto!
Na putrefação de todo corpo!
‒ Ainda existo?"
Rogério Pacheco
Poema: Abrolhos latentes
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
Eu grito pois quero ser ouvida
Eu explico pois quero ser compreendida
Eu choro pois quero cicatrizar as feridas
Eu leio para passa a vida
Eu me corto pois quero esconder o ódio
Eu amo pois quero ser amada
E nessa pequena história
Eu sou a menina que ninguém conhece mais todos fala.
Silêncio, não de paz, é o grito da morte.
Vazio, ausência absoluta de vida.
Escuro, sem luz estou agora pois, para onde me esforço a observar, me pego na dúvida eterna se fechados estão minhas pálpebras ou aberto estão meus olhos sem brilho da luz que um dia jurou me guiar.
A perda se torna intensamente triste, quando se tem a presença constante do medo dela.
A alegria esta sempre ocupada, enquanto a tristeza disponível sempre esteve, sentirá que a presença da tristeza deixará tu e todos para baixo.
Já no topo, grudado com a alegria, ocupado demais para lembrar da tristeza, esquecerá que foi a tristeza que te fez subir, foi a disponibilidade da tristeza que te levou a ocupação da alegria
Tristeza, o lado oculto da alegria onde dizem citar por aí que, que há de haver um fardo dez vezes mais pesado que a tristeza humana.
Alegria, ocupado demais para explicar
- Poema feliz, de uma pessoa não tão feliz assim. De Leonardo Cestari Silva
Minhas dores gritam no meu grito exausto
Corpo casto, corpo gasto
Negro filho do sol, nasci astro
Leia na noite do meu corpo seu signo
Me siga dos bons aos cínicos
Destruindo seu reinado de prédios
Me sinto Tim Maia, então chame o síndico
Tenha um coração sensível a ponto de perceber um grito vindo de um sussurro e uma lágrima triste derramada num sorriso.
Quando o grito passa a ser sinal de silêncio em nossa alma
e nos tira o sorriso do rosto
e a paz do coração
é porque chegou a hora de gritar pra dentro...
Grite alto
pra você mesmo ouvir!
Meu nome é loucura
Estou em toda esquina, meu grito é escutado pela viatura do exército Chinês, São numerosos o que me negam e maior os que me perseguem, sou enclausurado pela família impaciente, pois a reação consciente é internar meu pensamento, onde a leitura do sentimento é logo ignorada, o desprezo da ex amada que logo atestou, perdeu a doçura quando teve que abraçar a loucura que não entendia nem 10 por cento da intolerância da sociedade, logo a multidão se chama Maria, tão comum e mortal e continuava não percebendo que a loucura continua tecendo, uma fantasia universal, a diferença é que a arte foi para o hospital, foi lá que se deu a intimidação, calou se a loucura, pela liberdade pura, onde sua doçura tornou arquitetura, matéria minha, agora virou poesia, sou arte, sou poesia, sensatez e fantasia, prudência e faminta alegria, um luar e pôr do sol, pesquei essa nostalgia no meu anzol, doido, louco, nessa sanidade faço uma varredura, poesia meu nome é loucura.
Giovane Silva Santos