Fuga
Fuga da seca!
A seca a tanto tempo me maltrata
a cada dia a esperança morre mais
e a dor que matou meus ancestrais
se eu ficar nessa terra ela me mata
não sei porque a vida é tão ingrata
e amordaça a esperança desse jeito
se procuro outro lugar pra ter direito
sinto no peito o valor do nordestino
é a espada atravessada no destino
e a faca na mão do preconceito.
“Fuga”
Eu não sei como fugir desta escuridão!
Saiba que eu caminhei… eu lutei.
Eu procurei por saídas.
Mas o tempo...
Ele parece ter parado.
E minha sombra!
Ah!
Ela está fora de mim.
Eu perdi o brilho de repente.
E o sorriso...
Sim!
O sorriso!
Este se escondeu… simplesmente se fechou pra mim.
Minha face mudou de expressão.
Ela se perdeu até mesmo do espelho.
Mas porquê?
Qual a razão!
E qual o sentido… se é que existe sentido nisso?
Medo?
Angústia?
Erro?
Não sei!
Mas não quero mais perder meu tempo… em tão pouco tempo.
Por isso.
Quero descobrir novos horizontes.
Outras fontes… onde a água seja límpida…
... e pura.
Onde a esperança… ainda possa acreditar no amor.
E onde o meu amor… possa se encontrar no teu amor.
Onde tudo possa ser completamente diferente.
E que os nossos lábios se toquem sempre…
… e sempre.
Admilson
EXCESSIVO PÁSSARO
Existe em mim uma carência que se renega quando encarada, faz da fuga uma jornada; um bocado de entorpecentes astrológicos. Língua solta em escrita-queixosa. Piada, piada, piada.
(Sol Sagitário-Capricórnio/asc. Câncer/ Lua em Áries/Vênus, Mercúrio, nod. Norte em Sagitário)
Por excesso de inteligência/lúdico/criatividade as transformações ganham justificativas ou são quantificadas no meu paradoxo. Sustento há pouco tempo essa teoria. Muitos dias de terapia frente ao espelho! - não necessariamente Narciso vi. Aliás, quis ver.
Qualquer emoção eu cegamente sei nome y origem. Amo sem receita. Muitas justificativas que dei [pra mim mesmo] tornaram-se poemas. Algumas composições são meramente fantasias-reais. Perceba eu justificando. Perceba-me poetizando.
Tenho muito apreço pelo uso de hífen. Ensinam-me à tudo separar.
Falar no/do passado me estanha a saudade. Mistura de tesão, drama, banzo, verdade. Medito peridiocamente. Tomo banho de Anil. Acendo vela com copo de água. Uso guia. Presenteio com búzio. Rezo Ave Maria. Vejo Oxum.
Não é bem "pássaro" a metáfora biográfica. Piava! Oito e Oitenta. Infinito. Hipócrita. Aprendiz.
Quando demoro em alguma casa, logo penso na finitude. Defendo o aluguel, sou quem esbraveja o neoliberalismo do arbítrio. Já acordei em muitas casas. Em termos de moradia, mudei poucas vezes. Por ter muitas relações, acho que posso fazer escola dos relacionamentos. Até posso, mas inclino à autoestima ou excesso de segurança - acabo vasto na solitude. Fico pouco tempo porquê aro e mexo em Terra, construo logo outra casa...viro cidade: mapa astral.
Junto!
" A fuga é um tipo de mecanismo de defesa, que inconscientemente promovemos dentro de nós, com o intuito de abafarmos e fugirmos de certos sentimentos dolorosos ou dificultosos."
Talvez, na realidade,
a loucura possa ser
uma amostra de sanidade,
uma fuga momentânea
para não surtarmos de verdade.
Uma fuga para a liberdade
Você quer fugir para um local ainda n explorado onde viva sua vida em paz e tranquilidade com a companhia certa, sem internet, sem contato externo, você quer amar a si mesmo e voar junto a sua amada em velocidade que nem a luz possa te alcançar, você sente o desejo de fuga para gritar com todas as suas forças e chorar para tirar todo o peso que acumulou e carregou por toda a sua vida. Um local pacifico para acordar com o cheiro de um bom café cedo, esse sentimento de liberdade de tudo aquilo a qual te prendia, você não esta mais trancado em seu quarto tentando se acalmar e sim está no melhor local possível sem se preocupar em nada externo e sim no agora, e sim em sua vida, a sua própria vida. Você fugiu para sua própria liberdade e felicidade, você fugiu de tudo e todos levando consigo aquilo e aqueles que mais precisa e poder finalmente dizer “hum... ar fresco”.
Me inspiro na liberdade para a fuga da sociedade, em busca da natureza. Para viver em plena liberdade. Um selvagem extremista, um puma solitário.
Foi como uma fuga desse caos social e de tudo aquilo que o compõe. Eu precisava da natureza, eu precisava da liberdade. Na natureza o homem se torna forte. Longe dos vícios, do barulho das grandes metrópoles, da hipocrisia. De todo aquele estresse que só adoecia e prendia alma de quem ali vivia.
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