Fui

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Eu já sabia que iria morrer... por isso é que fui escrever meu viver.

“As diferenças”

Sem lugar a mesa não queria um jantar a luz de velas, nunca fui muito eloqüente.

Minha vida é simples, apenas um cigarro de paia, um prato modesto sacia a fome danada.

Os brilhos, as luzes que ditam sua jornada, ofuscam a chama do meu lampião aceso.

O brilho da lua norteia a jangada, o pedaço do sol comprado por ti; desprezível sorriso.

Seu mundo é a vida largada, o meu é a alegria do simplório canto da cigarra.

Seu carinho é uma folha sem nome, teu apreço descartável, tortura àqueles dias de entrega insensata.

Meu pequeno vilarejo, nunca te disse nada, os monumentos à porta de sua casa; degraus pequenos...

O casamento é um laço escravagista; jamais fui indagado por sair para trabalhar, mas quando resolvo sair para a diversão ressurge o tronco e a chibata,

Eu sempre fui um garoto inocente, perdi minha infância em um sentimento de amor e loucuras.
Perdi-me em olhos sedutores e boca carnuda me dominando e mastigando meus sentidos.
Era inquieto o silêncio e seu corpo me alucinava em um feixe de luz e murmurava em meu ouvido fazendo-me arrepiar todo o corpo.
Entregava-me a felicidade, pois você é minha alegria e não posso viver sem teus carinhos e tua presença.

Meu caminho sempre foi cheio de pedras e obstáculos e sempre fui muito vunerável a eles,acabei me deixando levar pela derrota, quando derrepente estava terminando de cavar a minha cova, encontrei uma luz, mais não era uma luz qualquer, era o amor que eu tanto procurei, foi ele quem me ajudou a sair da cova e colocar todas as pedras e obstáculos fora do meu alcance, é por isso que hoje eu sou o que sou graças a você o meu grande e verdadeiro amor.

Outro dia fui comprar um abajur. A mocinha me olhou e perguntou:
- Luminária?
Eu olhei em volta, tinha uma porção de abajur.
- Não, abajur mesmo, eu disse.
- De teto?
Fiquei olhando meio pasmo para a vendedora, para o teto, para a rua. Ou eu
estava muito velho ou ela estava muito nova.
No meu tempo - e isso faz pouco tempo - o abajur a gente punha no
criado-mudo, na mesinha da sala.
E lá em cima era lustre. - Lustre?
Descobri que agora é tudo luminária. Passou por spot, virou luminária. Pra
mim isso é pior que bandeirinha virar auxiliar de arbitragem e passe (no
futebol) chamar-se - agora - assistência.

Quem são os idiotas que ficam o dia inteiro pensando nessas coisas? Mudar o
nome das coisas? Por que eles não mudam o próprio nome?

A mocinha-da-luminária, por exemplo, se chamava Mariclaire. Desconfio até
que já tivesse mudado de nome. Pra que mudar o nome das coisas?

Eu moro numa rua que se chama Rodovia Tertuliano de Brito Xavier. Sabe como
Se chamava antes? Caminho do Rei. Pode? Pode.! Coisa de vereador com minhoca
na cabeça e tio para homenagear. Mas lustres e abajur, gente, é demais.
Programação de televisão virou grade. Deve ser para prender o espectador
mais desavisado. Entrega em domicílio virou delivery. Agenda de correio,
mailing. São os publicitários, os agentes de 'marquetingui'?

Quer coisa mais bonita do que criado-mudo? Existe nome melhor para aquilo?
Pois agora as lojas vendem mesa-de-apoio. Considerando-se a estratégica
posição ao lado da cama, posso até imaginar para que tipo de apoio serve. E
por que é que agora as aeromoças não querem mais ser chamadas assim? Agora
são comissárias. Não entendo: a palavra comissária vem de comissão, não é?
Aeromoça é tão bom e terno como criado-mudo. Pior se as aeromoças virassem
moças-de-apoio. Taí uma ideia.

