Galo
Hoje não precisa o galo cantar e nem receberem o pão molhado, para se revelar os que vão te abandonar na hora que você mais precisade um apoio.
João Cap.13...
O galo cantava na minha infância
Despertando-me para sonhar.
Hoje o galinheiro está vazio.
No jardim, somente lembranças,
De um tempo quando criança
As coisas não tinham um lugar.
Sons da madrugada (1)
Galo canta desesperado,
Cachorro late incomodado,
Ambulância ecoa nervosa,
Criança chora clamando urgência.
A cama range de um lado,
O filho ressona aninhado,
Marido ronca como que em prosa,
O relógio acompanha a cadência.
Um gato grita miados roucos,
Um carro buzina e canta pneus,
Jovens bêbados bradam como que loucos,
Proclamam queixumes de amores seus.
Lá fora, noite acesa!
Os ruídos denunciam a atividade delirante.
Cá dentro, a casa dorme!
Noite escura, tinidos de sono reconfortante.
Só a caneta escreve
Movimentos que escuto de leve.
Nítidos somente a mim, e a mais ninguém,
Distingo outros sons também.
Som da saudade gritando no peito,
Som das palavras fervilhando a mente,
Som do cansaço suplicando leito,
Som da existência implorando argumento.
Tantos sons no silêncio pouco tranquilo da noite insone.
Três e treze, marcam os ponteiros.
Há algo que esta questão solucione?
Meu sono aniquilado por bulícios certeiros?
A chuva começa. É mais um som!
Chuva mansa, sem relâmpago ou trovão.
Mas seu som se sobrepõe, é o seu dom.
Está em seu âmago cumprir sua missão.
Como mãe amorosa
Ciente da fadiga enorme
Acalenta-me, religiosa
Instruindo suave: dorme!
É o que permanece.
Só a chuva mansa.
Nina-me e me adormece
A chuva... amansa.
ASSIM ACORDOU O DIA
Foi a maior confusão, o Sol na maior preguiça continuava escondido, o galo nem apareceu para dar bom dia. A Lua bocejando foi se afastando, em fronhas de linho se deitou deixando o dia na escuridão.
As estrelinhas que a tudo observava deitadas em suas caminhas de nuvens flutuantes, nada entendiam; - Alguém sabe ai embaixo o que aconteceu? Perguntou uma das estrelinhas lá bem do alto.
- O relógio do Sol se atrasou a Lua com certeza acelerou os ponteiros do seu tempo e cansada de brilhar foi se recolher. Respondeu a estrela mãe.
A Lua sonolenta respondeu:
- Nada disso linda estrelinha, eu fui me recolher na hora certa, agora cabe ao majestoso Sol clarear o dia e o galo despertar a floresta.
Enquanto isso, na floresta os bichinhos estavam assustados, nem a coruja saiu da sua casa. Flores confabulavam sem entender aquele atraso, estavam com frio e precisavam da luz do Sol para se aquecer.
O beija-flor, sentindo falta de perambular entre flores, resolveu ir falar com a fadinha cor-de-rosa:
- Amiga fadinha todos os bichos querem uma explicação do que está acontecendo. Nem o galo acordou para dar bom dia com seu canto estridente, os passarinhos ainda dormem encolhidos nos galhos.
A fadinha pediu que esperasse e partiu em disparada seguida por milhares de vaga-lumes que deixavam o caminho iluminado.
Pouco tempo depois ela voltava sorrindo:
- Calma meu pequeno beija-flor, corra avise a todos que está sendo resolvido, o relógio do Sol quebrou a corda, o relojoeiro demorou a consertar deixando o Sol impaciente.
- Veja! É o olho do Sol clareando o dia gritou a fadinha e logo o galo das campinas abriu o bico despertando todos que ainda estavam recolhidos em suas tocas, em suas casas, em seus ninhos.
E assim o dia acordou...
Autoria- Irá Rodrigues
Dormias...
Enquanto dormias, o mundo girou,
Madrugada atravessou e o galo cantou
Você alheio a tudo se embalava
Num sono tranquilo e reparador...
Enquanto dormias tantas
Outras coisas aconteceram,
O orvalho caiu, a flor desabrochou,
Crianças nasceram, pessoas morreram.
Enquanto você dormia, seu sono
Foi velado por um anjo da guarda
Sentado à sua cabeceira sorrindo
Te olhando sonhar, em resmungos e risos.
Enquanto dormias, seu corpo sarava e já
Se preparava para uma nova jornada ...
