Gelado
A paisagem veste-se de noiva
Os caminhos congelam
Pobre gado!
Desespera-se pelo estábulo
Da boca verte fumaça
Um sentimento
sentido,
O tremor
do minuano zunindo,
O milho,
doce alimento
Noite impiedosa
Um filete de lua
tremelica...
gelado.
Saudade
Num abraço gelado
A saudade vem
Vem fria e rápido
Rápido como um trem
Quebrando o calor da madrugada
O meu coração congela
Batendo saudades
Muitas saudades dela
Saudade essa que é incontrolável
Chega até a ser desconfortável.
Saudade desgraçada,
Saudades de você minha amada.
SGE
VENTO GELADO
Assim chega o inverno, manhoso,
Manso de cachecol no pescoço.
Ele Chega cabreiro, e sem avisar.
Vento gelado,a quase nos congelar
Era Tudo que eu sonhava um dia ter
um amor no inverno pra me aquecer
Nas noites frias me fazer adormecer
É só um sonho,eu sei, é pura ilusão
Fui eu que Enganei meu coração
Eu nunca tive um amor de verdade
Com carinho sincero , veracidade
Seja qual ele, em nenhuma estação
Foi tudo ilusão maldita a besta fera
Que me deixou sozinha ,na espera
verão, outono, inverno e primavera.
Sou eu meu grande amor de inverno
Idôneo , sincero , sentimento terno
Acordei para vida e encontrei um amor
aquece-me; alimenta-me com seu calor
Vivia dentro de mim, dileto, encantador
Achei ,enfim, sou minha grande paixão
A primavera é parte do meu coração
E no inverno, eu aprendi amar o verão
Um dia o amor seja minha realidade
em algum inverno abraço a felicidade
meu bobo coração,frio jamais será
Na esperança de um amor encontrar
Com ternura um cobertor quentinho;
No frio a me esquentar, com carinho
Deus proverá no tempo que passar
Quero colo quentinho pra me aninhar
Pois sempre Pronta estarei a esperar
Quando o próximo inverno chegar !
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados soba Lei - 9.610/98
É tão bom depois da ceia apanhar o ar gelado, e subir numa boleia aos confins da lua cheia para ver o céu estrelado.
A preguiça também é escolha. Uma xícara de café ou um bom banho gelado te deixa pronto para qualquer coisa.
O frio mais gelado que já vivi
Um espaço deixado que não esqueci
Agora tudo está no passado
Ela não está do meu lado
Não queria que fosse dessa maneira
Meu coração está quebrado
Colocaram numa geladeira
Fechado e trancado com um cadeado
Só ela pode reabrir
Desencadear o sentimento
Será difícil conseguir
Já é grande o sofrimento
Terá que aquecer com fogo intenso
Fogo que arde e consome
Que queima e que some
Com o vazio aqui dentro
Não está disposta a me libertar
Vai me deixar aqui sozinho
As memórias permeiam o pensamento
Até por inteiro eu congelar
Foi isso que escolhi
Escolhi te dar o meu amor
Você disse que não precisava
Por isso numa geladeira trancou
Em vista disso chego a uma conclusão
Agi sem ter nenhuma razão
Não há razão no amor
Você é o meu coração
O sangue quente no asfalto gelado
O corpo imóvel todo molhado
Os berros ecoam para todos os lados
Mas o silêncio é incontestável
Imponente e incontrolável
Assim como a certeza irrefutável
Que o humano tanto luta
Mas o fim é inevitável
A morte é certeira e passageira
E mais uma vez, levou uma vida inteira.
Em momentos que choro pelas magoas que deixou...
a água está muito gelado igual as tua palavras,
tentei lembrar de bons momentos...
Neste dia gelado qie anteve o inverno.sob nevoa e neblina ao amanhecer..gotas de orvalho congeladas fazem a paisagem do RS incrivelmente linda,gelida mas aconchegante...Como o tempo exige..e nada como um cafe quentinho,ou um chocolate quente pra aquecer ainda mais...Um cobertor quentinho e pipocas!! Pra quem pode ,logico!!rsss
Aonde foi parar aquele beijo ensaiado
Trêmulo, gelado, impaciente?
E os poemas que lhe acompanhavam
Num papel meio amassado
Declarando o amor
Do beijador presente?
Na velocidade de um piscar de olhos
Intenso como o impacto de um meteoro
Na festinha vulgar de alguém popular
Ele se suicidou
De boca em boca
Perdeu seu gosto
E por fim
Todo o seu valor
E por fim
Onde foi parar a franqueza ?