E tem umas palavras que surgem de repente do nada. Quer ver?: luau. Isso é
novo. Quando eu era jovem, se alguém falasse essa palavra ou fosse
participar de um luau, era olhado meio de lado. Era pior que tomar vinho
rosê. Coisa de bicha, isso de luau.

Mas a vantagem de ser um pouco mais velho é saber que o computador que hoje
todo mundo tem em casa e que na intimidade é chamado de micro, nasceu com o
nome de cérebro-eletrônico. Sabia dessa ?
E sabia que o primeiro computador, perdão cérebro-eletrônico, pesava 14
toneladas? E que, na inauguração do primeiro, os gênios da época diziam que
até o final do século, se poderia fazer computadores de apenas uma tonelada?

Outra palavrinha nova é stress. Pode ter certeza, minha jovem, que, antes de
inventarem a palavra, quase ninguém tinha stress.Mais ou menos como a TPM.
Se a palavra está aí a gente tem de sofrer com ela, não é mesmo? No meu
tempo o máximo que a gente ficava era de saco cheio. Estressado, só a turma
do luau.

E agora me diga: por que é que em algumas casas existe jardim de inverno e
não jardim de verão? E, se você quiser mudar o nome desta crônica para
linguiça, pode. Desde que coloque o devido trema. Também conhecido como dois
pinguinhos.

PRECURANU UM AMÔ!

Fui au incontro da noiti
Vaguemu pelas madrugada
Preguntei a todas as instrelas
Ondi anda minha amada?

A lua num me disse nada
As pedra da rua neim me arrespondero
As fulô, tudu drumindu naquea hora
Ansim me arresorvi vim simbora

Intão ao raiá da orora
Cum o sór imprranu a noiti
Preguntei: aqueceu meu amô?
E eli neim uma palavra falô!

Intão seguind minha istrada
Infeitada de árvuris e fulô
Cuns passarinhu em revuada
Preguntei se viru meu amô

A rosa, toda facêra
Oiô pra margarida e falô
Esse tá tãum perdidu
Que neim sabi du seu amô

U pé di piqui todu prosa
Se balançanu pro de jambu rosa
Sorrisu matrêru comentô
Esse Caipirinha num percebeu
Seu amô num si perdeu!

A coruja inteligenti
Se arresorveu cunversá
Caipirinha venhá cá
Que vô lhe preguntá!
Já procurô u seu amô
Aondi ele devi di tá?

Tenhu certeza que não!
Ocê lá num procurô
Seu amô há di istá
Onde ocê o dexô!

Tá certu dona coruja!
Intão pra lá vô vortá
Vô prega nu sonu
E continuá a sonhá!

Ah, como pude eu pensar, sonhar aquelas coisas? Que longe estou do que fui há uns momentos!

Sem medo de amar eu amei muito,e muito fui amada
Sem medo de viver eu vi vir, e ainda vivo
Sem medo de sonhar sonhei ,,sonhei muito
Sem medo de chorar muito chorei , ainda estou chorando
Sem medo de errar acabei errando , com vontade de acertar
Sem medo de sorrir eu sorrir , e muito
Sem medo de cair acabei caindo ,mas me levantei
Sem medo de gritar , eu gritei eu te amo

Fui à igreja com o meu cão, fiquei à entrada a admirar o enorme e magnífico portal, estilo gótico, de uma beleza descomunal... Ele entrou, possivelmente p´ra ir rezar, mas como não tinha pecados não precisou de se confessar.
Estranhei a sua demora, entrei para o ir espreitar, e dei com ele a dormir encostado ao altar.
Penetrei na nave alta e senti um arrepio de frio, pela imensidão do seu vazio...
O padre viu-me entrar na igreja pelo som dos meus passos, e perguntou-me se o cão era meu, respondi-lhe que sim, ele diz-me que o cão não podia ali estar; fiquei indignado pela ousadia de tamanha desfaçatez, ao qual lhe respondi que ele não tinha pecados era feito por inteiro, é apenas um animal sem comparação nem igual.
Após a nossa controvérsia, por final indaguei o padre, que isso era uma autêntica descriminação porque se o cão não podia ali estar as ovelhas também não... Ele encolheu os ombros virou-me as costas afim de ir confessar-se sem emitir qualquer som.
O cão continuou a dormir encostado ao altar, não se incomodando da conversa que estávamos a travar... Neste plebiscito animal reinaram os ecos sem som racional.