O Galo preto de Pirapora (Altino Caixeta)
O Trem de Pirapora (Sá & Guarabyra)
O Anticristo de Pirapora (Tadeu Martins)
A Antarctica de Pirapora (Manfred Brant)
O Vapor de Pirapora (Júlio Guimarães)
A Estação de Pirapora (Paulo de Frontin)
A Capitania de Pirapora (Cap. Barros Cobra)
- Hoje em dia, o "Dom Ratão" de Pirapora...
— A alma existe entre o cantar de galo e o som do nevoeiro em dias de pura noite por isso dormes numa cama e sonhas procurando tudo e o tudo que encontras é o nada !
Um homem no chão da minha sala
alonga sua raiz
galo que estufa o pescoço
cana-de-açúcar e bronze
poças, chuva, telha-vã
rio que escorre na velha taça empoeirada
O homem no chão da minha sala
cidades de ouro
castelos de mel
velhas metáforas
sinos línguas gelatina
O céu no chão da minha sala
Esse homem no chão da minha sala
provoca o veneno da cobra
pulgas atrás das orelhas
mexeu nos meus bibelôs
consertou aquela estante
revirou a roupa suja
desenterrou flores secas
fraldas
chifres
quatro cascas de ferida
um disco todo arranhado
e um punhado de pelos
Aquele homem no chão daquela sala
me fez cruzar o ribeirão dos mudos
estufa de tinhorões gigantes
no piso do meu mármore
ele acordou a doida
as quatro damas do baralho
uma ninfeta de barro
e a cadela do vizinho
Daquele homem no chão da minha sala
há meses não tenho notícia
desde que virei a cara
saltei janela
fugi sem freio ladeira abaixo
perdi o bonde
estraguei tudo
Escuridão
Que horas são, afinal ?
O galo já cantou
O escurecer já se foi
A claridade já chegou
Mas o que está faltando?
A refeição está feita
As aves estão cantando
Os predadores estão à espreita
Mas tudo continua escuro
O que está faltando, então?
É hora de acordar pra vida
Esquecer quem machucou-me
De procurar um novo amor
Mas o que estão faltando, agora?
Pois o vazio no peito não fechou
E o sol a aquecer-me
Ilumina meu caminho perdido
Mas que horas são, afinal?
Pois já devia ter anoiteçido
Igualando-se a meu coração escurecido
DIA DE SOL.
No primeiro raio de luz
o galo acorda a gente
faço preces pra Jesus
e agradeço diariamente
por no prato ter cuscuz
e no copo ter café quente.
Hj o dia nasceu e vc não estava nele. O galo não cantou, passarinhos não vieram e nem o sol apareceu. Claro! Seu sorriso cessou. Ele que ascendia o sol, apareceu a chuva, o céu se derramava. A brisa era fria, o calor do seu abraço fará falta...para sempre Paula!
Amanhecer.
O sertanejo se levanta
o Sol espanta a frieza
no quintal o galo canta
acordando a natureza
e a disposição é tanta
porque do café a janta
não falta cuscuz na mesa.
#O #GALO
E quando o cantar na madrugada...
Precede a aurora que se avizinha..
Tece solto suas melodias...
Ouço bem ao longe e me dou por satisfeito...
Surge mais um dia...
Em minha rude e grata sinceridade...
Abro os olhos e agradeço...
Mais bate feliz meu peito...
Comungo com a terra...
Onde meus pais nasceram...
Tenho agora na lucidez da saudade...
Dado mais valor à sinceridade...
E seu canto muito me lembra...
Madrugadas frias que já foram...
Também já escoaram...
Tempos longínquos tão queridos...
Mas não por mim esquecidos...
Afagos de mãos trêmulas porém decididas ainda sinto...
Meu coração mais belo no silêncio e mais forte na espera...
Alegra-se todas as manhãs...
Todos os dias são de primavera...
Pelo menos envelhecer não é problema...
E de olhos fechados me entrego...
Sem amarras, sem algemas...
Sem constrangimentos ou dilemas..
Muito além do infinito azul...
Sonho, vivo, sinto...
Entre tudo que já foi amado...
Estar vivo é bom de fato...
E no acaso que se perde...
Onde nunca mais será achado...
Às vezes sofro do mal sem saber onde...
No amor que fala e me encanta...
Não é tão bom viver?
Me responde...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
"MUITAS VEZES VEMOS O GALO CANTAR, MAS NÃO SABEMOS ONDE: -- Tomamos conhecimento das coisas superficialmente e nós atiramos como se ali estivesse a nossa solução, mas não temos informações suficientes; o principal INCAUTO é o jovem atrevido. Muitas vezes trabalham honestamente e jogam seu dinheiro em bolsa ou Bitcoin, sem conhecer o assunto e acabam ficando de BOLSO VAZIO, são logrados a todo instante"