Francamente
Antes que eu me esqueça de ser “gente”
Peço ao mundo que me esqueça
Peço a ele que me deixe
Ser anormal assim
Quadrada assim
Por fora assim
Feliz assim
É noite e o céu está num quel todo triste...
O vento gelado chega até mim levando meus olhos para o céu e lá distante vejo uma pequena estrela a brilhar mais que as outras...
Como então derrepente a pensar em você...
Você é como aquela pequenina estrela...
Você que me ensinou a amar e a viver...
Você que num mundo cheio de ódio me fez ver as coisas mais belas da vida...
Mas foi você que um dia chegou e disse que não me amava...
Olho para o céu novamente e não consigo olhar...
Pois as lagrimas não me deixam ver a pequenina estrela...
E o vento gelado dessa noite me torna ainda mais triste...
Simplismente por que você que me ensinou a amar...
Sem querer me ensinou a sofrer e a chorar...
Será que foi o som da vida?
Não saberia dizer, mas olhou pra fora, as mãos no vidro gelado da janela, os olhos atentos a qualquer simples movimento mágico que fazia tudo simplesmente continuar. Porque não importa o que aconteça, tudo continua, não é? Você pode estar sangrando, entregue ao seu último suspiro, mas lá fora o mundo continua. As pessoas dirigem seus carros, andam nas calçadas, trabalham, dormem, fazem amor. Foi exatamente assim que aconteceu.
Som de pneus cantando e uma voz assustada que dizia que o moço tinha sido atropelado. Ali do lado, bem embaixo dos olhos deles, na mesma avenida em que seguiam suas vidas. E foi mesmo: estava lá estirado no asfalto, com as pessoas aglomerando-se em volta. Mas foi rápido demais, logo já não podia mais divisar o corpo e tudo o que via através da janela era a vida em movimento, porque apesar do fato de o moço ter sido atropelado, a vida continua. E o ônibus continuou o seu caminho, levando-os pra fora da cidade, para o trabalho de todos os dias, para o cotidiano. A mesma estrada, o mesmo cenário, o mesmo tempo cinza de inverno.
Ficou se perguntando se talvez aquelas gotas finas de chuva que começaram a cair era o choro triste da vida por toda essa indiferença. Quis gritar que o moço tinha sido atropelado, mas passaria-se por louca. Todo mundo tinha visto e ouvido, com exceção de alguns que estavam dormindo envoltos apenas em seus próprios sonhos. Algo em seu estômago retorceu, doeu, incomodou. Como poderiam continuar a vida assim? O moço tinha sido atropelado. Estava lá, estirado, ainda vivo no chão, com dores, ou talvez até já morto.
Poderia ser filho de alguém que ao saber da notícia enterraria o rosto nas mãos com lágrimas inundando os olhos, ou ficaria em choque olhando o nada por um longo tempo e só choraria lágrimas silenciosas, quando visse o caixão baixando na terra. Poderia ser irmão de alguém que viesse correndo até seu corpo e gritasse aos quatro cantos que NÃO, não poderia ser verdade. Poderia ser pai de uma criança que viveria todos os demais dias de sua vida sem a figura de um pai, uma vida inteira modificada por um segundo de imprudência. Talvez tivesse um amor impossível, que no exato momento em que o acidente ocorrera, sentira uma dor esquisita no coração. Uma dor que lhe trouxera lágrimas aos olhos e alguém ao seu lado poderia questionar se estava tudo bem ao que ela responderia que só estava com um pressentimento ruim. Ou talvez tivesse uma esposa que no momento estava em casa dando café da manhã aos filhos, e quando descobrisse perderia o chão, o equilíbrio, desmaiaria.
Alguém em algum momento teria parado pra se perguntar o que ele estaria fazendo justamente ali, naquela avenida e naquele horário? Estaria indo para o trabalho? Ou comprar o pão para o café da manhã? Ou talvez estivesse indo à casa do seu amor impossível dizer que iriam se casar, pois não poderiam jamais viver separados. Ou indo visitar a mãe para dizer-lhe que a amava, ou talvez estivesse apenas andando depois de uma briga para espairecer?
Notou de repente e com espanto que nada disso importava a ninguém mais além das pessoas queridas relacionadas ao moço. Porque para todos os demais, a vida continua. ‘O moço foi atropelado’ foi só mais um acontecimento normal e comum nos dias de hoje em que estamos acostumados com a violência, acostumados com a morte, acostumados com sangue e dor e guerra. ‘O moço foi atropelado’ poderia ser também ‘Choveu ontem à noite’, ‘A rua foi interditada’, ‘Dizem que vai fazer sol no final de semana’. As reações são as mesmas. Apáticas. É o nosso cotidiano.
- Relacionados
- Injustiça
- Prefeito
- Coração Gelado