Sou oque fui, e amanha serei oque sou!

Você esteve sozinha
Você esteve com medo
Eu fui um tolo
De diversas maneiras
Mas eu mudaria minha vida
Se você pensasse em tentar me amar

Então por favor, me dê outra chance.
Para escrever-lhe uma outra canção
Esqueça aquelas coisas que eu fiz
Porque eu te darei meu coração
Se você me deixar começar tudo de novo

Eu não sou um santo
Sou apenas um homem
Que tem o céu e a terra na palma de sua mão
Mas eu joguei essa oportunidade pela janela
Por isso agora estou aqui hoje pedindo o seu perdão
E se você poderia apenas

Por favor, me dê outra chance.
Para escrever-lhe uma outra canção
Esqueça aquelas coisas que eu fiz
Porque eu te darei meu coração
Se você me deixar começar tudo de novo

Garotinha, você é tudo que eu tenho.
Não me deixe aqui novamente
Porque eu te darei minha vida (sim eu darei)
Se você me deixar tentar te amar

Então por favor, me dê outra chance.
Para escrever-lhe uma outra canção
Esqueça aquelas coisas que eu fiz
Porque eu te darei meu coração
Se você me deixar começar tudo de novo
De novo Oh
Não

Você sabe que eu te amo (sim)
Me dê mais uma chance

Eu fui marcada

Marcas, nódoas feitas por contusões, batidas, tropeços. Você com certeza deve ter alguma em seu corpo adquirida por um tombo quando criança ou uma queda por exemplo. Acertei? Eu sabia. Todos nós carregamos marcas. Muitas delas essenciais para o aprendizado de coisas novas, como: andar de bike, de skate, subir em árvores, brincar de queimado, pique-esconde, bandeirinha, aprender a ser livre, sociável, a ser você mesmo. Esses são só os primeiros tombos causados pelos primeiros passos da sobrevivência. Nem deixam tantos traumas assim.

Mas há outras marcas necessárias para ensinamentos maiores e mais importantes. Lembro-me exatamente do dia em que fui marcada, sem intenção, pela ponta de um cigarro aceso, bem no pescoço. Foi um acidente, eu devia ter uns 6 anos e ainda me lembro da cena. Minha mãe conversava com minhas tias numa festa de família, fumava cigarro porque achava isso um charme, estavam super animadas. O papo devia estar muito bom. Eu vinha correndo por detrás dela tentando me esconder dos meus primos, quando ela espalhafatosamente traz a mão para trás, e desatenta, me fere. Levo essa marca comigo até hoje, visível. Pelo menos, desse dia em diante ela nunca mais pôs um cigarro na boca. Serviu como lição. Fui marcada por uma boa causa. Valeu a pena.

Comecei a escrever sobre isso porque um dia desses, uma cicatriz bem pequenininha no meu dedo mindinho, quase imperceptível, dessas que a gente nem lembra onde foi que se cortou, começou a me incomodar. Eu fiquei olhando pra ela tentando me lembrar aonde eu havia me machucado, mas não vinha nada a mente e foi então que comecei a escrever sobre as feridas cicatrizadas com o tempo. Sobre as marcas emocionais, manchas ocasionadas por ressentimentos. Muitas delas feitas por pessoas também feridas pela vida. É o famoso ciclo da vingança. Todos nós já passamos por isso, já ferimos alguém e já saímos machucados de certas histórias. Tudo isso pra se sentir superior ou amenizar alguma dor.

