Fundo do Poço
Fundo do Poço.
Cai mas não desisti,
Levantei com o sorriso no rosto.
É bem aparente que tô no fundo do poço
Mas levando e espanto a tristeza com o sorriso no rosto,
Só quem tá no fundo do poço sabe da escuridão e o gosto.
Tem muita gente que fala que é falta de surra mas eu digo é falta de abraço e atenção.
Mas sempre que alguém se mata você vai no face e faz um textão,
Fala de sentimento da boca pra fora pois você é hipócrita sem coração.
Tudo sem noção, fala palavras que machuca e depois pede perdão
Mas quantos já fingiram que perdoarão e se forão?
Se enforcarão pelo que vocês chamam de falta de surra,
Sente na pele esse verso,
Pois a culpa é sua!
Pode pedir perdão pelas palavras que machucão,
Mas nem todas cicatrizão porque vai no fundo da alma
E as vezes só a morte pode cura-las.
"O peso da culpa"
No fundo do poço
Me encontro num relento
Onde almas vivem sozinhas
Em um longo periodo de tempo
Se o mundo transbordase
No desespero da ilusão
Sangrariamos os olhos
Em busca de compaixão
Vivendo uma vida angustiante
Lotada de opressão
Tornamos o horizonte
Um ponto sem informação
Onde o luto cobra a vida
Dando lições e sermão
Na busca por perfeição
Enaltecemos o ego
De almas feridas
Cobertas por furos de prego
Estes que pregam o vazio
Como uma martelada de dor
Numa moldura de um quadro
Velho e sem cor
Cheguei ao fundo do poço, nada.
Subi e ainda trouxe água para matar a sede de quem me empurrou pra cair lá.
Quando você bate no fundo do poço, não tem mais para onde descer, então é onde você pega o impulso e sobe. Sempre vai haver esperança, desde que a pessoa queira. Sempre há uma nova forma de ver a vida."
Mesmo no fundo do poço não desanime. O fundo faz parte do poço, e pode ser o primeiro degrau para a SUPERAÇÃO.
VIDA OSSO
Inflação tá muito alta,
indo pro fundo do poço.
Se o pobre tá no açougue,
leva carne de pescoço.
Hoje só come no rango
a carcaça de um frango...
pense numa vida osso!
" Nunca deixe a fraqueza de espírito,te levar ao fundo do poço, mais respire fundo e recomece de novo"
As vezes,
a ansiedade me
pega de jeito,
me leva pro
famoso
fundo do poço,
levo as minhas malas
e por lá passo
as minhas ferias,
mas não, não do bom sentido.
Eu não consigo fazer
nada,
e por vezes
nem sequer me levantar.
A ansiedade
faz um cubo ao meu redor
é esse cubo e apertado,
me aperta
e sufoca,
e eu não consigo
fazer até as
coisas mais simples, e
se eu tento sair,
na minha mente:
o cubo é de vidro
é eu vou me
cortar,
machucar,
mas eu sei
que não é,
mas simplesmente
não consigo.
E essas férias podem durar:
uma hora;
um dia;
ou um ano.
E todas as vezes que
eu guardo as minhas
malas
logo, logo
tenho
que refazer-las.
E esse ciclo
se repete
várias, várias e várias
vezes,
um ciclo vicioso,
e sem um fim.