Grandes Pensadores
É mais fácil responsabilizar um outro por nossas falhas ou por alguma decisão para a qual não bastam nossas próprias forças. A liberdade nos coloca em confronto com as escolhas e com nosso ser interior.
Quando escolhemos alguma coisa, também devemos assumir a responsabilidade por essa decisão. Feita a escolha, não podemos mais escapar dela. Depois da escolha, depois de saber o que decidimos, é que ficamos sabendo quem de fato nós somos.
Cada escolha toma uma possibilidade e abandona a outra. Mais precisamente, a tomada de uma decisão significa encerrar um universo inteiro de possibilidades. Todo “Sim” está também encaixado à firme negação de seu oposto e assim nos assevera o conhecimento de nós mesmo.
É que sempre determinamos nosso caminho físico sobre a terra como apenas uma linha e nunca como um plano; assim devemos, através da vida, se quisermos agarrar firmemente e possuir alguma coisa, deixar de lado, à direita e à esquerda do caminho, inumeráveis outras coisas e renunciar a todas elas. Se não pudermos nos resolver, mas quisermos pegar tudo que nos chama a atenção de passagem, como uma criança em uma quermesse, será o mesmo que tentarmos transformar a linha de nosso caminho em um plano; ficaremos a correr em zigue-zague, perseguindo aqui um vaga-lume, ali um fogo fátuo ilusório e permanecendo sem nada. Quem deseja ser tudo, acaba não sendo nada. Quem tudo quer, tudo perde.
Eu me submerjo em mim mesmo e encontro um mundo. Aquele Eu que me conduz para mim mesmo, também é quem me mata...
Os seres humanos tem de aprender a sobrepor-se à vida, têm de entender que todos os sucessos e acontecimentos, todas as alegrias não podem afetar seu Eu melhor e mais íntimo e que, portanto, todos os movimentos exteriores não passam dos lances de um jogo.
Eles buscavam o porquê, ao invés de considerarem o quê; eles aspiravam ao distante, ao invés de captarem o que lhes ficava mais próximo; eles saíam em todas as direções, ao invés de voltarem-se para si mesmos, o único lugar em que todos os enigmas encontram algum tipo de solução.
Marchamos através da escuridão, impulsionados pela energia furiosa da vontade de viver e mergulhamos cada vez mais profundamente nas trevas do vício e do pecado, na morte e na aniquilação – até que, gradativamente, a fúria da vida se volta contra si mesma e nos damos conta de qual é o caminho que de fato tínhamos desejado seguir, até que, através do sofrimento, do horror e do espanto, chegamos a nós mesmos e é da dor que nasce o nosso melhor conhecimento.
A morte é o gênio inspirador, a musa da filosofia... Sem ela, dificilmente ter-se-ia filosofado.
À verdade é permitida apenas uma celebração breve da vitória, a saber, entre os dois longos períodos em que é condenada como paradoxal e desprezada como trivial.
Devemos encarar com tolerância toda loucura, fracasso e vício dos outros, sabendo que encaramos apenas nossas próprias loucuras, fracassos e vícios. Pois eles são os fracassos da humanidade à qual também pertencemos e, assim, temos os mesmos fracassos em nós. Não devemos nos indignar com os outros por essas fraquezas apenas por não aparecerem em nós naquele momento.
A partir do momento em que um Ser teme a falta de autonomia, ao invés de temer o desconhecido, Ele automaticamente passa a viver os momentos em que à tem.
O ser humano tem ânsia pela descoberta de sua origem, pois se não se origina de si mesmo, se origina de algo maior e com mais poder, pois foi capaz de se auto criar e criar outrem, se tem a capacidade de se criar, de destruir também a tem, portanto a ânsia de descobrir uma origem vem da necessidade de barganhas para viver bem ou simplesmente viver, encontrando então como um dos sentidos da vida manter a própria existência.
Saiba:
Todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também
Hitler, Bush e Sadam Hussein
Quem tem grana e quem não tem
Saiba:
Todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
e também você e eu
Saiba:
Todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar
"Não existe verdade absoluta", já dizia Platão. Esse seria o primeiro item que gravaria em mim para nunca mais esquecer. Não existe verdade absoluta, assim como não existe certo e errado. O que existe é o ser humano, sua consciência e seu enorme leque de escolhas. Em segundo lugar, quero lembrar-me sempre que a vida não está no nosso trabalho, nas nossas festas e nem nos planos que fazemos para o futuro. A vida é o que acontece a cada segundo, a cada respiração, a cada sentimento. E nós somos essa experiência diária. Somos a liberdade do vento que nos corta, a imensidão do céu e a grandeza do amor. Nós somos a parte mais complexa e mais intensa do universo. E que universo!
Olho em volta e consigo enxergar uma magia em tudo que acontece. Até naquelas situações que avaliamos como negativas. Pare e veja! Se prestarmos atenção veremos que tudo que acontece é uma pecinha que completa um quebra-cabeça. E que a cada peça ele vai tomando forma. É como se cada passo nosso estivesse interconectado com uma lei própria, cronometrado em uma sincronia incrível. Os amigos, os amores, a família... A vida vai dançando a música que escolhemos com uma melodia harmônica. E é essa a percepção que proporciona a alegria de viver. A alegria de ser único, inteiro e completo. E também de poder acrescentar, de ser parte de algo maior e muito além de nossa compreensão racional. As opções estão aí.
Escolhi como verdade as palavras que escuto nas entrelinhas e no silêncio.
Escolhi que o certo é o que o coração fala e a cabeça pondera.
Escolhi ser a parte do universo que acredita e que é feliz simplesmente por existir.
(E o que mais dói) é viver num corpo que é o sepulcro que nos aprisiona (segundo Platão), do mesmo modo como a concha aprisiona a ostra.
Nietzsche caiu tanto no senso comum, que qualquer pessimismo ou crise existencial é visto como niilismo.
Vi uma pixação escrita num muro: 'Deus está morto' (Nietzsche). Escrevi abaixo: 'Nietzsche está morto' (Deus).
Você conhece Hitler melhor do que Nietzsche, Napoleão melhor do que Pestalozzi. Um rei significa mais para você do que Sigmund Freud.
Na verdade, se o próprio Cristo estivesse no meu caminho eu, como Nietzsche, não hesitaria em esmagá-lo como um verme.