Fiz uma retrospectiva e recordei de algumas situações que fui marcada e de outras várias que com certeza devo ter marcado alguém. Passei a limpo minha vida de erros e acertos, de pedras de tropeço, e descobri que a cura não tem nada a ver com o sumiço das cicatrizes. As marcas continuam, a dor é que vai embora. Cada marca tem a sua história, o sofrimento é que é deletado da memória.

Não tenho porquê ter vergonha do fui fiz, ou por ora do que sou. Tolos dos que se envergonham do que já viveram. Não é porque hoje eu acho que não foi tão viável o que fiz no passado que eu hei de arrepender-me, acredito que tudo que já se passou foi ingrediente para o que sou, e mesmo que talvez o que sou não seja suficiente, é exatamente isso que sou e se me basta, tá tudo certo! Não engulo fermento pra crescer pra ninguém!Tudo que eu faço é pra mim e por mim, e não, eu também não me envergonho desse egoismo!

Um dia você vai perceber o quanto fui importante pra você e nesse dia eu não estarei ao seu lado.

" Fechei os olhos e fui visitar um outro mundo, cheio de flores perfumadas e regido apenas pelas crianças que sofreram nas mãos de pessoas insanas do mundo em que vivemos e que por esses motivo o Criador as levou para la...Observei que la só se ouve os barulhos das águas límpidas , os mais belos cantar dos pássaros e o sorriso desses inocentes. Uma dessas crianças me disse que todas as flores que estão la foram plantadas por elas e regadas com as lágrimas dos seus olhinhos na hora da dor sofrida pela violência..."
Lucimary 04/06/2012

Eu sempre fui meio azarado no amor...
Eu sempre fui meio intenso...
Sempre penso redondo e escrevo quadrado...
Eu nunca quis magoar ninguem...
Algumas pessoas tiveram prazer em me magoar...
Eu sempre fui meio triste...
Mas todos sempre acham que estou feliz...
Eu sempre dei um pedaço de mim...
Mas nunca, nunca levo migalhas de ninguem.

Sou o que sou mesmo antes de ter sido o que fui

Que sorte a minha, fui escolhida pra ser mãe.
Mãe de primeira viagem, tantos medos, tantas curiosidades, tantas inseguranças...
Mas fui escolhida, Deus me escolheu. Confiou em mim uma vida, me deu o dom da criação, então fico feliz pois sei que conseguirei.

O que fui, sou e serei...


Serei um eterno apaixonado pela vida
Enquanto ela me oferecer o ar,
O mar, o sol, a terra e o luar.
Onde eu possa ser o meu ser
E dela viver... e dela amar.

Não me importa os bens
que um dia conquistei.
Importam-me os quais
Eu pretendo seguir:
A amizade...
o amor, o carinho, a alegria,
A parceria, o sorriso... a felicidade.

A felicidade de viver momentos intensos.
De ter sido verdadeiro, honesto, sincero,
Companheiro.... amigo.
De quem me deu um abrigo
Por livre arbítrio a me amparar.

E os meus sonhos?
Nem todos serão realizados.
Por que eu sonho muito mais que um sonho.
Sonho por que não me oponho
Do privilégio louco de sonhar.

E enquanto sonho
Vou seguindo em frente,
Vou sendo valente.
Sem deixar de sonhar.
Por que o sonho é minha energia
Por que o sonho me contagia
Por que o sonho me faz respirar.

E na sabedoria perfeita
Deus me fez um ser iluminado.
Por que tenho quase tudo que desejo
Mas quase não é presente
Não é ser clemente,
Nem muito menos agrado.

Quase, é tudo aquilo que eu mereço
É o círculo completo do meu rosário.
Que possui fases distintas
Que me fez crescer de alma limpa
Sem fugir do meu mundo imaginário.

E com amor dou-me à vida
Em oferenda à tudo que sou
Ao que fui... ao que ainda vou ser.
Por que sou filho
De quem o mundo criou
E vim aqui para aqui vencer.